Os ingressos para ver o grupo inglês Oasis no Brasil já começaram a ser vendidos. Desde esta sexta-feira, dia 20, clientes do Citibank já podiam adquirir suas entradas para as 4 apresentações da banda no país.
A partir da próxima sexta-feira, dia 27, após esta semana de vendas exclusivas, o público geral poderá comprar seus ingressos.
No Rio de Janeiro, primeiro destino da turnê brasileira, o show acontece no Citibank Hall, em 7 de maio. Os preços dos ingressos variam entre R$ 180 e R$ 400. Em São Paulo, os valores são os mesmos e a apresentação será na Arena Skol Anhembi, no dia 9.
Em Curitiba, a banda passa pela primeira vez no dia 10. Diferente do que havia sido divulgado, o show acontece na Arena Expotrade, e não na Pedreira Paulo Leminski. As estradas custam entre R$ 200 e R$ 400.
Encerrando a passagem pelo Brasil, dia 12 eles estarão em Porto Alegre, no Gigantinho. Os valores estão entre R$ 120 (1º lote) e R$180. Vale lembrar que os ingressos para todas as apresentações já estão à venda pela internet e estudantes e maiores de 60 anos têm direito a meia entrada.
O Oasis traz para o país o show que divulga seu último álbum, Dig Out Your Soul, lançado no final de 2008.
Com 4 shows, está é a maior turnê que o quarteto já fez por aqui. A última passagem pelo Brasil foi em 2006, em show único na capital paulista e que contou com a presença de boa parte dos integrantes do Doidos. Antes dele, a banda já havia se apresentado outras duas vezes, uma em 1998 e outra em 2001, como atração do festival Rock in Rio.
Just a Fest é o nome do festival que vai trazer o Radiohead ao Brasil, acho que isso não é mais uma novidade pra ninguém. Eu já garanti os meus ingressos faz muito tempo, mas ainda da pra compra o seu no site www.ingresso.com.br.
Essa vai ser a primeira visita da banda às terras tupiniquins e a grande dúvida que ainda pairava no ar era sobre as bandas que fariam parte do festival. Muito se falou em Kraftwerk e Vanguart, o que se mostrou uma verdade, porém a maior surpresa ficou para a última banda confirmada: Los Hermanos.
Sim, isso mesmo! O festival deve marcar a volta da banda aos palcos, provavelmente dando fim ao recesso anunciado em abril de 2007 e será o primeiro show da banda desde Junho do mesmo ano confirmando a informação dada pelo vocalista Rodigo Amarante de que a banda lançaria um disco novo ainda em 2009.
Esse festival está ficando melhor a cada nova surpresa, Deus nos ajude ;)
Just a Fest Festival: Radiohead, Los Hermanos, Kraftwerk e Vanguart.
Rio de Janeiro 20 de março Praça Apoteose R$ 200 São Paulo 22 de março Chácara do Jockey R$ 200
Os escoceses do Franz Ferdinand já estão finalizando o novo álbum do grupo, Tonight: Franz Ferdinand.
O site da da New Musical Express informou que o terceiro disco da carreira do quarteto terá 12 faixas e deve chegar às lojas inglesas dia 26 de janeiro.
O single 'Lucid Dreams', uma das músicas do novo trabalho, já faz parte da trilha sonora do game Madden 09, de futebol americano.
O vocalista Alex Kapranos, disse que este álbum será mais selvagem e dançante que os dois anteriores. Algumas músicas novas já foram tocadas e testadas em pequenos clubes da Inglaterra e no Rock in Rio Madri.
A banda fez sucesso em 2004, com o primeiro álbum. As músicas 'Take me Out', 'This Fire' e 'The Dark of the Matinée' estavam nas pistas das principais baladas de São Paulo. Nessa época, eles também ganharam o prêmio Mercury Prize de revelação.
As músicas 'Do You Want to' e 'Walk Away' são destaques do segundo disco, You Could Have it So Much Better, de 2005. O grupo já esteve no Brasil duas vezes, a primeira como atração do festival Motomix e a segunda quando abriram o show do U2 na capital paulista, em 2006.
A lista das músicas de Tonight: Franz Ferdinand é:
'Ulysses' 'Turn It On' 'Kiss Me' 'Twilight Omens' 'Send Him Away' 'Live Alone' 'Bite Hard' 'What She Came For' 'Can't Stop Feeling' 'Lucid Dreams' 'Dream Again' 'Katherine Kiss Me'
A segunda edição do festival Planeta Terra já divulgou a programação completa de todas atrações. O evento acontece dia 8 de novembro, aqui na capital.
Entre os nomes confirmados, destacam-se The Jesus and Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Offspring e os brasileiros Mallu Magalhães e Vanguart. No total serão 16 atrações divididas em três palcos, Principal, Indie e DJ.
Para os atrasadinhos, os ingressos ainda estão à venda pela ticketmaster, no site ou nos postos credenciados. O valor do terceiro lote é de R$ 130 ou R$ 65 para meia entrada.
No dia do evento, os portões da Villa dos Galpões, situado na região sul de São Paulo, abrirão às 15h e o evento deve se estender até às 3h do dia seguinte.
Veja abaixo a programação do festival:
Palco Principal
17h30 às 18h30 - Mallu Magalhães 19h às 20h - Vanguart 20h30 às 21h30 - Jesus and Mary Chain 22h00 às 23h15 - Offspring 23h45 às 01h00 - Bloc Party 1h30 às 02h45 - Kaiser Chiefs
Palco Indie
16h30 às 17h30 - Brothers of Brasil 18h00 às 19h00 - Curumin 19h30 às 20h30 - Animal Collective 21h00 às 22h00 - Foals 22h30 às 23h30 - Spoon 0h às 1h30 - Breeders
Palco DJ
20h30 às 22h00 - Mau Mau 22h às 23h30 - Mylo (dj set) 23h30 às 1h - Calvin Harris (dj set) 1h às 3h - Felix da Housecat
A programação completa de edição de 2008 do Tim Festival foi divulgada na semana passada. Os shows acontecem no Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória em outubro.
As 19 atrações internacionais e 10 nacionais estarão divididas entre os dias 21 e 27 de outubro nas três capitais. Nomes como Paul Weller, Klaxons, The Gossip, Kanye West, Sonny Rollins e Marcelo Camelo estão confirmados na sexta edição do evento.
Ainda não foram divulgadas informações sobre o valor dos ingressos, mas eles estarão à venda a partir do próximo dia 16.
Neste ano, o Tim Festival estará dividido em diversos palcos temáticos. Brilhando no Escuro, Sophisticated Ladies, The Cats, Novas Raves, Ponte Brooklyn, Bossa Mod e Tim Festa são alguns destes palcos.
Na capital paulista, a sede será o Parque do Ibirapuera. Entre os dias 21 e 25, os shows acontecerão no Auditório Ibirapuera e na Arena de Eventos com capacidade para 4.000 pessoas. O norte-americano Sonny Rollins fará uma apresentação gratuita na manhã do dia 25 no Auditório.
O formato deste ano não conta mais com a pequena edição no Anhembi. Em 2007 a organização foi fortemente criticada pelo atraso nos shows e falta de estrutura.
No Rio de Janeiro, a sede será mais uma vez a Marina da Glória. Serão três dias de apresentações, entre dia 23 e 25. Já em Vitória, o Tim Festival acontecerá no Teatro da UFES ente 25 e 27 de outubro e contará com 6 atrações.
Abaixo segue a programação completa do Tim Festival 2008:
SÃO PAULO
Auditório Ibirapuera
21/10 - Noite de Gala: Sonny Rollins 22/10 - Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding 23/10 - Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller 24/10 - The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi 25/10 - Rosa Passos
Arena de eventos
22/10 - Brilhando no Escuro: Kanye West 23/10 - Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon 24/10 - Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database 25/10 - Ponte Brooklyn: Cérebro Eletrônico / MGMT/ The National
Auditório Ibirapuera - ao ar livre
25/10 - Sonny Rollins
RIO DE JANEIRO
Marina da Glória
23/10 - Noite de Gala: Rosa Passos / Sonny Rollins 24/10 - Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding Brilhando no Escuro: Kanye West Ponte Brooklyn: The National / MGMT 25/10 - Tim no Tim: Instituto apresenta "Tim Maia Racional" The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller 26/10 - Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database
VITÓRIA
Teatro UFES
25/10 - Stacey Kent / Carla Bley 26/10 - Siba / Gogol Bordello 27/10 - The National / MGMT
A edição de 2008 do Skol Beats, desenvolvido com a ajuda do público, já está com seu formato finalizado. Após quatro meses de votações em cinco etapas diferentes, o festival que acontece em 27 de setembro já divulgou todos os detalhes de sua 9ª edição.
O maior evento de música eletrônica da América Latina acontece no Sambódromo, em São Paulo, a partir das 18h. Com um palco (Skol Live) e duas tendas (Skol Beats e Terra), o festival está mais enxuto que sua versão de 2007.
As principais atrações deste ano são um misto de grandes nomes com inéditas aparições. A dupla alemã Digitalism, os franceses do Justice, Dubfire e os brasileiros Gui Boratto, Anderson Noise e Montage já estão confirmados. Claro que o DJ brasileiro Marky não ficou de fora dessa.
Os VJs escolhidos pela votação com os participantes foram Alexis/Visual Farm e Spetto, que ficarão responsáveis pela mixagem de imagens digitais. A cenografia do evento também conta com o público. Os trabalhos fotográficos e/ou ilustrativos poderão ser enviados até o dia 7 de setembro.
A ação de responsabilidade social, votada pelo site oficial, irá reverter o valor da coleta de todo o lixo reciclável da noite ao Cisa, Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.
Para facilitar a volta pra casa, a organização do Skol Beats distribuirá junto com os ingressos adquiridos, um passe de ida e volta para o Metrô. A iniciativa visa estimular o público a deixar o carro em casa. Táxis e serviços de van a domicílio também estarão disponíveis.
A venda dos ingressos começou neste sábado, dia 23 de agosto, em todo o Brasil e também pela internet através do site http://www.ticketmaster.com.br/. Até o dia 7 de setembro, o valor do ticket será de R$ 80 e R$ 40 (meia entrada). Do dia 8 até 26 de setembro, o valor sobe para R$ 100 e R$ 50 (meia entrada). Já nos dias do evento, o preço será R$ 120 e R$ 60 (meia entrada).
O postos credenciados para o Skol Beats 2008 são:
São Paulo Auditório do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº. FNAC – Pinheiros, Paulista e Morumbi. Saraiva Mega Store – dos shoppings Morumbi, Eldorado, Ibirapuera, Center Norte e Anália Franco. Citibank Hall – Av. dos Jamaris, 213. Teatro Abril – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411. Ipiranga Gravatinha – Av. Portugal, 1.756 - Santo André. Campinas possue também outros pontos de vendas.
Rio de janeiro FNAC - Barra Shopping. Modern Sound – Rua Barata Ribeiro, 502. Postos Ipiranga (Jockey Rio, Lagoa e CW 332).
Minas Gerais Leitura BH Shopping – Rod. BR 356, nº 3.049 – Loja 37/38. Leitura Savassi – Av. Cristóvão Colombo, 167. Crevrolet Hall – Av. Nossa Senhora do Carmo, 230. Curitiba FNAC – Curitiba. Brasília – DF FNAC – Brasília. Porto Alegre iMeeting – Rua Nova York, 10.
Me responda rápido: O que os Strokes tem em comum com o Los Hermanos???
Uma banda. Sim, eles tem uma banda. Na verdade dois de seus integrantes pra ser mais exato. Batizada com o nome de Little Joy, a banda formada pelo baterista dos Strokes, Fabrizio Moretti, e o vocalista/guitarrista dos Los Hermanos, Rodrigo Amarante, deve lançar um disco ainda em 2008. A banda ainda conta com a presença feminina da cantora Binki Shapiro, suposta nova namorada do baterista.
Amarante, que recentemente já tinha participado do novo disco de Devendra Banhart, é na minha humilde opinião um dos melhores compositores da sua geração, e juntar o "rock-mpb" que estamos acostumados a ver no trabalho do cara com o Los Hermanos à uma pegada mais rock'n roll que normalmente esperamos de Moretti, penso que pode ser uma mistura no mínimo interessante.
Não encontrei nenhuma informação sobre as influências que eles vão levar para a banda e nem em que língua o disco será gravado, porém minha aposta (ou vontade) é que o disco deva ter alguma influência da música "pop" brasileira do início da década de 70 (Secos e Molhados, Os Mutantes, Novos Baianos, os tropicalistas...) e a sujeira pré-punk de NYC. Será? Não sei, mas eu realmente queria ver no que isso poderia dar, hehehe...
Semana passada o Oasis anunciou em seu site oficial que seu sétimo álbum de estúdio irá se chamar ‘Dig Out Your Soul’ e que será lançado no dia 06 de Outubro na Inglaterra, sendo que uma semana antes chega as lojas ‘The Shock Of The Lightning’, que será o primeiro single desse novo trabalho da banda de Manchester.
Segundo as palavras do próprio Noel Gallagher ao falar sobre o álbum “Eu queria escrever musicas que tivessem groove; não músicas que seguissem aquele padrão tradicional de verso e refrão. Eu queria um som que fosse mais hipnótico; mais balanceado. Músicas que capturassem o ouvinte de uma forma diferente. Músicas com as quais você talvez tenha que se conectar, que sentir.”
Ele complementou dizendo que "Se ‘The Shock Of The Lightning’ soar instantânea e sem retoques, é porque foi escrita e gravada rapidamente. É basicamente a demo e manteve a sua energia. A primeira vez que você grava algo é sempre a melhor.”
Noel ainda confirmou a saída do baterista Zak Starkey da banda e a entrada de Chris Shanrock em seu lugar e também falou sobre outras três músicas que farão parte do tracklist: ‘Bag It Up’ , que foi escrita por ele e inspirada em ‘Baron Saturday’ do Pretty Thing, ‘I'm Outta Time’, balada "a la John Lennon" escrita pelo irmão Liam Gallagher e ‘Soldier On’, outra do Liam e que irá encerrar o álbum.
Confira abaixo o tracklist do álbum e ouça o remix que os Chemical Brothers fizeram para uma das faixas:
‘Bag It Up’ ’The Turning’ ’Waiting For The Rapture’ ’The Shock Of The Lightning’ ’I'm Outta Time’ ’(Get Off Your) High Horse Lady’ ’Falling Down’ ’To Be Where There's Life’ ’Ain't Got Nothin' ’The Nature of Reality’ ’Soldier On’
Quando se fala em música jamaicana, a primeira coisa que vem a cabeça é o reggae, ritmo mais conhecido do país, imortalizado pelo inesquecível Bob Marley. No entanto, para os desavisados, há um ritmo genuinamente jamaicano não menos importante, historicamente e qualitativamente falando, do que o reggae: é o Ska.
O Ska, aliás, surgido no fim dos anos 50, é responsável pelo nascimento do reggae. Explicando: o reggae é uma adaptação das batidas do Ska, que é um ritmo mais frenético, mais acelerado do que seu filho mais popular.
E é óbvio que o Ska não ficou restrito ao seu país de origem, ganhando espaço na Europa, principalmente Inglaterra, não ficando o Brasil de fora dessa vertente. E os trópicos brasileiros ganharam há pouco tempo um componente de peso no movimento, os Pingüins Tropicais.
A banda é formada por Carlos Careca (Sax Alto e Sax Tenor), Daniel Butt (Trompete), Felipe Fepas (Baixo), Gui “Maestro Zezinho” (Teclado), Jean (Trombone), Lúcio Skina (Bateria), Marcos Guarujá (Percussão), Victor Dead (Guitarra Base), Victor Fão (Trombone e Escaleta) e Victor Pirulas (Trompete) e conta com repertório próprio, além de covers dos mais famosos artistas. Suas principais influências são as bandas The Skatalites, Satelite Kingston, New York Ska Jazz, ASPO, entre outras.
Os Pingüins Tropicais surgiram no ano de 2007, precisamente no mês de maio, quando um grupo de amigos (Fão, Dead, Lúcio, Careca, Fepas, Jean e Pirulas) se reuniu para fazer o quem mais gostam, que no caso é música, e da boa. Passado algum tempo a banda veio ganhando novos integrantes, até chegar ao número atual de dez músicos.
E porque Pingüins Tropicais? Afinal o nome causa estranheza, sendo engraçado além de curioso. Questionado sobre, Victor Fão, um dos integrantes declara que o grupo procurava um nome que fosse ao mesmo tempo chamativo, descontraído e que não fosse complicado e durante uma sessão de brainstorm (técnica utilizada por publicitários, que consiste em reunir pessoas para trocarem idéias, com intuito de conseguirem novas e grandes idéias) surgiu o nome.
A cada dia a agenda de shows da banda vem aumentado. Começaram com shows menores, quando ainda montavam o repertório em longas sessões de ensaio em estúdio. O primeiro deles aconteceu em setembro de 2007, em um evento beneficente no Magic Bus Underground Club, em São Paulo.
Agora os Pingüins Tropicais participam de apresentações em casa noturnas famosas da capital paulistana, como aconteceu no dia 14/06/08, no Berlin, na Rua Barra Funda e no dia 26/06/08, no Dinossauro Rock Bar, na Rua dos Pinheiros. Mas não só. A banda faz shows temáticos, como o realizado no Prédio de Geografia da USP, no dia 25/06/08 e andam recebendo convites até para festas de casamento.
O Ritmo
Tornou-se famoso na década de 60, misturando R&B, Jazz, Mento, Calypso e outros estilos musicais dançantes, se aproveitando em demasia de instrumentos de percussão e de sopro. É um ritmo animando, descontraído e que carrega um alto valor artístico e estético.
O Ska é mais do que um mero ritmo musical. É, antes de tudo, uma expressão político-social, usada em favor da independência da metrópole britânica (a Jamaica conseguiu sua liberdade do domínio inglês apenas em 1962) e servindo como válvula de escape e meio de inclusão para uma parcela a margem da sociedade, conhecida como Rude Boys.
Nota-se assim que o Ska é, apesar de um ritmo alternativo, não-comercial, pertencente ao círculo underground, um movimento de valor inestimado. Um dos expoentes e mais famosas bandas do meio é a The Skatalites, um dos ícones desse movimento.
Aqui no Brasil, os Pingüins Tropicais prometem sacudir a cena musical paulista e em breve, esperemos, a nacional. Demonstrado entrosamento, criatividade e competência musical, eles vão abrindo espaços cada vez maiores e se firmando como um nome importante do círculo alternativo musical.
Mais Informações
Para entrar em contato, conhecer mais sobre a banda e ver vídeos e curiosidades, além da agenda, acesse os vídeos no Youtube e a comunidade no Orkut dos Pingüins Tropicais, além o blog http://www.pinguinstropicaisska.blogspot.com/ e o My Space da banda (http://www.myspace.com/pinguinstropicais), este ainda em processo de finalização.
Show
Pingüins Tropicais Onde: Livraria da Esquina — Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda — São Paulo Quando: 08/08/08 - A partir das 23h00 Quanto: R$ 5,00
Fiquei sabendo nesta semana de uma notícia que me fez muito feliz. Ou melhor, feliz até demais.
Li em jornais e sites que o trio inglês Muse confirmou já seu show aqui no Brasil. Uhú!
Fui atrás de mais informações sobre o fato e descobri que na verdade não há nada realmente escrito no site oficial dos caras que confirme a veracidade desta notícia. Mas como foi divulgado até o local e o dia da apresentação, acho difícil ser apenas alguma suposição.
No site do HSBC Brasil, antigo Tom Brasil, há datas de shows praticamente até o final do ano e nada do bendito Muse. Mas para os curiosos, parece que o show será nesta casa e no dia 31 de julho, quinta-feira.
Há datas confirmadas para apresentações na América do Sul, como Chile e Argentina, o que aumenta ainda mais a possibilidade dos caras passarem realmente por aqui.
Enquanto isso vai aguardando mais informações e torcendo para que tudo isso seja verdade. Bom, pelo menos se dependesse de mim e de boa parte dos membros deste site, com certeza eles estariam aqui amanhã.
O vídeo abaixo é de uma das minhas músicas favoritas.
A publicação britânica Mojo realiza todo ano sua premiação. Nesta semana, a revista divulgou a lista dos indicados em cinco diferentes categorias da edição de 2008. Alex Turner, vocalista do grupo Arctic Monkeys, foi indicado a quatro prêmios. Duas delas são com seu novo projeto, a banda The Last Shadow Puppets. Com a banda conhecida, Turner concorre em melhor disco por Favourite Worst Nightmare e melhor show.
A cantora Duffy também possui mais de uma indicação. Ela concorre por artista revelação, melhor disco (Rockferry) e melhor música ('Mercy'). Nick Cave & The Bad Seeds disputam melhor disco (Dig!!! Lazarus, Dig!!!) e melhor música, com canção homônima.
O Led Zeppelin não ficou de fora. A banda de rock foi indicada a melhor show pela turnê que realizou em dezembro e que reuniu o grupo. Na época, milhões de fãs disputavam acirradamente os ingressos.
Na categoria compilação do ano, The Very Best of Ethiopiques: Hypnotic Grooves from the Legendary Series concorre ao prêmio. Em 2007, a revista a nomeou de sensação musical do ano.
A votação já está aberta no site da revista e o público pode escolher os vencedores. Claro que, além da opinião dos leitores, a publicação também conta com especialistas de música. A premiação acontece em 16 de junho.
Na edição passada, o favoritismo de Amy Winehouse foi confirmado. A cantora levou pra casa o prêmio de melhor canção do ano, por 'Rehab'. Winehouse ainda concorreu nas categorias melhor álbum e apresentação ao vivo, que ficou respectivamente com os grupos The Good, the Bad and the Queen e Arcade Fire.
Confira abaixo todas as categorias e indicados:
Artista revelação
Duff Foals Pete Molinari The Last Shadow Puppets Bon Iver
Melhor Álbum
Nick Cave & The Bad Seeds – Dig!!! Lazarus, Dig!!! (Ace) Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare (Domino) Radiohead – In Rainbows (XL) Duffy – Rockferry (A&M/Rough Trade) Robert Plant & Alison Krauss – Raising Sand (Decca/Rounder)
Compilação do Ano
Theme Time Radio Hour With Your Host Bob Dylan (Ace) The Very Best of Ethiopiques: Hypnotic Grooves from the Legendary Series (Buda/Manteca) Cries from the Midnight Circus: The Ladbroke Grove Scene 1968-1971 (Sanctuary/Universal) From the Motion Picture Control (Warners) Juno OST (Warners) Canção do Ano
LCD Soundsystem – All My Friends (DFA/EMI) Nick Cave & The Bad Seeds – Dig!!! Lazarus, Dig!!! (Mute) The Last Shadow Puppets – The Age of the Understatement (Domino) Richard Hawley – Tinight the Streets are Ours (Mute) Duffy – Mercy (A&M/Rough Trade)
Melhor Apresentação ao vivo
Arctic Monkeys Rufus Wainwright Seasick Steve Led Zeppelin Neil Young
Na metade da década de 60 as pessoas o chamavam de Deus nos muros da Inglaterra, mas nas páginas de sua própria autobiografia, Eric Clapton se descreve como uma pessoa simples, que nasceu no interior da Inglaterra e que só viu a possibilidade de mudar seu destino no momento em que se apaixonou pelo blues de Buddy Guy, Freddie King, B.B. King e Robert Johnson e decidiu aprender a tocar guitarra.
Página após página, Clapton surpreende ao falar abertamente não só de sua origem humilde e de seus ídolos, mas também ao tocar em assuntos difíceis, como sua conturbada relação com a mãe, seu relacionamento com Pattie Boyd, o uso abusivo de drogas e o alcoolismo que quase o levou a morte, a perda de seu filho Conor, sua a chegada ao fundo do poço e a incessante busca por redenção.
Clapton também conta como foi a formação de bandas como The Yardbirds, John Mayall & The Bluesbreakers, Cream, Blind Faith, Derek And the Dominos e esclarece o porque de cada uma delas ter terminado e entre a formação de uma banda e o término de outra, ainda sobra tempo para mais um trago e saborosos detalhes sobre o início de sua carreira solo, sobre jam sessions com Jimi Hendrix, George Harrison, Pete Towsend e John Lennon e sobre a inspiração para suas músicas mais conhecidas.
Com essa autobiografia, Clapton rejeita todos os rótulos e se despe da vaidade para fazer um auto-retrato sincero, apaixonante e em certos momentos até mesmo emocionante da vida de um cara que se entregou ao vício e acabou se perdendo em meio aos excessos, mas que mesmo assim, ainda teve forças para dar a volta por cima e renascer através de sua música e de seu amor pela vida.
A Prefeitura de São Paulo divulgou na semana passada a programação completa da 4ª edição da Virada Cultural que ocorrerá nos dias 26 e 27 de abril em São Paulo.
Com 24 horas ininterruptas de atrações, cerca de 800 apresentações estarão em 26 espaços distribuídos na cidade, sendo grande parte destes localizados na região central. A diferença da edição deste ano fica por conta do número de atrações, que praticamente dobrou em relação ao ano passado.
A Virada terá início a partir das 18h do sábado e termina ás 18h do domingo seguinte. A segurança, segundo o prefeito Gilberto Kassab, não teve grandes alterações em relação ao ano anterior.
Entre as atrações principais estão Gal Costa, Jorge Ben Jor, Os Mutantes e Zé Ramalho. Eles se apresentarão no palco principal, localizado na Avenida São João.
No Palco das Meninas, destaque para as novas cantoras como Mariana Aydar, Marina de La Riva e a jovem Mallu Magalhães. Luiz Melodia, Jair Rodrigues e Nana Vasconcelos se apresentam no Teatro Municipal.
Além de diversas atrações nacionais, o evento ainda conta com shows de alguns nomes da música internacional, entre eles, destaca-se o conhecido DJ norte-americano Afrika Bambaataa, que fez sucesso com seu single de 82 'Planet Rock' e que estará no palco Baile Chique.
A música eletrônica também estará presente no evento. Diversos DJ´s como Mau Mau, Camilo Rocha, Ramilson Maia, Patife e Felipe Venancio discotecarão no palco montado na rua 15 de Novembro.
Na Pista das Casas (Noite Viva), diversos DJ´s residentes de casas noturnas de São Paulo estarão se apresentando.
A diversidade cultural também estará presente nesta edição, além da música, há apresentações de dança, teatro, exposições, oficinas culturais, artistas de rua e feiras de livros. Alguns destaques deste evento ficam por conta do Balé da Cidade, Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio, o núcleo de dança da Omstrab, Teatro de Vertigem e os franceses do Genèrik Vapeur.
A sétima arte também tem lugar nesta edição da Virada Cultural. Através de parcerias da Secretaria Municipal de Cultura, serão exibidos diversos longas e curtas metragens. Os locais vão desde salas tradicionais até espaços inusitados. Destaque para o Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, 24 Horas de Filmes do Minuto e Mostra Internacional de Cinema na Virada.
Durante o evento, unidades do Sesc funcionarão ininterruptamente e os museus fecharão apenas à 0h. Os transportes públicos estarão funcionando durante toda a madrugada.
Depois de 27 anos de estrada, acho muito complicado uma banda continuar fazendo coisas que são relevantes dentro do seu estilo. Algumas raras exceções se destacam nesse quesito e certamente o R.E.M. é uma delas.
Accelarate(2008), sucessor de Around The Sun (2004), é 14º disco da carreira dos caras. O fracasso do seu antescessor, que na minha humilde opinião é um bom disco, parece ter dado um novo ânimo à banda, como um novo desafio, e isso resultou num disco grandioso, que parece trazer a mesma energia dos primeiros discos, mesmo com músicas mais curtas (coisa não muito comum para eles), parece passear por todas as fases da banda e ainda assim consegue ter uma identidade própria.
Living Well Is The Best Revenge abre o disco com um som rápido e agressivo, rockão que lembra de cara os primeiros discos. Em seguida Man-Sized Wreath, vem seguindo na mesma linha e traz o refrão mais melódico e pegajoso do disco! Supernatural Superserious é o primeiro single e já era conhecida pela maioria dos fãs, mas aqui a música parece ganhar ainda mais força.
Em Houston, um som mais "sombrio" é apresentado, meio que preparando o terreno para Accelerate (faixa título),com suas guitarras distorcidas e uma batida que lembra coisas dos últimos discos do Radiohead. Until The Day Is Done é a mais lenta do disco e me fez lembrar de Out Of Time. Mr. Richards não é fácil de ser digerida e isso a torna fantástica hehehe. Em Sing For The Submarine a banda busca folêgo numa mistura inusitada entre Automatic For The People e New Adventures Of Hi-Fi e a coisa parece funcionar muito bem. Será que é assim que nasce um clássico? Nesse caso parece que a chance é grande ;) Para finalizar em grande estilo, Horse To Watere I'm Gonna Dj trazem um rock mais alegre e despojado calcado no velho estilo alternativo da banda.
Em Accelarate, o R.E.M. vem para mostar que ainda é relevante e que mesmo com seus 27 anos de estrada não perdeu genialidade e a ousadia de um tempo em que os cabelos ainda eram vastos.
Nem a forte chuva que castigou a cidade de São Paulo poucas horas antes do início do primeiro show do Interpol no Brasil consegui espantar o bom público que compareceu ao Via Funchal na noite de ontem.
O show de aproximadamente 1h40m começou por volta das 22:30, com o quarteto de Nova York tocando Pioneer To The Falls para uma platéia animada, que lotou a pista, deixando os camarotes praticamente vazios.
O palco era simples e sem nenhuma afetação e além do já tradicional conjunto formado por amplificadores, caixas e instrumentos musicais, também contava com um telão que ia mostrando imagens aleatórias e quase sempre relacionadas aos temas das músicas tocadas pela banda, que durante a apresentação alternou sucessos de seus três álbuns de estúdio, "Turn On The Bright Lights" (2002), "Antics" (2005) e o recente "Our Love To Admire" (2007), para um público que cantava e batia palmas em praticamente todas as músicas e que em resposta recebia um "presente" atrás do outro, desde Obstacle 1, Slow Hands, Not Even In Jail e No I In Threesome até a belíssima Rest My Chemistry.
Essa entrega por parte do público em cada música tocada ficou ainda mais evidente quando o vocalista Paul Banks decidiu deixar de lado o ar blasé, que sempre o acompanha em shows e entrevistas, e substituiu os agradecimentos contidos e escassos por elogios mais efusivos como "você são maravilhosos pra cacete".
No já tradicional bis a banda tocou NYC, Stella Was A Diver And She Was Always Down e PDA, fechandocom chave de ouro uma apresentação que certamente deixou em todos os presentes aquele gostinho de quero mais (tipo, queria ter ouvido The New) e a esperança de um breve retorno dos rapazes de Downtown.
Nesta quinta-feira, dia 28, aconteceu na O2 Arena, em Londres, a entrega do NME Awards, realizado pela revista especializada em música New Musical Express. O maior destaque da noite foi a banda Arctic Monkeys, que venceram em três categorias. O grupo britânico já esteve aqui no Brasil como uma das atrações do Tim Festival 2007.
O quarteto ganhou os prêmios de Melhor Banda, Melhor Canção com 'Fluorescent Adolescent' e Melhor Vídeo com 'Teddy Picker'. Os vencedores são escolhidos pelos próprios leitores da publicação.
O Arctic Monkeys também venceu recentemente como Melhor Banda e Melhor Álbum no Brit Awards, que se trata de uma premiação da indústria musical britânica.
Nas outras categorias, a banda Manic Street Preacher venceu o prêmio especial Godlike Genius. Peter Doherty, vocalista do Babyshambles, foi eleito o Herói do Ano pelos leitores. O grupo Klaxons levou o prêmio de melhor álbum de estréia com o Myths of the Near Future.
Amy Winehouse, que foi a maior vencedora do Grammy deste ano, venceu apenas na categoria de cantora mais mal vestida do país. Winehouse concorria também como Melhor Artista Solo Britânica, mas foi vencida pela novata Kate Nash.
Nas demais categorias, o troféu de Melhor Banda Ao Vivo ficou para o Muse e Anton Corbijn, diretor de Control, venceu com o Melhor Filme.
A cerimônia ainda contou com as apresentações das bandas Kaiser Chiefs e Bloc Party.
No início desta semana, foi divulgada pela organização do festival Coachella a lista dos artistas que estarão na edição de 2008.
Entre as principais atrações do festival, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de abril na Califórnia, estão Roger Waters, ex-Pink Floyd, os ingleses do Portishead e os norte-americanos Jack Johnson e Recounteurs.
Roger Waters, que se apresentou no Brasil em março de 2007, faz o show também da turnê The Dark Side of the Moon no domindo, dia 27.
Além dos novos nomes da música internacional, os brasileiros também têm vez. O grupo Bonde do Rolê, trio que mistura rock com batidas típicas do funk carioca, estará entre os mais de 100 artistas escalados. Os curitibanos no momento procuram uma substituta para a vocalista Marina Ribatski, que deixou o trio no final de 2007.
Nos 9 anos de existência, o Coachella é considerado o primeiro grande festival do gênero no hemisfério norte e que mistura rock, pop e hip hop.
Diversas bandas também retornaram aos palcos como atrações do evento. Rage Against the Machine, Jane´s Addiction e Pixies são algumas delas.
Segundo ainda a organização, a venda dos ingressos se iniciará nesta sexta-feira, dia 25. O pacote para os três dias custa US$ 269 mais taxas e entradas para cada dia custam US$ 90 mais taxas.
Confira abaixo a programação completa:
Sexta-feira (25/04) Jack Johnson The Verve Raconteurs The Breeders Fatboy Slim Tegan and Sara Madness The Swell Season The National Animal Collective Slightly Stoopid Mum Sharon Jones & the Dap Kings Stars Battles Aesop Rock Midnight Juggernauts Does it Offend you, Yeah? Minus the Bear Spank Rock dan le sac Vs Scroobius Pip Diplo Adam Freeland Santo Gold Jens Lekman John Butler Trio Vampire Weekend Dan Deacon Architecture in Helsinki Sandra Collins Busy P Cut Copy Black Lips Datarock Professor Murder Reverend and the Makers The Bees Porter Rogue Wave Modeselektor American Bang Lucky I Am
Sábado (26/04) Portishead Kraftwerk Death Cab For Cutie Cafe Tacuba Sasha & Digweed Rilo Kiley Dwight Yoakam M.I.A. Hot Chip Cold War Kids Stephen Malkmus & the Jicks DeVotchKa Flogging Molly Mark Ronson Turbonegro Scars on Broadway Islands Enter Shikari Calvin Harris Boyz Noize Junkie XL Cinematic Orchestra Jamie The Teenagers VHS or Beta Carbon/silicon Erol Alkan Yo Majesty! Little Brother Bonde do Rolê St. Vincent Akron Family MGMT Institubes DJs (Surkin, Para One and Orgasmic) James Zabiela Sebastian Kavinsky Dredg The Bird and the Bee Grand Ole Party New Young Pony Club 120 Days Yoav Electric Touch Uffie
Domingo (27/04) Roger Waters ("Dark Side of the Moon") Love & Rockets My Morning Jacket Spiritualized Justice Gogol Bordello Chromeo The Streets Metric Danny Tenaglia Simian Mobile Disco Booka Shade Murs Dmitri from Paris Autolux The Field Linton Kwesi Johnson Les Savy Fav The Cool Kids Sons & Daughters Sia Holy Fuck Black Kids Black Mountain The Annuals Kid Sister w/A-Trak Man Man Duffy I'm from Barcelona Manchester Orchestra Deadmau5 The Horrors Austin TV Shout Out Louds Plastiscines Brett Dennen
"As minhas partituras são sempre simétricas, com pitadas pentatônicas do pentagrama e quem sabe do Pentateuco."
A música matemática de Pitágoras chega em sua etapa mais madura. Neste seu quinto álbum, o mago dos sons matemáticos explora texturas numéricas com escaletas acromáticas impressionantes, e mais uma vez calando os críticos, afirma que os números não são frios, principalmente o dois e o nove, e o quatro também.
Depois de visitar os meandros das contas de mais e de menos, em seus dois últimos trabalhos, Pitágoras resolveu arrojar a buscar inspirações na escala de Fibonacci. Em seu novo compacto, intitulado "1,618", Pitágoras explora ao máximo os mistérios dos números seqüenciais e das proporcionalidades, buscando sempre encontrar padrões entre si.
"Eu já tinha percebido essas coisas todas nas minhas primeiras experiências com as cordas do violão, com o ponto de tensão das harmônicas por exemplo. Brincando com esses pontos de tensão nas cordas, pude dar um acabamento mais serelepe aos tons e semitons, como vocês podem perceber de forma gritante no álbum como um todo."
Os críticos costumam argumentar que a música feita com esse aproach essencialmente matemático perde muito de sua vibe, do feeling original de um som aleatório. Mas Pitágoras continua em seu trabalho incansável. Não por querer provar algo, mas porque simplesmente gosta do que faz.
"A matemática é a única linguagem mundial. Qualquer cultura pode se comunicar da mesma forma através dos números. Se você for pensar, poderíamos nos comunicar até com seres de outro planeta através da linguagem matemática. Aliás, eu tenho certeza que é através da matemática que conseguiremos um dia desvendar todos os mistérios do mundo, então porque não fazer música com ela?"
Se as equações musicais de Pitágoras irão se concretizar, ninguém pode saber, resta a nós apenas ouvir.
Análise Faixa a Faixa
Disco: 1,618
1 – "Triângulo amoroso isósceles"
Está bombando nas baladas da Grécia antiga. A música de trabalho do novo CD é alegre e minimal, porém num compasso dançante, contagiante. A sobreposição de acordes numa escaleta seqüencial gruda na mente que nem chiclete.
2 – Fibonacci
Música mais complexa, e ainda assim totalmente pop. Trata-se de uma estrutura circular, porém não necessariamente esférica. É uma espiral de sons que vai crescendo progressivamente, respeitando certos padrões, todos conectados à seqüência de Fibonacci e à proporção áurea. Um trabalho incrivelmente bonito, muito sonoro. A música não deixa de ser pop pois suas progressões perfeitas de acordes seqüenciais seguem um padrão que agrada ao ouvido de todos, um som realmente pop.
3 – Catetos
Misteriosa e saborosa. Uma sonoridade sombria, onde se tem a impressão de se estar nas bordas de alguma coisa. Destoa um pouco da pegada leve do começo do álbum, mas fecha o CD com tons de gravidade e sobriedade.
Para os fãs que aguardavam ansiosos, foi publicada a data de estréia do documentárioShine a Light, de Martin Scorsese, sobre os Rolling Stones. No dia 4 de abril o filme finalmente chega aos cinemas ingleses.
O longa, que estava previsto para ser lançado no final de 2007, traz cenas de bastidores, material de arquivo e entrevistas. As filmagens ocorreram em 2006 e conta com Jack White e Christina Aguillera (?) como convidados especiais.
Mick Jagger foi o co-produtor do filme. Ele e Scorsese agora trabalham em um novo projeto, The Long Play, longa que mostra a história de dois amigos que têm suas vidas ligadas pelo rock. A estréia está prevista apenas para 2009.
Além de Shine a Light, Scorsese também dirigiu No Direction Home, documentário que trata da primeira fase da carreira de Bob Dylan.
Bobby Montrane, é o novo alquimista do som. Dizer isso parece presunção, ou deslumbramento, quem sabe ingenuidade, mas trata-se da pura verdade. Quando lançou seu mais recente trabalho, o compacto Jazz Fluffy Sounds, Montrane causou reboliços no mundo da música, por sua sonoridade completamente inovadora e virtuosa. Seu sax soava simplesmente inigualável, virtuoso, intangível. Mas ninguém acreditava que ele poderia reproduzir esse som flutuante ao vivo, sem as trucagens de estúdio. Porém ontemMontrane fez história.
O pequeno e afortunado público que esteve presente no Neuville Sound Garden Lounge, viu a história ser escrita, ou ressoada. Em um show intimista, Montrane tirou de seu sax um som realmente flutuante, e que parece piada ao tentar ser descrito. Montrane simplesmente soprou bolhas de sabão com seu sax, bolhas essas que ao explodirem exalavam sons flutuantes. Com um controle impressionante sobre os ritmos das notas que explodiam das bolhas, Montrane realizou um show absoluto, visual e sonoro, inacreditável.
Compenetrado, o músico enfiava o sax em uma bacia com "espuma smooth" (como ele mesmo chama a sua mistura especial que desenvolveu), e retirava o instrumento já sendo soprado em uma nota musical. Um espetáculo no sentido mais primordial da palavra. O simples fato de Montrane conseguir tirar sons de bolhas de sabão já seria notável, quanto mais abraçar notas musicais em bolhas, algo impensável. Mas como se não bastasse, Montrane ainda consegue coloca-las em ritmos sensacionais, realizando uma música linda, bela, tocante.
“Eu tive a idéia quando estava tomando banho em uma tina de água que fica no quintal de minha casa de campo nas encostas das cordilheiras andinas. A paisagem estava cercada de cordilheiras nevadas, mas eu estava totalmente imerso em água caliente. Me senti como em uma bolha separada do ambiente, com uma vibração totalmente diferente da qual a minha visão poderia sugerir. De repente, uma folha seca caiu na água, e formou ondas, que repercutiram por toda a tina, tudo foi extremamente silencioso, movimentos totalmente sem som nenhum, até o vento parecia ter estancado. Mas ao mesmo tempo, aquilo tudo vibrou sons muito fortes dentro da minha alma, e eu pensei comigo mesmo, preciso traduzir isso de alguma forma, todas essas sensações.”
Ao final do show, Montrane soprou um mi maior em uma bolha de um metro de diâmetro que simplesmente fez o publico explodir em êxtase. Montrane é realmente um mago do som.
Análise faixa a faixa
Disco: Jazz Fluffy Sounds
Álbum de apenas uma faixa com 28 minutos.As texturas alcançadas nos primeiros 3 minutos são aprazíveis, entretanto, a partir do quarto minuto, Montrane inicia um passeio por climas mais tensos, bem como densos. Tirando proveito da densidade da água de suas bolhas, Montrane vai construindo fraseados baseados nas ondas.
O campo harmônico, inicialmente fluffy e felpudo, depara-se com um reboliço na metade do tema, e após parafrasear o bebop com incríveis temperos do acid jazz, Montrane entra em harmonias dissonantes, que parecem demasiadamente excêntricas inicialmente, fazendo com que as construções harmônicas anteriores parecessem precárias, quando não o são.
Finalmente, Montrane entra utiliza artimanhas do "downtempo" para arrematar a obra, quase que esmaecendo os climas anteriores, dialogando diametralmente com a bolha final de um metro de diâmetro, que explode e deixa a obra com um sabor molhado, porém crocante.
* Texto do mais novo membro do Doidos, Gui Trucco.
Estreiando por aqui com o costumeiro atraso de mais de um ano, Control foi dirigido pelo fotografo e também diretor de video clipes Anton Corbijn e teve seu roteiro adaptado do livro Touching From a Distance, escrito por Deborah Curtis, que também assinou a co-produção do filme.
Todo rodado em belíssima fotografia preto e branco, o filme conta a história de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista do hoje mítico Joy Division e que se suicidou aos 23 anos, pouco antes da banda embarcar em sua primeira turnê pelos EUA.
No filme, Ian é retratado como uma pessoa reclusa e instrospectiva, que vive com seus pais e sua irmã em um apartamento em Macclesfield, Inglaterra. Sem nenhum interesse pelos estudos e mais preocupado em aplicar pequenos golpes p/ conseguir drogas, ele passa a maior parte do tempo ouvindo Bowie e escrevendo poesias.
Em meio a toda essa "agitação", ele conhece Debbie Woodruff (Samantha Morton) e sem se importar com o fato dela ser namorada de seu amigo Nick e de ambos serem muito jovens, eles acabam ficando juntos e se casam após poucos meses de convivência.
A vida de casados de Ian e Debbie cai na rotina, com ele trabalhando em uma agência de empregos e ela vivendo como uma dona de casa, mas esse quadro começa a mudar quando em meio a uma conversa despretensiosa com Bernard Sumner, Peter Hook e Terry Mason após um show do Sex Pistols de 1976, ele se candidata a vaga recém-aberta de vocalista da banda, a princípio chamada Warsaw.
Depois do encontro, logo vemos o nervossismo do primeiro show, a gravação do EP AnIdeal for Living já sob o nome Joy Division, a histórica apresentação que fez o "malandro" Rob Gretton tornar-se empresário da banda e que também levou o lendário Tony Wilson a chamá-los p/ tocar Transmission em rede nacional e logo em seguida assinar um contrato usando seu próprio sangue como tinta.
Em meio a uma série de turnês, Ian passa a negligenciar cada vez mais sua mulher e a filha recém-nascida do casal e também descobre ser epilético, passando a ter que tomar remédios que o tornam cada vez mais depressivo, principalmente quando misturados a bebidas alcoolicas, o que ele costumava fazer com frequência.
Em Londres ele conhece Annik Honoré (Alexandra Maria Lara) e os dois logo se tornam amantes, o que de certa forma também acaba trazendo mais um conflito para a cabeça de alguém que já se encontrava debilitado pela doença e pelos remédios e que agora também passa a ser assombrado por seus próprios medos e inseguranças.
Seguindo dai até o seu trágico desfecho, o roteiro mostra algumas falhas e o filme perde um pouco de sua força ao tratar esses problemas de uma forma um tanto quanto simplória e superficial, sem assumir riscos e ao preferir dar mais ênfase a indecisão de Ian entre as mulheres de sua vida, cai um pouco no melodrama e deixa de lado temas mais pesados e talvez até mais interessantes e profundos.
Se esses temas tivessem sido melhor explorados o filme seria perfeito, mas mesmo com essa quebra de ritmo e com a falta de coragem de em certos momentos "colocar o dedo na ferida", Control se mantem nos trilhos a maior parte do tempo e presta uma justa homenagem a memória do genial Ian Curtis e seu Joy Division.
Bom, depois de 15 dias sem postar nada novo por aqui devido enorme quantidade de festividades, o Doidos retoma suas atividades e ínicia a maratona de shows de 2008.
Pois é, o ano mal começou e já temos muitas apresentações aqui na terra tupiniquim. Vá lá que algumas nem são tão boas assim, como Hilary Duff e My Chemical Romance, mas gosto é gosto e aqui ninguém discute. Já no outro lado da moeda temos Bob Dylan e Interpol, os dois mais que imperdíveis.
Mas vamos por partes. Em janeiro, o cantor Eagle-Eye Cherry se apresenta em São Paulo, no Via Funchal. Pra quem não conhece, ele é filho do trompetista de jazz Don Cherry e irmão da também cantora Neneh Cherry. O show acontece dia 17 de janeiro.
O Iron Maiden, que confirmou shows aqui no Brasil ainda no ano passado, se apresenta em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre entre os dias 2 e 5 de março. Vale lembrar para os fãs paulistanos que os ingressos para a apresentação na cidade já estão esgotados.
Como já dei a notícia aqui, os nova-iorquinos do Interpol fazem o primeiro show no Brasil. O quarteto se apresenta em São Paulo, no dia 11 de março, também no Via Funchal. As outras duas apresentações acontecem no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
Apesar da turnê ser do terceiro álbum, Our Love to Admire, os grandes sucessos dos dois discos anteriores não devem ficar de fora.
Sobre o show de Bob Dylan, ainda não temos nenhuma informação confirmada. Sabe-se que ele fará uma apresentação em São Paulo e outra no Rio, só. Sobre os lugares, datas e ingressos, nada foi divulgado. Portanto, aguardem!
Para quem gosta de música eletrônica, o carnaval será um prato cheio. Os DJs Tiesto, David Guetta, Fatboy Slim e Sasha estarão por aqui para agradar o público que dispensa um axé.
Os lugares e as datas serão:
David Guetta: Florianópolis - 3/2 Tiesto: Florianópolis - 5/2 Fatboy Slim: Sirena - 3/2 e Salvador - 5/2 Sasha: Itajaí - 5/2
Ozzy Osbourne, The Cure, Foo Fighters e Rage Against the Machine são algumas possíveis confirmações. Guns ´N Roses, Joss Stone, REM e Corrine Bailey Rae também podem vir ao Brasil.
Lançado em 2004 Bob Dylan CHRONICLES: Vol. One é apenas o primeiro livro de uma série auto-biográfica na qual o senhor Robert Allen Zimmerman pretende contar histórias de períodos diferentes e significantes dentro da sua vida e carreira.
Aqui ele mais uma vez deixa sua marca registrada ao confundir os ávidos leitores dedicando quase todo o livro aos anos que precederam sua chegada em Nova York e a gravação de seu primeiro álbum, praticamente esquecendo o meio dos anos 60 e fazendo poucas menções ao período em que ele teve seu auge criativo e comercial.
Aqueles que procuram por alguma revelação bombástica ou esclarecimentos sobre um ou outro fato mais importante podem até vir a se decepcionar com detalhes sobre um período em que ele viveu praticamente como um dono de casa recluso, sobre suas influências, sobre o modo como desenvolveu seu estilo ou até mesmo sobre os bastidores da gravação de dois álbuns menos conhecidos dentro de sua prolífica carreira (New Morning e Oh Mercy) , mas a verdade é que a clareza com que Dylan descreve cada acontecimento juntamente com o detalhismo de seu texto, não deixam a peteca cair e acabam transformando o livro em um painel rico, preciso e apaixonante.
Creio que CHRONICLES: Vol. One deve ser visto e entendido apenas como a primeira peça de um enorme quebra-cabeça que depois de montado certamente nos ajudará a tentar entender pelo menos um pouquinho mais desse que é um dos artistas mais importantes de nossos tempos. Portanto, acho que agora só nos resta esperar e torcer para que venha logo o Vol. Two.
Com o lançamento de In Rainbows em Outubro deste ano, foi anunciado que em Dezembro ainda seria lançado um Discbox com 2 CDs (1 com o disco lançado em outubro e outro com 8 faixas bônus) e 2 discos em vinil, incluindo livreto especial, e fotos digitais do grupo.
Pois já é dezembro! E o disco que com as faixas bônus que completam In Rainbows, como não poderia deixar de ser, já está circulando na internet.
Esse disco não traz nada de muito novo, pelo menos não para os fãs mais atentos, pois todas as músicas já foram apresentadas em shows da banda. Ainda assim ele veio para dar uma consistência maior ao disco lançado em outubro (já comentado aqui).
Os destaques do disco ficam para Down Is The New Up, Last Flowers e 4 Minute Warning... Não consegui detalhar cada música agora, tenho que correr para o aeroporto, mas não poderia deixar de compartilhar mais esse petardo dos caras, vou ficar devendo isso :(
Depois de um lançamento revolucionário, o novo disco do Radiohead (In Rainbows, 2007) já começa a dar seus primeiros frutos criativos.
O vídeo de Jigsaw Falling into Place, primeiro single do disco, acabou de sair do forno! O vídeo, todo feito em preto e branco, foi filmado inteiramente por câmeras colocadas na cabeça de cada um dos integrantes da banda.
O resultado ficou no mínimo divertido, mas tenha cuidado para não ficar tonto com a eterna inquietude do Thom Yorke hehehe...
Apesar dos inúmeros boatos, a banda Radiohead divulgou na semana passada em seu site oficial as datas e locais de alguns de seus shows.
As apresentações confirmadas no site do grupo são apenas na Europa. Em junho de 2008 o grupo estará em Milão e nos festivais alemães Hurricane e Southside.
A banda também divulgou que fará shows em Barcelona, no festival Daydream e no festival dinamarquês Roskilde.
Ainda no mês de junho, o grupo passará por Dublin, Paris, França, Londres, Glasgow e Manchester. Já em julho fará shows em Amsterdã, Bélgica e Berlim.
A turnê mundial divulga o novo trabalho, In Rainbows, que repercutiu no mundo inteiro após divulgação do formato de sua venda. O disco pode ser adquirido pela internet, no próprio site do grupo, pelo preço que o fã deseja pagar.
Ele será lançado em CD em 31 de dezembro, na Inglaterra, e dia 1 de janeiro na América do Norte.
Por enquanto o show deles aqui no Brasil não passa de boatos. Houve a publicação de que o país estivesse entre os destinos da turnê sul-americana, mas nada foi confirmado. O jeito então é esperar.
A banda nova-iorquina se apresenta no país pela primeira vez em 2008.
O quarteto fará três apresentações por aqui em março do ano que vem. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as cidades escolhidas. Em São Paulo o show acontece dia 11 de março, na Via Funchal.
Segundo informações, a Planmusic, organizadora dos shows, divulgou apenas como adquirir os ingressos na capital paulista. A venda dos mesmos se iniciou nesta terça-feira, a partir das 16h.
Formado em 1998, o Interpol, que faz parte do cenário indie rock, já possui três discos lançados. As apresentações no país fazem parte da turnê do terceiro e último disco Our Love to Admire, lançado em julho deste ano.
Nos anteriores Turn On the Bright Light e Antics, o grupo lançou alguns sucessos como, NYC, PDA e Evil.
As informações sobre datas e locais nas outras duas capitais foram divulgadas apenas no My Space da banda. Dia 13 de março eles se apresentam na Fundição Progresso, Rio, e dia 15 no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte.
Interpol
São Paulo
Onde: Via Funchal – Rua Funcal, 65, Vila Olímpia. Quando: 11/03 (terça-feira) Ingressos: R$100 a R$ 160 - Informações pelo telefone (11) 3188-4148.
A edição de 2007 do Tim Festival reuniu, de acordo com a organização do evento, mais de 20 mil pessoas domingo no Anhembi para assistir as 6 atrações internacionais que já haviam se apresentado no Rio de Janeiro dias antes. A maratona de shows durou cerca de 10 horas.
Com toda esta grandiosidade, os erros e acertos seguem na mesma proporção. A organização do evento acertou no esquema de trânsito e estacionamento, não faltou comida, a venda era feita de forma rápida, a quantidade de banheiros foi suficiente e o som estava com qualidade muito superior ao de outras edições.
Já os erros se deram na demora para a entrada e grandes filas, no atraso para o início das últimas atrações e na falta de bebidas por volta das 3h30 da madrugada, o que irritou muitos devido ao valor pago pelos ingressos.
Entre as 6 atrações, as 4 últimas eram as mais aguardadas da noite e fizeram com que grande parte do público permanecesse no local até às 5h da madrugada de segunda.
Björk, uma das mais esperadas atrações do evento, protagonizou um grande espetáculo ao público. A cantora subiu ao palco por volta das 22h, após uma grande demora na montagem de seu palco, cerca de uma hora de espera. O coral de mulheres iniciou o show, indicando que o single 'Earth Intruders', de seu mais recente disco, Volta, iria abrir a apresentação.
A excêntrica cantora surgiu com a roupa que utilizou no seu primeiro show desta nova turnê, toda colorida e com um chapéu que cobria parte de seu corpo. Com um repertório que misturava novas músicas e antigos sucessos, a islandesa fez o público vibrar diversas vezes com suas dancinhas no palco. O ápice de seu show foi durante a canção, 'Declare Independence', onde uma chuva de papel picado cobriu o palco e finalizou o espetáculo.
Após mais um longo período de espera, foi a vez de Juliette and The Licks se apresentar. A cantora e atriz Juliette Lewis mostrou todo seu erotismo e sensualidade no palco, interagindo muitas vezes com a platéia que gritava eufórica elogios à vocalista. O grupo apresentou um som pouco diferente do trivial, mas cheio de energia e fez com que o público vibrasse em determinados momentos, como quando Lewis levantou e dançou com a bandeira do Brasil.
O Arctic Monkeys, grupo coqueluche do momento, entrou no palco e fez a galera realmente se animar, o que até então não havia acontecido. Com um repertório baseado nos dois álbuns do quarteto, o que sobrou foram hits. Músicas como 'I Bet You Look Good on The Dancefloor', 'Fluorescent Adolescent' e 'Fake Tales of San Francisco' agitaram o público e fizeram com que os fãs vibrassem a cada nova música tocada pelos ingleses.
Apesar de um pouco pálidos no palco, a banda consegui animar apenas através de suas músicas, já que a presença de palco e super produção não foram o forte dos jovens garotos.
Depois de 3 horas de atraso, a banda cotada como a mais esperada da noite subiu ao palco, o The Killers. Grande parte do público ainda permanecia no local pulou ao som de 'Sam´s Town', 'Jenny Was a Friend of Mine', 'Mr. Brightside' e outros sucessos dos dois discos do grupo.
O palco decorado com plantas e lâmpadas tinha um ar de grandioso. Brandon Flowers, o vocalista do grupo, interagiu o tempo todo com os fãs e ainda tocou alguns trechos das músicas no piano. O grupo provou que tem potencial segurando boa parte da platéia até o fim do show, por volta das 5h da manhã de segunda-feira.
Já as duas primeiras bandas do evento eram pouco conhecidas. Com o início do show às 19h, o Spank Rock animava as pessoas que ainda chegavam ao local. Apesar das batidas fortes e uma mistura de Hip Hop e Funk, o grupo não empolgou tanto. A animação dos integrantes era visível. Um dos integrantes chegou até a se jogar sobre a platéia já no final da apresentação.
O segundo grupo a subir no palco foi o Hot Chip. A apresentação começou por volta das 20h e mostrou um som com batidas mais eletrônicas e teclados que lembravam as bandas oitentistas. Após uma meia hora de show, o grupo deixou o palco por problemas técnicos e retornou 10 minutos depois e tocaram mais algumas músicas pra uma platéia fria.
As informações sobre a venda dos ingressos para o tão aguardado show do grupo The Police no Brasil já foram divulgadas.
A apresentação da banda inglesa acontece no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, no dia 8 de dezembro, como já havia sido noticiado aqui no Portal da Antena1.
Os 80 mil ingressos colocados à venda para o público em geral começarão a ser vendidos ainda nesta semana, no dia 26 de outubro. Os Paralamas do Sucesso foi a banda escolhida para abrir o show.
Além da compra através da bilheteria, é possível adquiri-los pelo site http://www.ingresso.com.br/ e pelo telefone com pagamento pelo cartão de crédito do banco. Para os portadores do cartão de crédito HSBC Mastercard, a venda das entradas estará disponível a partir de hoje, dia 25.
A apresentação da banda brasileira está prevista para começar às 20h. Já o show do trio inglês em comemoração aos 30 anos de formação, às 21h30. A abertura para a entrada no estádio será aberta a partir das 17h.
Antes do show no Brasil, o The Police passa pelo México, em novembro, segue pela Argentina, Chile e depois chega ao Rio de Janeiro. Após a apresentação aqui, a banda segue para a Austrália e Nova Zelândia.
The Police no Brasil
Rio de Janeiro
Local: Estádio do Maracanã – Rua Professor Eurico Rabelo, s/nº, Rio de Janeiro. Data: 8/12 (sábado) às 21h30. Ingressos: R$ 160 arquibancada lateral, R$ 190 gramado, R$ 270 arquibancada frontal e cadeiras azuis, R$ 500 área premium – Informações pelo telefone 4003-2330. Site: http://www.thepoliceliveinrio.com.br/
Primeiro e único álbum lançado por Jeff Buckley, filho do grande e bêbado Tim Buckley, Grace foi escrito em parceria com Gary Lucas e acho que não seria injusto compará-lo a um daqueles vinhos que costumamos guardar na adega por vários anos p/ abrí-lo somente em ocasiões especiais.
Os arranjos que alternam violões acústicos e guitarras ruidosas, juntamente com o tom minimalista e que subitamente se torna forte e grandioso se fundem a voz acalentadora e melancólica de Buckley de uma forma tão perfeita que só nos fazem lamentar o fato dele ter lançado apenas esse álbum, já que meses depois morreu afogado em circustâncias no mínimo misteriosas.
Música após música, o albúm nos leva por uma viagem que vai desde o mais completo desespero até a mais pura alegria sem destoar nem por um segundo e prova sua longevidade e beleza influenciando gente da nova safra da música como Arcade Fire, Devendra Banhart, Muse e Radiohead, além de deixar embasbacado uma figura como Jimmy Page, que certa vez disse algo como "Jeff Buckley foi a coisa mais extraordinaria que apareceu na música na última década".
Ouvir um disco do Radioheadsempre foi uma experiência única pra mim. Em certos momentos até mesmo mágica, independente se fosse a primeira ou a milésima vez que estivesse fazendo isso.
ComIn Rainbows, novo álbum da banda, não foi diferente e acho que por isso que esperei alguns dias antes de escrever a minha impressão sobre ele e assim tentar não cometer nenhuma injustiça ou exagero.
Essa primeira versão do álbum, com 10 músicas, já trouxe uma revolução desde o seu lançamento, já que a banda decidiu lançar o disco de forma independente e a versão para download do disco pode ser comprado pelo site da banda pelo preço que o fã quiser pagar, sendo que em Dezembro ainda será lançado um Discbox que conterá 2 CDs e 2 discos em vinil, incluindo livreto especial, músicas inéditas e fotos digitais do grupo.
Bom, vamos ao que interessa nesse momento não é mesmo? O disco não traz nada muito diferente ou revolucionário ao som que a banda tem feito nos últimos anos, mas ainda assim, a banda consegue surpreender. Esse disco mostra um amadurecimento na postura musical que a banda adotou nos discos anteriores, tanto que eu diria que seria algo próximo à uma fusão entre Ok Computer, Kid A e Amnesiac, porém mais acessível que os dois últimos.
O disco é repleto de belas canções, algumas delas já tocadas em apresentações ao vivo, e apesar de não querer estragar a sua audição comentando música a música, vale a pena destacar algumas delas.
Bodysnatchers: a guitarra devastadora e a bateria nervosa fazem dela a música mais pesada do disco... All I Need e Weird Fishes/Arpeggi: Uma depressiva ao extremo, não ouça se você tem tendências suicidas hehehe, a outra bela e romântica, ainda assim forte e cheia de vida... House Of Cards: simplesmente linda... Videotape: tão bela que me deixa sem palavras pra descrevê-la...
Certamente Pode-se dizer que In Rainbows é tão bom quanto qualquer um dos últimos discos da banda, ou seja, não chega a ser fantástico, mas ainda é um disco do Radiohead e isso ainda continua sendo sinônimo de um disco muito acima da média.
Assim como a maioria, eu também ainda continuo à espera de um novo Ok Computer ou de outro The Bends, mas entendo que ninguém consegue chegar à perfeição absoluta sempre ;)
Faixas:
"15 Step" "Bodysnatchers" "Nude" 'Weird Fishes/Arpeggi" "All I Need" "Faut Arp" "Reckoner" "House of Cards" "Jigsaw Falling into Place" "Videotape"
Falta menos de um mês para a realização da quinta edição do Tim Festival e alguns shows já estão com seus ingressos esgotados.
Na semana passada, terminaram os ingressos para as apresentações das bandas Arctic Monkeys e Hot Chip, da Björk e Antony and the Johnsons e do The Killers e Juliette & The Licks no Rio de Janeiro.
A venda dos ingressos começou no inicio de setembro e no dia seguinte, duas atrações em São Paulo também já estavam esgotadas, as apresentações de Cat Power, Antony and the Johnsons e Toni Platão e a de Feist, Cibelle e Kátia B.
Os ingressos para os demais shows ainda continuam à venda nos 24 postos espalhados pelo Brasil. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Vitória, há bilheterias em Belo Horizonte, Brasília, Santo André e Campinas.
Pra quem quer mais comodidade, também é possível adquirir os ingressos pelo telefone e pela internet, através do site http://www.ticketmaster.com.br/.
Confira aqui a lista completa dos pontos de venda.
Depois do fraco primeiro disco de estúdio Down In Albion, do bom EP The Blinding e de todas as histórias envolvendo drogas e Kate Moss, o eterno junkie Peter Doherty e seu Babyshambles voltam agora com Shotter's Nation, que é o segundo álbum de estúdio da banda e que deverá ser lançado lá na Inglaterra naquele formatinho que nossos avôs costumavam chamar de CD no dia 1º de Outubro desse ano.
O álbum que foi produzido por Stephen Street (Blur e Kaiser Chiefs) e que ainda conta com as participações do cantor folk Bert Jansch e de Albert Hammond Jr (The Strokes) definitivamente pode ser considerado um retorno a forma, já que é muito mais coeso do que Down In Albion e mantém a evolução demonstrada em The Blinding.
É claro que ainda não se pode dizer que a banda chegou no mesmo nível do finado Libertines, mas também não se pode negar que o álbum tem suas qualidades e que ao trazer algumas pequenas pérolas pós-punk "a lá Clash", que aliam letras espertas, ao vocal quase falado de Doherty e a um instrumental hora mais rápido hora mais reflexivo e diversificado, nos faz lembrar o porque do cara ser considerado o pai (seria o Carl Barat a mãe?) de tantas outras bandas "indie" que apareceram logo após o término do Libertines.
The Thrillsé uma daquelas bandas que sempre gosto de escutar, mas que por algum motivo bizarro quase nunca escuto... É como aquelas caixas de sapato que você costuma guardar velhas fotos, um dia você tem que arrumar e sempre se diverte redescobrindo aquelas coisas.
Com o Thrills a coisa é bem parecida... Porém, nesse caso nada de velharia e sim um disco que acabou (ou quase na verdade) de sair do forno...
Teenager é o terceiro disco da banda e chega com a responsabilidade de ser o sucessor de dois ótimos álbuns ("So Much for the City" de 2003 e "Let's Bottle Bohemia" de 2004 ) e mesmo com os três anos de intervalo não decepciona... O disco não traz nada de muito novo ao som da banda, mas isso não chega a ser algo ruim, na verdade acho que é até algo positivo.
The Midnight Choir abre o disco bem ao estilo de "One Horse Town" do primeiro disco e de cara já deixa uma boa impressão para o que vem pela frente. This Yearvem em seguida com um refrão que vai fazer muito marmanjo sair por aí contarolando "Cos I know - this year could be our year...", eu vou hahaha...
Nothing Changes Round Here, é a mais legal do disco na minha humilde opinião e nada que eu fale sobre ela será tão significante quanto o vídeo que segue abaixo... Restaurant, I Came All This Way e Long Forgotten Songvêem em seguida e trazem de volta a calmaria tradicional dos discos anteriores para em seguida pedir desculpas em I'm So Sorry, talvez a mais fraquinha do disco...
No More Empty Wordschega trazendo energia a última parte do disco para logo em seguida mergulhar na melancolia de Teenagere Should've Known Better, duas boas reflexões sobre como as coisas poderiam ser melhores. There's Joy To Be Found... The Boy Who Caught All The Breaks, literalmente duas música em uma, fecha o disco em grande estilo com mais duas belas composições.
E no final o que fica é mais um ótimo disco dos caras ;)
Antony & The Johnsons - Antony & The Johnsons (2005)
Já que os "caras" (se é que você me entende) resolveram vir para o TIM Festival 2007, vou aproveitar a oportunidade e postar o segundo álbum de estúdio do Antony & The Johnsons, que para a surpresa de muitos, foi o grande vencedor do Mercury Prize de 2005.
Além da garantia de qualidade que esse prestigioso prêmio lhe concedeu, Antony & The Johnsons também conta com as participações mais do que especiais de Rufus Wainwright, Boy George, Devendra Banhart e Lou Reed.
Intimista, harmônico e sempre apoiado na leveza vocal, nas letras hora sombrias hora acalentadoras, em um piano sutil e nos belos arranjos, Antony nos faz esquecer dos convidados, da sua vidagem explícita e dos prêmios e presenteia o ouvinte com um álbum belíssimo, que cativa pela sutileza e pelo refinamento e que nos faz aguardar ansiosamente pelos shows aqui em terras tupiniquins.
Hoje resolvi postar um álbum de 2003 que eu creio que muita gente até já tenho ouvido, mas como sempre tem um pessoal novo chegando ao chamado e "hypado" mundinho indie, achei que esse seria um ótimo momento para falar sobre Give Up, que é o primeiro e até agora único trabalho do ThePostal Service, dupla formada por Ben Gibbard (Death Cab For The Cutie) e Jimmy Tamborello e que se caracteriza pela excelente mistura eletrônica + pop.
Com um som inspirado, emocional e até mesmo frágil em certos momentos, os caras conseguem juntar o barulho característico do som eletrônico e sintetizado a um vocal melancólico e que na maior parte do tempo fala sobre corações partidos e esperança, mas sem soar cafona ou fora de lugar e dessa forma, fazem com que Give Up se torne um álbum obrigatório em sua coleção e, como bem disse Dan Gennoe, "prova que o electro-pop tem alma".
Um dos prêmios mais importantes da música britânica, o Mercury Prize, já tem o vencedor da edição de 2007.
Eleito o melhor álbum do ano, o Myths of the Near Future, da banda Klaxons, surpreendeu e desbancou os favoritos.
Segundo fontes, alguns jurados explicaram a escolha dizendo que o álbum havia os levado para uma “aventura musical extasiante”.
No palco, a banda celebrou a premiação. Além do troféu, o grupo também ganhou um cheque no valor de 20 mil libras. O vocalista e baixista, Jamie Reynalds, informou ser merecida a premiação e que o álbum de estréia foi o único que olhava pra frente, comparando-o ao dos outros concorrentes.
Mas a grande surpresa da noite ficou com a aparição de Amy Winehouse, que concorria com seu álbum Back to Black, e que atualmente protagonizou diversos escândalos envolvendo drogas e violência. Winehouse apresentou-se ao vivo no evento e cantou Love is a Losing Game.
Entre os indicados estavam também, Arctic Monkeys, The View, Maps e New Young Pony Club.
A venda dos ingressos para um dos eventos mais esperados do ano, o Tim Festival, que acontece em quatro cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, já tem data para começar.
A organização do evento divulgou ontem os preços e locais de venda. Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 3 de setembro (segunda-feira), em 24 pontos de venda nas cidades que receberão as atrações e mais 8 pontos espalhados entre Belo Horizonte, Brasília, Santo André e Campinas.
Ainda segundo a organização, os estudantes e idosos têm direito a 50% de desconto na compra de ingressos mediante a apresentação de documentos (de identidade e da instituição). Clientes da operadora de celulares também terão direito a descontos. Para quem possui um celular Tim, o primeiro par de ingressos (inteira ou meia-entrada) terá 20% de abatimento mediante a apresentação da conta de serviços dos meses de agosto, setembro ou outubro deste ano, ou de um cartão de recarga (de no mínimo R$15).
Os shows acontecerão no Rio de Janeiro, sede do evento, nos dias 26 e 27 de outubro. A novidade é que nesta edição, as atrações foram separadas por temas e afinidades musicais. No dia 26, a Marina da Glória será palco para a excêntrica Björk, os moderninhos do Arctic Monkeys e toda a melancolia de Antony and The Johnsons. No dia 27, o jazz tem vez com Eldar, Roberta Gambarini Quartet e Sylvain Luc Quartet. O rock moderno também marca presença com Juliette and The Licks e The Killers.
Na capital paulista, as apresentações acontecerão no Auditório do Ibirapuera e na Arena Skol Anhembi. No primeiro, os shows estão divididos de 25 a 29 de outubro. Cat Power and Dirty Delta Blues e cirKus com Neneh Cherry participarão do evento. No segundo, a noite de domingo (28) promete com Spank Rock, Hot Chip, Björk, Juliette and the Licks, Arctic Monkeys e The Killers.
As cidades de Vitória e Curitiba terão edições especiais. Em Vitória, os shows acontecem de 27 a 29 de outubro, e serão mais voltados para o jazz e o pop. Na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, os 4 principais artistas se apresentam no dia 31.
Lembrando que os ingressos também podem ser adquiridos pela internet, através do site www.ticketmaster.com.br, e pelo telefone.
Confira abaixo os postos credenciados para a venda do Tim Festival 2007.
Pelo Telefone: Em São Paulo, o serviço é prestado através do (11)6846-6000 e nas demais localidades, pelo telefone 0300 789 6846. A única forma de pagamento é através do cartão de crédito.
Pontos de venda:
São Paulo FNAC – Pinheiros, Paulista e Morumbi Saraiva Mega Store – dos shoppings Morumbi, Eldorado, Ibirapuera, Center Norte e Anália Franco. Além do Auditório do Ibirapuera, Citibank Hall, Teatro Abril e Livraria Siciliano (Itaim). Santo André e Campinas possuem também outros pontos de vendas.
Rio de janeiro FNAC - Barra Shopping Saraiva Mega Store – dos shoppings Rio Sul e Norte Shopping. Além da loja Modern Sound, em Copacabama e nos Postos Ipiranga (Jockey Rio e CW 332)
Curitiba FNAC – Curitiba Livrarias Curitiba – dos shoppings Estação, Curitiba, Mueller e também da Rua das Flores.
Vitória Apenas na bilheteria do Teatro Ufes.
Brasília FNAC – Brasília Saraiva Mega Store – Brasília Cia Athletica – Lago Sul
Belo Horizonte Livraria Leitura – BH Shopping Bilheteria do Chevrolet Hall
Há tempos cogita-se a possibilidade de uma aposentadoria dos Rolling Stones. Desde 1960, os músicos são rondados por especulações.
Ontem, domingo, a banda finalizou sua turnê de dois anos com um show em Greenwich, sudeste de Londres. O vocalista Mick Jagger não se pronunciou sobre o assunto, apenas agradeceu a presença dos fãs.
A turnê mundial dos Stones se iniciou em agosto de 2005, em Boston, e totalizou 146 shows em 31 países, incluindo o Brasil (02/2006). Durante a excursão, Jagger e Richards perderam um dos pais e Wood perdeu seu irmão mais velho.
Apesar de a turnê render mais de 300 milhões de dólares, só na América do Norte, o ábum mais recente, A Bigger Bang, não acompanhou seu sucesso, perdendo posições nas paradas mundiais logo após seu lançamento, há 2 anos.
O grupo agora se prepara para a estréia de Shine a Light, o documentário de Martin Scorsese, e para muitos fãs, uma boa desculpa para que os Stones retornem aos palcos.
A banda ainda não se pronunciou, mas certamente todos torcem para que o quarteto ainda continue na ativa.
Obs: Parabéns para o Doidos, que chega em sua 100ª postagem hoje!!
No website do Yeah Yeah Yeahs, Karen O afirmou que Is Is não era um dos EP's de nossos pais, pois seria mal, sugestivo e errado, feito para se ouvir no volume máximo e lançado nessa época do ano porque sengundo ela, o verão é a época certa p/ esse tipo de "merda".
Produzido por Nick Launay (PIL - Flowers of Romance) e lançado lá fora em 24 de Julho, a "bolachinha" traz cinco canções escritas durante a turnê de divulgação de Fever To Tell e com seu som cru, áspero e pesado, cercado por um muro de guitarras, bateria e por aquele vocal inconfundível, só desmentem o que foi dito por Karen O, já que aqui em terras tupiniquins ainda estamos no Inverno e Is Is comprova que não existe época certa p/ ouvir "merdas" tão boas quanto essa. Se fosse um álbum certamente já seria um dos melhores do ano, mas como é um EP, fica a esperança de que o terceiro álbum da banda tenha essa mesma pegada viciante e que também nos faça dizer "foda, muito foda!" após a sua audição.
Na quinta-feira passada aconteceu o primeiro dia do Festival Indie Rock, em São Paulo, que teve participação de cariocas, paulistanos e ingleses.
A primeira banda a subir no palco da Via Funchal foi o Moptop, pontualmente às 21h30. Os cariocas tocaram durante 30 minutos para uma platéia bem pequena e sem muita empolgação.
O quarteto executou músicas de seu primeiro trabalho, homônimo, lançado em 2006 e iniciou sua apresentação com 'Uma Chance', depois emendaram 'Bem Melhor' e 'Paris'. Gabriel, vocalista e guitarrista, falou pouco e não animou muito quem assistia ao show.
Apenas as últimas canções, que mostraram grande influência do neo-rock do The Strokes, empolgaram a galera que batia palmas e dançava ao som de 'Leve Demais', 'Sempre Igual' e 'O Rock Acabou', atual sucesso e música de trabalho da banda.
Já a apresentação seguinte, do Hurtmold, levou até o público um som mais instrumental e bem diferente das outras duas atrações da noite.
O sexteto formado em 1998 na zona oeste de São Paulo é pouco conhecido por aqui. Suas músicas, segundo o próprio baixista, de significado abstrato, misturam guitarra, bateria e baixo com instrumentos bem diferentes. Xilofone, trompete, escaleta e vibrafone são alguns deles.
Durante os 40 minutos de show, a banda mostrou ser influenciada por diversos gêneros musicais, entretanto não empolgou muito o público que ainda chegava para a última apresentação. Boa parte da platéia permaneceu sentada até o fim.
Após uma pequena espera, pouco depois das 23h30, começa o show mais aguardado da noite, o dos ingleses do The Magic Numbers.
O quarteto, formado pelos irmãos Stodart e Gannon, trouxe ânimo para a platéia que até então permanecia apática. 'This is a Song', música do segundo álbum, Those The Brokes, abriu a calorosa apresentação.
As duas horas seguintes revelaram um rock romântico e cativante. Com influência nítida do country e do rock sessentista, o grupo agitou cerca de 1.800 pessoas com os hits 'Forever Lost' e 'Love´s A Game'.
Entre as músicas tocadas do álbum de estréia e do mais recente, os ingleses presentearam a platéia com a canção inédita 'Fall to Sleep', que será lançada em um EP, em setembro, segundo o vocalista Romeo. Além dela, a galera aprovou a performance da banda tentando cantar com um português meio enrolado 'Baby', de Caetano Veloso, que foi sucesso com os Mutantes.
As vozes de Angela (teclados), Romeo (guitarra) e Michele (baixo), transformaram o show em um espetáculo harmonioso com junção do rock, soul e groove em 'I See You, You See Me'. Angela Gannon também assumiu timidamente os vocais em Undecided e provou que realmente tem talento.
Por volta da 1h da manhã, a banda retornou aos palcos para o famoso bis. O trio cantou junto 'Wills On Fire' com a ajuda do coro que vinha da platéia. Depois finalizaram com os covers 'Crazy In Love', de Beyoncé e 'Nightrain', dos Guns N´ Roses.
Muito simpático, o grupo ganhou o carinho do público, que chegou até a dar uma bandeira do Brasil durante as últimas três canções. Romeo esbanjou elogios ao Brasil e agradeceu a presença de todos.
Pra quem infelizmente perdeu, só mesmo o Tim Festival para se redimir!
Across the Universe é um musical dirigido por Julie Taymor que deverá estrear em 28 de Setembro desse ano lá nos EUA. O filme se passa no final dos anos 60, começo dos anos 70 e irá incorporar as músicas dos Beatles a história de amor escrita por Ian La Frenais e Dick Clement.
O filme parte das docas de Liverpool e vai até a psicodelia criativa do Greenwich Village, passando pelos protestos nas ruas de Detroit e pela matança nos campos do Vietnã. No meio de tudo isso, conhecemos o casal formado por Jude (Jim Sturgess) e Lucy (Evan Rachel Wood), que juntamente com um pequeno grupo de amigos e musicos são jogados dentro dos emergentes movimentos contra-cultura e anti-guerra, tendo Dr. Robert (Bono) e Mr. Kite (Eddie Izzard) como seus mentores. Essa vida tumultuada aliada a algumas situações que acabam fugindo ao controle de ambos, acaba separando o jovem casal e os força a lutar contra as dificuldades, a fim de encontrar uma forma de voltarem um para o outro.
Assim como aconteceu em Moulin Rouge, me parece que essa é mais uma ótima tentativa de modernizar o já batido gênero dos filmes musicais e levando em conta o material que será usado, sem dúvida nenhuma esse deverá ser um filme no mínimo muito interessante p/ todos os amantes de cinema, musica e claro, dos Beatles! Por isso, aproveitem a dica e desde já fiquem de olho nas futuras datas de estréia do filme aqui em terras tupiniquins.
Hoje faz um frio desgraçado aqui em São Paulo e nada melhor do que ouvir um boa música para esquentar o esqueleto, não é mesmo? A coisa fica ainda melhor quando você acorda e um disco novo de uma banda que você gosta está ali te esperando para ser desvendado. O disco em questão é Our Love To Admire o mais novo trabalho do Interpol.
Muito se falou desse disco nos últimos anos e ele chega cheio de expectativas, li críticas duras ao álbum e até gente dizendo que esse era um trabalho medíocre. Bom, só posso começar isso aqui dizendo que ou eu estou escutando o disco errado ou o mundo pirou de vez.
Our Love To Admire poderia ser definido como "mais do mesmo" dentro do trabalho dos caras, mas isso não significa que seja ruim, muito pelo contrário, apesar de estar um degrau abaixo dos primeiros discos, você poderá notar que está tudo lá, ótimas melodias, os riffs de guitarra tão característicos da banda e, claro, a voz poderosa de Paul Banks. Certamente é um dos melhores trabalhos que ouvi nos últimos meses.
O disco é coeso e cheio de energia, não tem nada tão empolgante como Obstacle 1, PDA, The New ou Slow Hands é verdade, porém com músicas como The Scale, Heinrich Maneuver, Pioneers To Fall, Pace Is The Trick e Rest My Chemistry os caras conseguem deixar o disco com o nível lá em cima.
No final você pode me perguntar: Jim, então esse é um disco que não traz nada de novo pro som dos caras, um disco comum? Talvez, mas ainda é um disco do Interpol e perto de coisas tão medíocres que tem surgido ultimamente...
O neo-hippie Devendra Banhart, conhecido aqui no Brasil após sua apresentação no Tim Festival do ano passado, retorna ao cenário musical com novo álbum.
O quinto trabalho do cantor texano intitulado Smokey Rolls Down Thunder Canyon não deve ser muito diferente dos anteriores. Ainda, como os outros, contará com influências do folk americano, tropicalismo e bossa nova.
Fã declarado de música brasileira, principalmente de Caetano Veloso, Devendra contou com participações especiais, inclusive de artistas nacionais, em seu novo disco. Rodrigo Amarante do grupo Los Hermanos é um deles. Noah Georgeson, Otto Hauser e Greg Rogove também contribuem no álbum.
Com data de estréia prevista para 25 de setembro, o compacto foi produzido pelo próprio Devendra e por Georgeson. 'Samba Vexillographica' e 'Seahorse' são algumas músicas que estarão neste disco.
Para os ávidos por novidades, independente do estilo, vai aí alguns dos lançamentos que estão circulando mundo afora.
Chemical Brothers: Push the Button, de 2005, foi o último lançamento do duo britânico. Agora a dupla lança We Are the Night, álbum muito aguardado pelos fãs. Com 12 faixas e uma capa surreal, o disco promete ser uma das sensações desse segundo semestre de 2007. O lançamento oficial está marcado para o dia 19. Pelo histórico da banda, o som deverá bombar pelas pistas mundiais;
Interpol: Our Love to Admire é mais novo disco da banda Interpol. Este é o terceiro trabalho dos nova-iorquinos, que começaram com Turn on the Bright Lights (2002), substituído por Antics (2004). O Interpol é mais uma dessas bandas renovadoras do rock. Basta conferir para ver se continuam afiados;
Prince: Lembram da figura? Pois é. Ele não pára de maneira alguma. Com data prevista de lançamento para dia 24/07, Planet Earth é a novidade do incansável Prince. Seu antecessor é 3121 (2006). Este último foi muito bem recebido pela crítica. Resta saber se Planet… terá a mesma “sorte”;
Yellowcard: Paper Walls é o quinto disco do quinteto da Flórida. A carreira da banda teve início em 2001 com One for the Kids, que causou certo furor nos críticos musicais devido à mescla de guitarra com violino. Fãs corram atrás.
Em breve também, estará nas lojas a trilha sonora do aguardado filme dos Simpsons.
Nesta terça-feira foi anunciado em Londres por Lauren Laverne, um dos componentes do júri, os 12 álbuns que concorrem para o melhor do ano no Mercury Prize 2007.
Entre os concorrentes estão Amy Winehouse, com o disco Back to Black, o trio Klaxons com o álbum de estréia Myths of the Near Future e a banda The View com o disco Hats Off to the Buskers.
O vencedor do prêmio no ano passado, com o primeiro álbum, também está concorrendo neste ano. O quarteto Arctic Monkeys foi indicado pelo Favourite Worst Nightmare, segundo trabalho do grupo.
O Mercury Prize foi criado em 92 e premia o melhor álbum britânico ou irlandês lançado nos últimos 12 meses. O vencedor ganha cerca de 20 mil libras e será conhecido no dia 4 de setembro no Grosvenor House Hotel, em Londres.
Os juízes do prêmio são especialistas musicais, jornalistas e artistas. Os 12 indicados são escolhidos entre mais de 170 grupos, bandas e cantores.
Confira lista completa abaixo:
Amy Winehouse - Back to Black Basquiat Strings - Basquiat Strings With Seb Rochford Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare Klaxons - Myths of The Near Future The View - Hats Off to The Buskers New Young Pony Club - Fantastic Playroom Fionn Regan - The End of History Jamie T - Panic Prevention Dizzee Rascal - Maths & English Bat For Lashes - Fur And Gold Maps - We Can Create The Young Knives - Voices of Animals And Men
A cantora PJ Harvey lançará este ano seu novo trabalho, 'White Chalk'.
Este será seu primeiro álbum de estúdio em três anos e deverá ser lançado dia 24 de setembro, segundo nota no site oficial da cantora.
De acordo com outra nota sobre tal disco, que foi dada no site dela no MySpace.com, o material foi feito especialmente para piano e não para guitarra, como era de costume.
A cantora inglesa lançou seu último álbum em 2004, o 'Uh Huh Her', que alcançou a 29ª posição na Billboard. Neste mesmo ano, Harvey esteve no Brasil como uma das principais atrações do Tim Festival.
O segundo semestre de shows internacionais por aqui já começou e diga-se de passagem, muito bem.
Além de diversos shows já confirmados, agora também é a hora dos festivais e como não poderia ser diferente, já há confirmações das bandas que participarão do Tim Festival 2007.
Semana passada os norte-americanos do The Killers e Juliette & The Licks confirmaram presença no evento. Os ingleses do Arctic Monkeys também já anunciaram sua participação no festival em site oficial da banda.
Nesta semana, mais duas atrações sairam da lista de negociações e garantiram vinda ao Brasil , a dupla francesa Air e a exótica islandesa Björk.
A lista de possíveis atrações é extensa e nomes como Amy Winehouse, Scissor Sisters, The Klaxos, Kaiser Chiefs e Cat Power ainda são apenas especulações.
O festival acontecerá entre 25 e 31 de outubro e repete os locais e quase todo o formato do ano passado. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Vitória são as cidades que receberão as atrações.
A organização apenas divulgou que este ano o evento terá algumas novidades no formato, mas que serão anunciadas em breve.
Ainda não há nenhuma informação sobre os ingressos e sobre a programação nas quatro cidades, portanto prepare seu bolso e seu espírito, porque esse ano não vai dar pra perder!
Foi lançado no dia 26/06, no exterior, um Box com 7 CDs da banda Pearl Jam. Live at the Gorge 05/06 é uma compilação de três shows ocorridos no anfiteatro Gorge, na Geórgia, EUA.
O Box é uma edição limitada, sendo peça quase obrigatória para os fãs do quinteto de Seattle. Todas as principais músicas do Pearl Jam estão nos CDs: Alive, Even Flow, Jeremy, Daughter, Black, Yellow Ledbetter, entre outras, e um punhado de covers, tais como Little Wing, de Jimi Hendrix; Baba O’Riley, do The Who; I Believe in Miracle, do Ramones; Crown of Thorns, do Mother Love Boné e as já conhecidas na voz de Eddie Vedder Fuckin’ Up e Rockin’ in the Free World, de Neil Young.
O PJ é um dos últimos sobreviventes do movimento grunge, iniciado na década de 90. Apesar de um ou outro escorregão em algum trabalho, a banda está sempre lançando ótimos discos, mantendo-se na ativa por mais de 15 anos. Após de atritos constante com a indústria fonográfica, é uma das bandas, mercadologicamente falando, mais rentáveis.
E por isso, a aposta no Box. O último lançamento do PJ foi em maio de 2006, com o álbum homônimo, bem acolhido pela crítica, por ser tratar de um trabalho de ataque ao governo norte-americano.
Agora a banda novamente aposta em um ousado projeto. Em 2003 lançou uma série de 25 CDs em capas de papelão, dos principais shows realizados na Europa, EUA, Japão e Austrália, visando bater a pirataria e a própria indústria fonográfica, afinal o preço do produto lá fora era inferior ao CDs convencionais. No caso do Box, que não tem previsão de lançamento no Brasil, o preço será “salgado”, girando entre R$ 160,00 e R$ 190,00.
The U.S. vs. John Lennon é um documentário de 2006 escrito e dirigido por David Leaf e John Scheinfeld que mostra um lado de John Lennon que o grande público não estava acostumado a ver nele como um membo dos Beatles,já queaqui o foco é a luta dele pela igualdade de direitos e pelo fim da guerra do vietnã durante o final dos anos 60 e início do anos 70 e a perseguição empreendida a ele pelo governo americano do então presidente Richard Nixon.
O documentário mostra os fatos que levaram a essa perseguição e a quase extradição de Lennon e para isso faz uso de arquivos secretos do FBI, de cenas e fotos nunca antes vistas do ex-Beatle em shows, passeatas, protestos e até em seu dia a dia, mesclados a depoimentos de ex-agentes do próprio FBI, além de personalidades como Angela Davis, Bob Gruen, Bobby Seale, J. Edgar Hoover, John Sinclair e Yoko Ono, entre outros.
Em tempos de internet, talvez seja difícil entender como era ser uma pessoa pública com uma opinião fortemente contrária a um governo que se caracterizou pela corrupção e pelo abuso de força e poder, mas o fato é que o documentário nos mostra que através de seus atos e até mesmo de sua ingenuidade, John Lennon se fez ouvir e foi perseguido por tentar lutar a seu modo pelos seus ideais e convicções.
Os mais céticos podem até reclamar que algumas lacunas não são preenchidas, como o famoso final de semana perdido, ou até mesmo que há um certo endeusamento quanto a pessoa que foi Lennon, mas a verdade é que o documentário cumpre exatamente o que propõe, ou seja, não julgar o homem e mostrar seus defeitos, que não eram poucos, mas sim mostrar que as vezes as atitudes e opiniões de apenas uma pessoa podem sim atingir mutidões e incomodar uma nação.
Depois de um primeiro semestre repleto de shows com grandes nomes da música internacional, o segundo não poderia ser diferente.
Diversos outros grandes artistas, principalmente do rock, já estão confirmando a vinda ao Brasil.
No mês de julho, a temporada começa com o Festival Indie Rock, que acontecerá nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e contarão com a participação das bandas inglesas The Magic Numbers e The Rakes e as bandas nacionais Mombojó, Hurtmold e Móveis Coloniais de Acaju.
A banda carioca Moptop e o grupo Lucas Santtana & Seleção Natural também devem se apresentar no festival, porém a primeira apenas em São Paulo e o segundo apenas no Rio.
Os shows acontecem no Circo Voador, no Rio, nos dias 25 e 26 de julho. Em São Paulo, a programação se repete nos dias 26 e 27 de julho, no Via Funchal.
A produção é da baiana Maria Luisa Jucá, que já foi empresária de Maria Bethânia e também já organizou diversos eventos de MPB. Agora ela busca com este festival invadir o universo do rock independente.
Festival Indie Rock - São Paulo
Local: Via Funchal – Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia Quando: 26/7 (quinta-feira) e 27/7 (sexta-feira) às 21h30 Ingressos: R$ 100 a R$ 140 – Informações pelo telefone (11) 3188-4148
Neste próximo final de semana será lançado álbum com músicas de John Lennon em prol de campanha beneficente.
Chega às lojas da Itália, nos dia 20 de junho, o álbum Make Some Noise.
O cd duplo com cerca de 20 composições do ex-Beatle disponibilizadas por Yoko Ono são interpretadas por diversos artistas, como U2, Corinne Bailey Rae, Snow Patrol e R.E.M..
Este trabalho é parte de uma campanha da Anistia Internacional com o objetivo de ajudar a salvar Darfur, região oeste do Sudão, onde acontecem massacres desde 2003.
O lançamento do álbum está previsto para ocorrer em Milão junto com o discurso do presidente da seção italiana da Anistia Internacional, Paolo Pobbiati. Também haverá declarações gravadas de artistas que participaram do projeto.
Para saber um pouco mais sobre este conflito, a Anistia Internacional montou o site Eyes on Darfur, com informações sobre a situação da população e também sobre o projeto que eles realizam na região.
Pete Doherty, vocalista do Babyshambles, parece não se cansar de causar polêmicas.
O ex-vocalista do The Libertines anunciou que vai fazer uma exposição de alguns dos seus quadros no London's Bankrobber Gallery a partir do dia 15 de maio.
Nada mais natural um artista querer exibir os seus trabalhos, certo? Sim, porém não se tratam de quadros comuns, para realizar suas pinturas ele teve que literalmente dar o sangue. Sim, é isso mesmo que você está imaginando, suas 14 pinturas foram produzidas usando apenas uma caneta, pincel e o seu próprio sangue.
Seus trabalhos incluem uma porção de auto-retratos como a obra 'Number 3 on the Twos' que retrata um prisioneiro mentindo em sua cama numa cela de uma prisão.
Os fãs poderão levar pra casa uma de suas pintura, assinada à sangue é claro, por uma bagatela inicial de 2.500,00 euros...
Nesta semana o baixista da banda britânica New Order anunciou o fim do grupo.
Em nota publicada na página de Peter Hook do site MySpace, ele diz estar aliviado por não precisar mais carregar um segredo e fingir que tudo estava normal. Ainda afirma que agora é momento de seguir adinate.
Ele revelou o rompimento da banda durante uma entrevista para uma rádio de Manchester.
Peter Hook e Bernard Summer trabalhavam juntos desde a década de 70, quando fundaram o extinto Joy Division, um dos grandes ícones do pós-punk, junto com Ian Curtis.
Depois do suicídio de Curtis em 1980, a dupla se juntou ao baterista Stephen Morris e formaram o New Order com Gillian Gilbert nos teclados.
A banda que é uma das principais referências da new age, teve seu disco de estréia lançado em 81 e após ele, diversos outros trabalhos da banda foram verdadeiros sucessos. Blue Monday, faixa de Power, Corruption and Lies, é o single de maior duração que já alcançou as paradas britânicas. Além de ultrapassar 1 milhão de cópias, ela é considerada uma das mais importantes músicas para a cena eletrônica dos anos 80.
Na década de 90, com os projetos paralelos dos integrantes, a banda ficou menos produtiva. O último álbum lançado, Waiting for the Siren´s Call, alcançou a 46ª posição nas paradas dos EUA em 2005.
A edição de 2007 do festival foi marcada pela segurança e tranqüilidade.
As novidades deste ano proporcionaram ao público, além de conforto, um contato maior com a natureza e um ar de renomados festivais internacionais.
Logo na entrada, era notória a falta de filas e tumultos. Diante dos 140 mil metros do Espaço Skol Beats, não havia dificuldade no acesso e na limpeza dos banheiros, na compra de bebidas e comidas e nem aglomerações dentro das próprias tendas. Uma imagem bem distinta do evento no ano anterior.
Além do reforço na segurança, a organização do evento também apostou num número maior de funcionários responsáveis pela limpeza, que se espalhavam pela área garantindo a higiene do local.
O evento, que ocorreu pela primeira vez em dois dias, 04 e 05/05, reuniu cerca de 39,6 mil pessoas, pouco mais da metade do público de 2006. Fato que proporcionou um maior controle da organização e diversão para quem foi prestigiar o evento.
Com relação à música, sem nenhuma grande atração, o público contou com grandes performances de DJs e duos conhecidos da música eletrônica.
A tenda Skol Live Stage ferveu em diversos momentos, principalmente com a passagem do quarteto The Cuban Brothers que agitaram com suas coreografias e cativaram a platéia ao som de ‘All Night Long’ de Lionel Richie. Logo depois com a entrada do grupo curitibano Bonde do Rolê, que mistura batidas do funk carioca com samplers do rock oitentista, o público conferiu uma apresentação marcada pelo erotismo da vocalista Marina Ribatski.
O destaque da tenda DJ Marky and Friends foi DJ Andy, porém o próprio Marky não deixou a desejar e levou o público ao delírio em suas duas apresentações e incluiu novos sucessos como ‘Open Your Eyes’ do Snow Patrol.
Na outra tenda, Terra The End, o auge foi a apresentação do francês Laurent Garnier, que lotou a área durante as três horas que comandou as pickups e até ganhou aplausos calorosos da platéia. Outro destaque também foi a Miss Kittin, aguardada pelos presentes, conquistou com sua performance marcada por vocais sintetizados.
Já na manhã de domingo, o público ainda dançava diante do DJ Murphy, que encerrou o festival sob um céu azul e sol forte.
Um dos maiores festivais de música ocorreu neste último final de semana na Califórnia, precisamente na cidade de Indio, o Coachella 2007
Três dias de shows com os mais variados artistas e estilos marcou a edição de 2007 do evento. A programação foi dividida em dois palcos ao ar livre e três tendas onde se apresentaram grandes nomes do rock, da música eletrônica, do hip hop e do pop.
Grandes nomes como Sonic Youth, Bjork, Rage Against the Machine, Willie Nelson e Amos Lee se juntaram a nomes pouco conhecidos e bandas mais recentes, entre elas, Kaiser Chiefs, Artic Monkeys, Lily Allen e The Árcade Fire.
O evento totalizou mais de 100 apresentações e cerca de 180 mil pessoas. Um fato positivo foi que mesmo com toda essa diversidade musical e públicos consequentemente diferentes, o festival foi tranqüilo e não houve praticamente nenhuma confusão.
O público também contou com uma boa infra-estrutura que resultou na facilidade de acesso as lanchonetes e lojas.
O festival teve sua primeira edição em 1999 e desde então já contava com renomados artistas para suas apresentações. Tirando o intervalo de 2000, os demais anos sempre tiveram presença do Coachella no calendário de grandes eventos musicais.
Para quem perdeu essa edição, o jeito é esperar até ano que vem e torcer para que seja tão bom quanto foi o deste ano.
Confira no site oficial mais detalhes de como foi a edição de 2007.
The Weirdness é o quarto álbum de estúdio do The Stooges e marca o reencontro de Iggy Pop, Ron Asheton e Scott Asheton como uma banda propriamente dita, já que os "rapazes" só haviam se reunido antes p/ uma ou outra apresentação ao vivo e quando tocaram em algumas faixas do último disco solo de Iggy de 2003.
Contando com a ajuda do baixista Mike Watt (Minutemen/Firehose) no lugar do falecido Dave Alexander, do saxofonista Steve Mackay, o mesmo que tocou no clássico Funhouse e de Steve Albini (Nirvana) na produção, "os patetas" mandam um petardo atrás do outro, fazendo jus a sua reputação de banda precursora do punk rock.
Os famosos três acordes se misturam ao blues e ao rock de garagem com propriedade e ainda contam com a ajuda do sax que dá aquele toque pra lá de psicodélico a algumas faixas e com vocal insano de Iggy, que pouco a pouco vai nos contando histórias sobre mulheres, adolescentes, jogos e diversão sem nunca perder o pique.
Essa combinação de elementos é justamente o que faz com que The Weirdness não se pareça deslocado no meio da curta, porém rica, discografia da banda e mesmo sabendo que não se pode compará-lo aos 3 álbuns anteriores, prova que os "garotos" não estão nem ai p/ a idade ou p/ as criticas e que ainda tem folego pra muito mais!
Correm as boas línguas que teremos mais shows na terra tupiniquim.
O quarteto inglês Magic Numbers já possui shows marcados no Brasil nos dias 25/7 no Rio (Circo Voador) e dia 26/7 em São Paulo, sem lugar definido ainda. O show fará parte da turnê do segundo e novo álbum, Those the Brokes, lançado no ano passado.
Também cogita-se a vinda de Lily Allen entre final de agosto e começo de setembro.
Outra banda que aparecerá por aqui no dia 1/7 é o veterano Mudhoney, uma das poucas bandas que até hoje toca o bom e velho grunge. A apresentação deles está marcada para ocorrer no clube Clash em São Paulo.
Agora só nos resta esperar tais confirmações. Aguardem!
The Boy With No Name é o quinto álbum de estúdio do Travis e teve seu título inspirado na dificuldade encontrada por Fran Healy (vocal) e sua esposa em decidir qual seria o nome de seu bebê recém-nascido.
Se você procura por inovação, esse certamente não é o lugar onde você irá encontrá-la, mas se você já conhece o som da banda e é fã do quinteto escoces, irá se deliciar com o minimalismo, com as belas melodias, os arranjos de cordas, os violões acústico, os coros, o piano e os vocais delicados que permeiam cada música do disco.
Pensando por esse lado, não se pode negar que o Travis fez um mais do mesmo competente, delicado e carregado de beleza, provando que nem se sempre é tão ruim assim se repetir e mostrando o porque de Chris Martin ter chegado a dizer certa vez que foram esses caras que inventaram o Coldplay.
Para os que ainda não conhecem a senhora Patti Smith (sic), hoje já com 60 anos, ela começou sua carreira lendo poesias nos cafés de Nova York na década de 70 e continuou mais ou menos dessa forma até conseguir lançar seu primeiro álbum Horses, que introduziu inteligência ao emergente movimento punk, sendo considerado até hoje como um trabalho de literatura e poesia punk rock.
Nessas quase 4 décadas de atividade, ela não se mostrou muito prolífica, já que sempre dividiu seu tempo entre a literatura, a poesia, o engajamento político, a família e a música. Tanto que durante esse período gravou "apenas" 10 álbuns de estúdio e volta agora com com Twelve, um álbum que conta com 12 covers de artistas dos mais diversos, que vão desde Rolling Stones, Jimi Hendrix, Bob Dylan e Beatles, passando Paul Simon, Nirvana, Jefferson Airplane e Neil Young e terminando em gente como The Allman Brothers Band, Stevie Wonder e Tears for Fears.
Para alguém que "ousou" impor sua visão em uma época dominada pelo machismo e pela caça aos "comunistas" e que mesmo assim, venceu e se tornou uma das artistas mais influentes de seu tempo, aqui ela não se arrisca e o que ouvimos são praticamente os mesmos arranjos das músicas originais, marcados por seu canto falado, quase como se recitasse uma bela poesia em um café qualquer de Nova York.
Isso pode até ser muito pouco se comparado a tudo o que ela já fez ou ao o que alguns ainda esperam que faça, mas mesmo assim, é sempre um prazer poder ouví-la e se aliarmos esse fato a algumas das grandes canções que fazem parte desse álbum, Twelve certamente vale muito a pena.
Depois de todo hype feito pela imprensa britânica e do posterior sucesso alcançado com seu álbum de estréia Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, o Arctic Monkeys volta agora com Favourite Worst Nightmare, que deverá ser lançado "oficialmente" em 23 de Abril de 2007 , mas que desde o começo dessa semana já pode ser econtrado em vários hard drives ao redor do globo.
Contando com a ajuda de James Ford na produção, que é mais conhecido pelo seu trabalho com a chamada "new-rave" que tomou de assalto a Inglaterra, dessa vez o quarteto de Sheffield fez um disco que pode ser considerado mais pesado em alguns momentos, só que menos "sujo" e com uma produção mais limpa em relação ao seu primeiro álbum.
Como se fosse um Morrissey do seu tempo, Alex Turner continua contando suas histórias sobre amigos, bebedeiras, garotas e baladas em cima da base pesada e cheia daquele swing característico do funk e do ska, mas nunca sem deixar de lado os riff rápidos e pegajosos, aliando letra e música de uma forma que faz com que o Arctic Monkeys passe fácil pelo chamado teste do segundo disco e os coloca lado a lado com BRMC e KOL na minha listinha de melhores do ano.
* Devido ao grande número de atos violentos, não só no Brasil, mas no Mundo todo, uma experiência será feita com o objetivo de comover as pessoas e pedir a paz.
O piano branco (Steinway – modelo Z) de John Lennon, famoso quando ele compôs Imagine e que desde 2000 pertence ao cantor George Michael, irá visitar lugares marcados por atos violentos.
Num momento futuro, há planos de ser feito um documentário e um álbum de fotos, além é claro da possibilidade da passagem do piano por países da Europa, África, América Latina e do Oriente Médio.
* A banda Nine Inch Nails e sua política de marketing do novo trabalho Year Zero, juntamente com a campanha viral apoiada pela banda e pela gravadora, acabou deixando de lado a implicância da RIAA, agência que regula a indústria fonográfica nos EUA, com músicas do cd reproduzidas por diversos sites.
O resultado foi o quinto álbum completo da banda disponível on line. Ouça o cd completo aqui.
* De acordo com o site inglês Sickthings, o cantor Alice Cooper e seu rock-horror podem desembarcar no Brasil no meio do ano.
Segundo o site, o cantor tocará em 5 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Tal show faria parte da turnê de divulgação de seu novo álbum Along Came a Spider, que será lançado até o final deste semestre.
Por enquanto, porém, não há nada confirmado nem no site oficial do cantor, mas os fãs agradecem ser for verdade.
Confesso que com exceção de uma música ou outra, nunca fui muito fã do som do Silverchair e acho que posso afirmar que continuo com a mesma opinião em relação a eles mesmo depois de ter ouvido seu novo álbum Young Modern, o quinto de estúdio dos caras, lançado quase 5 anos depois de Diorama.
Contando com ajuda do produtor Nick Launay (Midnight Oil, Nick Cave e Talking Heads) e do lendário Van Dyke Parks (Beach Boys), que compôs os arranjos de 3 músicas, o trio australiano lançou um álbum que difere bastante de tudo o que eles já fizeram antes e prova que o Silverchair é no mínimo uma banda em constante mudança e que está sempre a procura de novos caminhos p/ o seu som.
Posso até estar enganado, mas digo isso porque a impressão que tive ao ouvir o álbum é que eles andaram escutando muito Muse e que bem ao estilo dos britânicos, tentaram fazer algo experimental e inovador, quase uma ópera rock. Só que ao abusar dos arranjos grandiosos, usar sintetizadores aqui e ali, somados a harmonias vocais que remetem ao psicodelismo, fizeram um álbum que no geral acaba soando irregular e que apesar de alguns bons momentos, deve agradar mais aos fãs da banda do que aos fãs de música em geral.
Semana passada foi divulgada pela organização do festival Abril Pro Rock a escalação de suas atrações de 2007.
A 15º edição do festival contará com o total de 28 artistas, entre eles os nacionais Mutantes, Ratos de Porão, Nação Zumbi e Sepultura. Entre os internacionais, Lee Perry e Marky Ramone que tocarão com o Tequila Baby, The Film (francês) e Los Alamos (Argentina).
O festival será realizado entre os dias 13 e 15 de abril em três palcos diferentes do Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco. Rio e São Paulo terão edições menores. No primeiro, Lee Perry (Jamaica) se apresentará com duas bandas ainda não definidas no Circo Voador. No segundo, também se apresentará Lee Perry com duas bandas e o lugar não confirmados.
Os ingressos serão vendidos de três formas distintas: um por cada dia e custa cerca de R$50,00, além de vir acompanhado pelo disco Abril Pro Rock 2007. O outro, o ingresso social, custa R$30,00 mais um quilo de alimento não perecível (menos sal). O último será o ingresso para os três dias e custa R$70,00 e também vem junto com o disco. Eles podem ser adquiridos nas lojas Seaway e o ingresso social apenas nas bilheterias do Centro de Convenções.
Baby 81 é o quarto álbum de estúdio dos californianos do Black Rebel Motorcycle Club e está programado p/ ser lançado oficialmente naquele formatinho que nossos avós costumavam chamar de CD em 30 de Abril de 2007.
Visivelmente mais maduros e diluindo suas influências de forma mais competente e coesa entre as 13 faixas que compõem o álbum, o BRMC parece ter superado os problemas com álcool e drogas que haviam afastado o baterista Nick Jago da banda e produziram um álbum cru e pesado, calcado no blues, no rock 'n' roll de garagem e com muitas, mas muitas guitarras.
Os caras deixaram um pouco p/ trás as influências de folk e gospel que marcaram seu ótimo trabalho anterior Howl e contando novamente com Jago para completar a mais do que competente cozinha formada por ele, Peter Hayes (guitarta, baixo e vocal) e Robert Levon Been (guitarta, baixo e vocal), lançaram um álbum que pega carona no que eles já fizeram de melhor, que certamente irá agradar a gregos e troianos e que se coloca (pelo menos na minha listinha) como mais um forte candidato a melhor do ano!
Lançado em 24 de Janeiro de 2006 pela gravadora Kill Rock Stars, Standing in the Way Of Control é o 3º disco de estúdio dos americanos do The Gossip, banda que é formada por Hannah Blilie (bateria), Brace Paine (guitarra) e pela voluptuosa Beth Ditto (vocal). Aliás, Ditto também é conhecida por sempre causar controversia ao falar abertamente sobre seu peso, sua sexualidade e por não medir as palavras quando se refere a outros musicos.
Confusões a parte, o fato é que Standing In The Way Of Control acabou fazendo com que a banda ficasse conhecida em terras britânicas e consequentemente no restante do mundo (ou nem tanto), já que o álbum alcançou o top 20 nas paradas de lá e fez Ditto ser considerada a pessoa mais cool do planeta segundo a sempre exagerada e hypada NME.
Misturando garage rock, disco-punk, uma pitada do chamado riot grrrl e carregando nas letras pra levantar a auto-estima, o The Gossip é mais uma daquelas bandas que lançou um bom disco, mas que de forma alguma deve ser levada a sério, então, não reclame, aumente o volume e se deixe levar sem culpa.
Formado em 2005 por FarisBadwan (vocais), JoshuaHayward (guitarra), Tom Cowan (baixo), RhysWebb (orgão) e Joseph Spurgeon (bateria), o TheHorrors saiu direto da garagem para a capa do semanário inglês New Musical Express e agora lança seu 1º álbum de estúdio StrangeHouse.
Aclamados por gente como Nick Zinner (YeahYeahYeahs) e BobbyGillespie (PrimalScream), os caras começaram a chamar a atenção do público e da mídia mais pelo visual andrógino e pelos cortes de cabelo "a lá Robert Smith" do que pela sua música propriamente dita, mas esse fato deve começar a mudar com o lançamento desse bom álbum.
StrangeHousepode ser descrito como sinistro, pesado e gótico, é recheado por orgãospsicodélicos bem ao estilo dos anos 60 e em seus melhores momentos ainda conta com aquela pegada punk que caracteriza grande parte das bandas britânicas pós-Libertines, ou seja, não se pode dizer que seja algo original ou revolucionário, mas como bem disse Louis Pattison,eles certamente podem fazer você levantar do sofá e chacoalhar o esqueleto.
Out of Season foi lançado em 28 de Outubro de 2002 e é o resultado da colaboração de Beth Gibbons, cantora do Portishead com Paul "Rustin' Man"Webb, antigo baixista da banda pop do anos 80 Talk Talk.
O álbum é carregado de melodias melancólicas, acompanhadas apenas pela voz afetiva de Gibbons, piano e violão incedentais e algumas batidas de trip-hop aqui e ali, o que apenas colabora com a atmosfera sombria e o sentimento de isolação que permeiam o trabalho desde os primeiros acordes de Mysteries.
Folk, jazz, trip-hop, delicadeza e minimalismo se fundem em um álbum extremamente belo e sentimental, que parece até falar diretamente com a alma de quem o está ouvindo, nos transportando para um lugar de amor e mistérios no qual todos podemos estar em algum momento de nossas vidas, mas que certamente parecerá bem mais próximo ao ouvirmos Out of Season.
O R.E.M. é uma banda da qual sempre gostei muito, porém sempre fiquei incomodado com comentários do tipo: "R.E.M.? Ah sim conheço, é a banda que toca Losing My Religion e Shiny Happy People, não é?". Não que eu não goste dessas músicas, mas parece que a banda fica limitada a isso, o que não é verdade. Então decidi colocar aqui um disco que traz uma compilação dos primeiros anos da banda que um dia seria considerada uma das melhores de todos tempos.
Em 1979 o jovem estudante de artes Michael Stipe conheceu Peter Buck, um jovem que trabalhava numa loja de discos, com quem começou a dividir um apartamento. Algum tempo depois conheceram Mike Mills e Bill Berry e afinidade musical entre os quatro foi quase instantânea e logo começam a tocar juntos. Abril de 1980 os quatro começam a fazer alguns shows em Athens e em outras cidades no sudeste dos USA. Finalmente em 1981 eles lançam os singles Radio Free Europe e Sitting Still que lhes rendendo um contrato com a IRS Records.
Em 1982 o R.E.M. lança o seu primeiro EP chamado Cronic Town imediatamente devorado pelas rádios universitárias da época. Um ano depois veio a consagração com o lançamento de Murmur, que foi considerado o álbum do ano em 1983 deixando para trás discos como War, do já consagrado U2, e Triller do Michael Jackson, hoje o álbum mais vendido da história da música. A partir daí os caras começaram a trabalhar como loucos somando 7 discos lançados até 1988 com lançamento de Green. Esse disco lhes rendeu o título de melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos concedido pela revista Rolling Stone e um contrato com a Warner Bros.
And I Feel Fine... - The Best Of IRS Years 1982-1987 foi lançado justamente para captar essa fase mais "college radio" da banda nos tempos da IRS Records. No primeiro disco podemos encontrar uma compilação com as gravações originais do que tem de melhor nos primeiros discos de estúdio da banda, músicas como Fall On Me, The One I Love, Cuyahoga,Talk About The Passion, It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)... Já o segundo disco traz uma compilação de lados b, raridades e gravações ao vivo.
Esse início meteórico do R.E.M. permitiu que a banda fosse o elemento central da cena do rock alternativo da década de 1980. Muitos críticos apontam a banda como a precursora do rock alternativo, não sei se podemos dizer isso, mas justiça seja o R.E.M. com seu estilo punk/art rock trazido década de 1970 influenciou muitas das bandas de rock alternativo que surgiram entre as décadas de 80 e 90. Eu me arriscaria a dizer que o R.E.M. junto com o Sonic Youth no mínimo apresentaram ao mundo as duas principais vertentes dentro do rock alternativo, mas esse já é assunto para um outro post.
Enfim... Material indispensável pra quem gosta da banda e principalmente pra quem deseja conhecer os caras um pouco mais a fundo.
Love Is Hell foi lançando em 4 de maio de 2004 e teoricamente é o 5º álbum de estúdio de Ryan Adams. Digo isso porque na verdade esse álbum nada mais é do que a junção de dois EPs intitulados Love Is Hell pt. 1 e Love Is Hell pt. 2 e que não haviam sido planejados por ele, mas é que ao ouvir o álbum original, a gravadora o achou tão depressivo que mandou Ryan de volta p/ casa com a obrigação de fazer outro álbum com novas músicas, que veio a se chamar Rock N Roll.
Após a entrega desse novo álbum e de muita insistência por parte do músico, a gravadora acabou cedendo e lançou Love Is Hell divido em dois EPs de edição limitada (pt. 1 e pt. 2). O que ninguém poderia imaginar é que os EPs seriam um sucesso tão grande de crítica, frequentando todas as famosas listinhas de melhores daquele ano e consequentemente, obrigando a gravadora a relança-los em um único álbum, como era a intenção de Adams desde o princípio.
Descrito pelo próprio Ryan como "assustador e instenso", o álbum fala de desolação, romance, perda, orgulho e tantos outros temas comuns aqueles que de uma forma ou outra já sofreram ou sofrem por amor. Sei que isso pode até soar piegas, mas o fato é que com seus belos arranjos e suas letras afiadas aliados ao conjunto voz e o violão, Love Is Hell nos proporciona alguns momentos tão sublimes que fazem dele um álbum próximo da perfeição.
Sei que tem muita coisa boa rolando por ai e que até existem alguns álbuns sobre os quais eu já deveria ter falado aqui e acabei não falando, mas ao ouvir pela milésima vez (no mínimo) a Relationship of Command do At The Drive-In, não resisti a tentação e resolvi parar tudo o que eu estava fazendo para falar um pouquinho sobre esse disco e quem sabe dessa forma, apresentar o trabalho dessa banda para quem ainda não a conhece.
O At The Drive-In foi formado no início de 1994 por Cedric Bixler (vocais), Omar Rodriguez e Jim Ward (guitarra), Paul Hinojos (baixo) e Tony Hajjar (bateria) e entre 1994 e 2001, lançou 3 LP's e 3 EP's, sempre misturando punk-rock, metal, rap e pura raiva!
Relationship of Command, lançado em 2000, acabaria se tornando o último álbum da banda, que entrou em um hiato indefinido, finalizado apenas em 2001, quando Bixler e Rodriguez decidiram formar o The Mars Volta, enquanto Ward, Hajjar, e Hinojos, formaram o Sparta.
O álbum abre com Arcarsenal, que traz guitarra, baixo e bateria tocados no volume máximo, distorção e o vocal ensandecido de Bixler, que literalmente grita durante todo o refrão "beware, beware, beware, ....", deixando esse que aqui voz fala, literalmente com vontade de sair por ai quebrando tudo o que vier pela frente!
Em seguida vem Pattern Against User, que prova que Bixler também sabe cantar, misturando melodia com agressividade e abrindo espaço para o primeiro single do álbum, One Armed Scissor, que é marcada pela competência da banda, alternando a rapidez inicial, com momentos mais calmos, voltando a ficar rápida e encerrando quase com um sussurro.
Sleepwalk Capsules mostra lado mais punk-metal do grupo, enquanto que Invalid Litter Dept começa com Bixler quase que "discursando" sobre a base, hora harmoniosa, hora distorcida, criada por Rodriguez, Ward, Hinojos e Hajjar e que culminam nos arrepiantes gritos de Bixler no final da música, sem palavras!
Sem tempo de respirar, lá vem mais uma paulada, Mannequin Republic, que acaba servindo de aperitivo para a surpresa que vem a seguir com Enfilade, onde ouvimos um telefone tocar logo no início, uma voz feminina atende e é seguida pela voz inconfundível de Iggy Pop, respondendo a tal moça e fazendo uma entrada perfeita para uma música ainda melhor, mas isso é só o começo, pois em Rolodex Propaganda, Iggy resolve dividir os vocais com Bixler, tornando clássico o refrão "manuscript replica".
O que falar de Quarantined e Cosmonaut? Dois petardos que fazem o contraponto perfeito com a música que encerra o disco, Non-Zero Possibility, uma viagem musical, "quase" uma balada, que encerra com maestria um disco que certamente está entre os meus preferidos e que pode ensinar muito a essa "mulecada" que anda escutando só o que toca nas rádios e o que passa ou passava na MTV e não se permite abrir a cabeça e correr atrás de bandas "desconhecidas" do grande público e de discos como Relationship of Command.
O ano já começou, e junto com ele muitas bandas já estão confirmando a passagem pelo Brasil, inclusive Aerosmith com abertura de Velvet Revolver, o grupo formado por ex- Guns n´Roses e o ex-vocalista da banda Stone Temple Pilots, Scott Weiland.
A venda dos ingressos acontecerá a partir desta sexta-feira (09) em São Paulo. O único show será realizado no Estádio do Morumbi, dia 12 de abril e faz parte da turnê Route of All Evil. O preço, meio salgado, dos ingressos varia de R$ 140,00 a R$ 200,00. O primeiro para as arquibancadas e o segundo para as cadeiras superiores, ainda há os de R$ 160,00 para as cadeiras inferiores e pista.
No dia, os portões serão abertos às 17h para o show que começará às 21h. Os pontos de venda em São Paulo estão divididos entre os sem taxa de conveniência e os com taxa:
Sem taxa: Estádio do morumbi – diariamente, das 9h às 17h. Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h.
Com taxa: Citibank Hall - segunda a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h. Teatro Abril - segunda a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h. Ainda serão vendidos nas lojas: FNAC Pinheiros, Paulista e Campinas; Saraiva Mega Store; Loja AM/PM; Livraria Siciliano; Shopping Ibirapuera e Central Ticketmaster(telefone e internet). Fora de São Paulo, os ingressos estarão sendo vendidos em Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro.
Eu particularmente não gosto de nenhuma das duas bandas, mas certamente esta é uma ótima notícia para os fãs.
Our Earthly Pleasures é o segundo álbum de estúdio do Maximo Park e deverá ser lançado oficialmente em 02/04/2007, mas como hoje em dia as coisas andam muito mais depressa do que se possa imgainar, o álbum acabou de aparecer na internet e já faz a alegria da galera que curte o chamado "dance post-punk".
Produzido por Gil Norton (Pixies) e com a difícil tarefa de suceder seu trabalho de estréia A Certain Trigger, que foi aclamado pela crítica e nomeado ao Mercury Prize de 2005, Our Earthly Pleasures mostra os caras de Newcastle fazendo o famoso "mais do mesmo", só que tirando um pouquinho o pé do acelerador.
Ao dizer isso, não entendam que eu ache que o álbum seja ruim, muito pelo contrário, mas é que assim como fez o Kaiser Chiefs, eles também pouco se desviam da fórmula que deu certo em seu primeiro trabalho, não se arriscam e mandam mais um porrada de músicas rápidas, dançantes e que grudam no ouvido logo na primeira audição.
Entre uma e outra música notam-se arranjos um pouco mais elaborados, letras mais trabalhadas e até mesmo alguns sons mais lentos e melódicos. Isso ainda pode ser muito pouco p/ dizer que os caras se reinventaram ou que compuseram a 8ª maravilha do mundo, mas é mais do que o suficiente p/ dizer que eles mantiveram o nível alcançado com seu 1º álbum, não deixando a peteca cair e mais uma vez garantindo a diversão na pista de dança.
Hoje vou postar uma coletânea de uma grande banda que acabou não tendo o devido reconhecimento do público, ficando restrita ao circuito alternativo durante quase toda sua carreira.
A banda em questão se chama The Jesus & Mary Chain e foi formado em meados dos anos 80 pelos irmãos Jim e William Reid. Essa coletânea traz todos os singles lançados por eles desde então e para quem ainda não conhece a banda (sick), acho que a melhor descrição que posso fazer é "eles pegaram as melodias dos Beach Boys, o estilo soturno do Velvet Underground e a pegada punk do Sex Pistols para fazer um som revolucionário p/ a época (anos 80) e que hoje ainda serve de referência p/ muita banda".
Aliás, sempre que ouço essa coletânea eu fico impressionado com o fato do J&MC nunca ter conseguido alcançar muito sucesso, mas nem vou falar sobre isso agora, pois tenho certeza de que você também vai se pegar pensando na mesma coisa após baixar o álbum, aumentar o volume e escutar pérolas como "Just Like Honey", "Some Candy Talking", "Sidewalking", "Reverence", "Head On", "Sometimes Always" e por ai vai.....
Sim é verdade, o Rage Against The Machine está de volta!
O quarteto Californiano que fez história nos anos 90, decidiu se reunir 7 anos após encerrar suas atividades para uma única apresentação no aclamado Coachella festival, que acontece em abril na Califórnia. Segundo Tom Morello, guitarrista da banda, eles decidiram se juntar por ver que depois que a banda decidiu encerrar suas atividades seu país entrou numa era "suja" com guerras, mentiras e desmandos do senhor George W. Bush.
Seria concidência que tudo isso tenha acontecido justo após o fim do RATM e com isso a voz revolucionária ter se calado de vez naquele país? Perguntou Tom. Por esse motivo ele acredita que o grupo deva se reunir novamente e gritar a sua revolta e assim quem sabe conseguir curar seu povo da paralisia mental que os assola.
Isso me parece familiar...
A notícia nem é tão nova assim, mas resolvi colocar aqui, pois um fato novo foi anunciado hoje: Não será apenas um show e sim quatro! Sim amiguinhos os caras gostaram da idéia e vão tocar no festival de hip hop Rock The Bells ao lado de Wu Tang Clan em 3 datas diferentes durante verão americano. O primeiro show será em Nova Yorke no dia 28 de julho e depois em São Bernardino no dia 11 de agosto e São Francisco no dia 18 de agosto.
Dica: Aqui vai uma dica de um site muito bacana pra quem gosta de séries www.isfree.tv, esses caras estão fazendo um trabalho muito bom.
Em agosto de 1991 o rock’n’roll ganhou um presente significativo, de peso. Sim, surgia mais uma nova banda, com mais um novo disco. Mas não era qualquer disco: se tratava de Ten, o primeiro álbum do Pearl Jam.
Passado mais de quinze anos, parece que a mídia, no geral, deu pouca atenção à comemoração, ao 15º aniversário do álbum. Claro, parece pouco perto de outros nomes que estão em atividade a mais de duas, três décadas. Mas na verdade é muito.
O Pearl Jam é um dos, senão, o único sobrevivente do grunge. Foi formado em Seattle, e fez sucesso junto com a lendária banda Nirvana, com o Soundgarden, Mudhoney, Alice in Chains, entre outros nomes. Seu núcleo surgiu do Mother Love Bone, e foi moldado após o lançamento do mítico projeto Temple of the Dog, uma homenagem a Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone morto por overdose.
E nestes mais de 15 anos, com mais de 9 discos em sua discografia, o PJ desafia o tempo e as estatísticas e se mantém firme, ativo, com uma postura política ferrenha e sempre mantendo uma uniformidade em seus trabalhos.
E o começo de tudo foi com Ten. São onze faixas que sobrevivem ao tempo e fazem este álbum como um dos mais importantes do cenário musical — eu como fã, acho o melhor da banda.
Alive, Even Flow, Black e Jeremy são as principais faixas, as que lançaram o PJ como grande banda, faixas que fizeram história (vale lembrar da repercussão do clip de Jeremy); foi o início de uma bela trajetória.
São quinze anos de muita música, shows, protestos, ativismo e confusão, coisas estas que norteiam o rock’n’roll e seus filhos pródigos. Este é um lembrete de que existem bandas e álbuns que são eternos (caso do Ten, do PJ) e que 15 anos podem ser pouco para uma banda, mas não para um disco, que é sempre lembrando entre os melhores.
Yours Truly, Angry Mob é o segundo álbum de estúdio dos britânicos do Kaiser Chiefs e chega com a expectativa de no mínimo repetir o sucesso de público e crítica alcançado por seu trabalho de estréia Employment.
Bom, como em time que está ganhando não se mexe, os caras optaram em não arriscar muito e quase não se desviam da formúla de sucesso usada em seu trabalho anterior, fazendo com que esse segundo álbum possa ser até considerado QUASE um "irmão" do primeiro, já que também é cheio de teclados marcantes, muitos "la la las" e "uu uu uus", além de refrões p/ lá de pegajosos.
Pra quem gostou do primeiro álbum, Yours Truly, Angry Mob provavelmente será um prato cheio e com poucos desabores, já que fica claro que a intenção da banda não foi tentar reinventar a roda ou trazer grandes inovações p/ o seu som e dessa forma, mesmo sem repetir inteiramente a qualidade de seu trabalho anterior, o Kaiser Chiefs fez mais um disco pop, dançante e descontraído.
Já para aqueles que não curtem a banda, certamente não será dessa vez que eles te farão mudar de idéia ;-)
Because of the Times é o terceiro álbum de estúdio do quarteto formado pelos três irmãos Followill e por seu primo e teve seu sugestivo título inspirado em uma conferência de ministros da Igreja Pentecostal que aconteceu na Louisiana e a qual a família inteira compareceu.
Com lançamento previsto para 02/04/2007, o álbum acabou de aparecer inteirinho na internet e já na primeira audição dá para perceber que os caras continuam com o pé na raiz bluseira e no rock de garagem, mas que também já variam um pouco mais do que em seus trabalhos anteriores, como pode ser ouvido na batida reggae de "Ragoo".
A produção dessa vez ficou a cargo de Ethan Johns, que certamente colaborou p/ que o álbum não soasse tão parecido com os dois primeiros, deixando transparecer outras influências da banda, adicionando harmonias vocais e até mesmo coros a já conhecida formula guitarra, baixo e bateria.
Confesso que gosto dos dois primeiros álbuns da banda, com uma vantagem um pouco maior para o primeiro, mas na minha opinião "Because Of Times" supera ambos pela coesão e diversidade demonstradas, deixando clara a evolução e o amadurecimento dos caras e fazendo com que o álbum seja um dos melhores lançamentos do ano, até agora.
Mesmo sabendo que nem todos os álbuns do Soundgarden ou do Audioslave são ótimos do início ao fim, daqueles que costumamos chamar de clássicos, não posso negar que sempre achei que Chris Cornell, vocalista de ambas as bandas, definitivamente possui uma das vozes mais privilegiadas que o rock 'n' roll já produziu e a prova disso é essa apresentação acústica feita pelo cara em 2006 na Suécia e que encontrei lá no One Died Simply .
Aqui ele solta o vozeirão e apresenta um repertório cheio de clássicos, passando pelos já citados Audioslave e Soundgarden, pelo projeto paralelo Temple Of The Dog, além de mandar covers extramamente bem executadas de Bob Marley, Elvis Costello, Led Zepellin e acredite se quiser, fazer com que até mesmo Billie Jean de Michael Jackson soe arrepiante (no bom sentido).
De quebra, ainda foram incluídas nesse bootleg que disponibilizo aqui p/ download duas músicas bônus executadas no mesmo estilo voz e violão para a Radio One em 20/12/06, uma delas saída de seu 1º e único álbum solo e a outra um cover obrigatório dos Beatles. Portanto, acho que tá ai mais uma prova de que Chris não faria feio se fosse posto ao lado dos grande vocalistas da história do rock 'n' roll.
Tracklist: 01 - Doesn't Remind Me 02 - Like a Stone 03 - Wide Awake 04 - Fell On Black Days 05 - Be Yourself 06 - Billie Jean (Michael Jackson cover) 07 - Original Fire.mp3 08 - Redemption Song (Bob Marley cover) 09 - Peace Love And Understanding (Elvis Costello cover) 10 - All Night Thing 11 - Black Hole Sun 12 - Call Me a Dog 13 - Thank You (Led Zeppelin cover) 14 - Can't Change Me - Bonus Track Performed At BBC Radio One 15 - You've Got To Hide Your Love Away (The Beatles cover) - Bonus Track Performed At BBC Radio One
Caiu na net uma versão preliminar do que seria o primeiro disco do Velvet Underground, The Velvet Underground & Nico. Dizem por aí que só existem duas cópias originais dessa versão, uma delas estava perdida e a outra está nas mãos do grande Lou Reed.
A cópia "perdida" foi comprada por apenas 1 libra em um mercado de pulgas no Canadá, provavelmente esquecida em algum lugar, por um cara chamado Warren Hill que começou a vender cópias no eBay. O que aconteceu depois é fácil de imaginar certo?
Hoje pude escutar todas as músicas com calma e todas as versões são realmente bem legais. Não há grandes mudanças em relação as versões finais que foram lançadas, apenas algumas pequenas nas melodia e também o fato de se serem versões nitidamente mais "cruas".
Tracklist: "European Sun" "Black Angel's Death" "All Tomorrow's Parties" "I'll Be Your Mirror" "Heroin" "Femme Fatale" "Venus in Furs" "I'm Waiting for the Man" "Run Run Run"
Depois de quase uma década a frente do Stereophonics, Kelly Jones lançou no dia 29 desse mês seu primeiro projeto paralelo "Only The Names Have Been Changed", um álbum que foi gravado em apenas 36 horas e que vem sendo descrito como pessoal, cru e orgânico.
Todas as 10 faixas levam um nome feminino como título e segundo o próprio Kelly, ele escolheu esses nomes ao acaso e escreveu a história das personagens da mesma forma que costumava fazer quando tinha 18 anos.
O álbum está sendo distribuído somente em formato digital através do iTunes Store e mesmo sem muita divulgação, já ocupava o 1º lugar na lista de downloads britânicos no momento em que esse texto foi escrito.
Mesmo não sendo um álbum perfeito, o vocal inconfundível de Kelly amparado apenas por seu violão, por delicados arranjos de cordas e um piano incidental aqui e ali, fazem com que em seus melhores momentos "Only The Names Have Been Changed" soe intimista, melancólico, belo e até mesmo cativante.
Para quem se lembra e não é fã da banda, parece pouco tempo. Mas para nós aqui do doidos, eles já estavam demorando. Sim, Placebo retornará ao Brasil neste ano de 2007.
O trio “londrino” nascido em 1994 volta às terras tupiniquins depois de seus shows aqui em abril de 2005. Eles farão dois shows em março. O primeiro no dia 25, precisamente no Claro Hall, Rio de Janeiro e o segundo no dia 27, no Credicard Hall em São Paulo.
O álbum Meds, lançado ano passado será a base do repertório do show, mas certamente Brian Molko e seus companheiros não deixaram de tocar os outros pegajosos sucessos da banda.
Agora o jeito é apenas aguardar informações sobre a venda dos ingressos e principalmente, os preços.
Acabou de aparecer na rede o link p/ o aguardado novo álbum do Arcade Fire "Neon Bible" e como sei que a maioria do pessoal quer mesmo é ouví-lo, resolvi postar o link por aqui antes mesmo de ouvir o trabalho na íntegra e escrever uma pequena resenha dizendo a vocês o que esperar da "bolacha", portanto, baixem o álbum e tirem suas próprias conclusões.
O Klaxons é uma banda de Londres que foi formada em 2005 por Jamie Reynolds (vocais e baixo), James Righton (teclados e sintetizadores), Simon Taylor-Davis (guitarra) e Steffan Halperin (bateria).
Muito conhecidos na cena underground, os caras começaram a chamar a atenção da mídia com o lançamento dos singles "Gravity's Rainbow" e "Atlantis To Interzone", chegando inclusive a ser capa da NME (New Musical Express).
No meio de tanto alarde, creio que o mais difícil p/ a imprensa especializada foi conseguir definir o som do Klaxons, já que alguns chegaram até a descrevê-lo como uma improvável mistura de "acid-rave sci-fi punk-funk", enquanto que a própria banda diz que seu som é "Screamo / Happy Hardcore / Pop"?!?!
Definições a parte, a verdade é que com "Myths Of The Near Future", seu 1º álbum de estúdio, os fundadores da chamada "New Rave" pegam carona em tudo o que foi produzido no começo da década de 90, seja indie, punk, pop ou rave, adicionaram linhas de baixo pra lá de distorcidas, vocais hora desolados, hora ensandecidos, sirenes e muito sintetizador e fizeram um álbum que deverá ser apreciado não somente pela galera que dança na pista balançando seus "glow-sticks".
No dia 06 de Março desse ano o Arcade Fire deverá lançar o seu aguardado 2º álbum de estúdio "Neon Bible", só que ao invés de falar dele, hoje eu resolvi voltar alguns anos no passado e disponibilizar o 1º EP gravado pela banda, que também é conhecido como "Us Kids Know" por causa de uma frase na letra de "No Cars Go".
Lançado em 2003, esse EP traz o mesmo Arcade Fire emocional e cheio de paixão, carregado de belas letras e dos arranjos grandiosas que o grande público só veio a conhecer no aclamado "Funeral" de 2005.
Aliás, também é interessante perceber que esses dois anos de intervalo entre o lançamento de um e outro quase não podem ser notados, tamanha a qualidade das músicas que compõem o EP, com destaque absoluto p/ a belíssima e já citada "No Cars Go".
Sombrio e melancólico, mas ao mesmo tempo otimista e contagiante, com esse EP o Arcade Fire dava seus primeiros passos em direção ao mainstream e ao merecido reconhecimento de público/crítica.
O Pearl Jam novamente vai liberar duas novas regravações apenas para seu fâ-clube oficial.
Uma música é a conhecida "Rockin´ in The Free World", composta por Neil Young e que já foi regravada pela banda alguns anos atrás. Mas nesta nova versão, além de ser ao vivo, conta com as participações de Bono e The Edge do U2.
A outra também se trata de uma regravação, dessa vez do The Who. A música "Love Reign O´er Me" foi produzida pelo mesmo cara (Brendan O´Brien) que produziu três músicas da coletânea Rearviewmirror, também do grupo.
Essa segunda música já esta cotada para a trilha sonora do filme Reign Over Mee já esta tocando em várias rádios americanas.
O jeito é esperar que a música vaze ou que seja vendida em formato digital. Enquanto isso, em fevereiro, os sócios do fã-clube já estarão recebendo o single pelo correio.
O "The View" foi formado no começo de 2005 em Dryburgh, um pequeno distrito de Dundee na Escócia e desde então, os caras saíram direto dos pubs locais p/ ganhar destaque na cena underground abrindo shows p/ bandas mais renomadas, como Babyshambles, Primal Scream e The Undertones.
Como não poderia deixar de ser, nós aqui do Doidos já estávamos de olho na banda desde que soubemos de seu envolvimento com Pete Doherty, das confusões ao lado do namorado de Kate Moss, do lançamento de seus primeiros singles e de seus shows sempre lotados.
Em 22 de Janeiro de 2007, eles irão lançar seu ábum de estréia "Hats Off to the Buskers", que foi produzido por Alan Mcgee (Oasis e The Verve) e já vem carregado de hype, fazendo com que a banda seja apontada como o Arctic Monkeys de 2007.
Para nossa grata surpresa, nem foi preciso esperar até o ano que vem para conferir se a comparação realmente era válida, já que semana passada o álbum acabou aparecendo na internet e após ouví-lo na íntegra por algumas vezes, posso dizer que o The View não foge muito da formúla seguida pela maioria das novas bandas britânicas, como Holloways e Young Knives e apoia seu som no punk a "la The Clash" com um toque de britpop aqui e ali.
Hats Off to the Buskers não irá mudar o mundo e nem tampouco definir uma era, mas certamente fará com que 2007 comece com o pé direito em relação aos lançamentos musicais e irá dar ao The View um lugar de destaque na cena musical britânica.
Sete álbuns lançados até 1996, mais de 13 milhões de discos vendidos até hoje, músicas e letras inesquecíveis, esses são apenas alguns dos muitos motivos que fizeram com que a Legião Urbana cravasse seu nome na história da música brasileira.
A banda surgiu no início dos anos 80, em Brasília, uma época em que o rock nacional trazia nomes como Paralamas do Sucesso e Titãs. A banda era liderada pelo eterno trovador solitário Renato Russo, seguido pelos legionários Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (que deixaria a banda após a gravação do 3º disco "Que País É Este?", lança seu primeiro disco em 1984 e desponta para o Brasil com músicas como "Será" e "Geração Coca-Cola".
Bem... Gostaria de poder falar de toda a obra dessa banda, mas como só posso falar de um disco, resolvi fazer a crítica de um que na minha opinião é o melhor disco de rock tupiniquim de todos os tempos, um clássico do rock mundial, "Dois", que é o segundo trabalho da banda lançado em 1986, esse disco traz alguns dos maiores clássicos da banda.
O disco começa com um trecho de "Será", música que abre o primeiro disco da banda, tocando em segundo plano, alguns segundos depois se ouve os primeiros acordes de "Daniel Na Cova Dos Leões" e logo no início a banda mostra o que podemos esperar desse disco. Em seguida vem a serena "Quase Sem Querer", que fala basicamente da inquietude do ser humano e traz um dos versos mais clássicos de Renato Russo: "Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém..."."Acrilic On Canvas" é a terceira música do disco, para alguns a melhor música da Legião e como quase todas as letras da banda é uma letra muito pessoal e intimista.
Já estou quase nas nuvens quando ouço os primeiros acordes de outro grande clássico do rock nacional, "Eduardo E Mônica" traz uma história de amor entre dois jovens de idades e costumes diferentes, e consegue ao mesmo tempo traduzir um amor comum e cotidiano, ponto forte nas letras do Renato.
O disco segue e mesmo sendo a enésima vez que o escuto, ainda tenho a mesma satisfação da primeira vez, tanto que quando os belos acordes de "Central Do Brasil" soam no aparelho já abri uma latinha e escuto a primeira música totalmente instrumental da banda, o que viria a ser uma coisa costumeira em seus discos sucessores. Finalmente toca "Tempo Perdido", uma música que fala da juventude de uma forma que só o Renato conseguia, como não dizer que é um clássico?
Faixa após faixa o disco segue e escuto na seqüência "Metrópole", "Plantas Embaixo Do Aquário" e "Música Urbana", músicas com letras mais agressivas e som um tanto mais pesado.
Faixa 10, "Andrea Doria", simplesmente fantástica, animal, loka!!! Na minha opinião, a melhor música da Legião, descrita nas palavras do próprio Renato Russo dessa forma: "uma jovem que quer mudar o mundo, porque está tudo horrível. Coloca bem a questão da juventude, ter sonhos, fazer planos e esbarrar neste mundo de hipocrisia, de mentira, do capitalismo, do consumismo. Andrea Doria é um navio que afundou", sem comentários.
O disco vai chegando ao seu final, mas ainda tenho tempo de ser bombardeado com mais dois grandes clássicos, o primeiro é "Fábrica", um grito contra a exploração dos mais fracos em versos como "Quero trabalhar em paz não é muito o que eu lhe peço, eu quero trabalho honesto em vez de escravidão..." e "Deve haver algum lugar onde o mais forte não consegue escravizar quem não tem chance...", quase a voz do próprio Che Guevara.
Por último, mas não menos importante, a faixa que encerra essa obra prima tupiniquim, "Índios", toca fundo na questão da exploração dos índios no passado e no presente que serve de plano de fundo para uma canção que fala de injustiças, perdas e saudades, "Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta para mim quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim e é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi...", com esses versos perfeitos, a Legião fecha o disco em grande estilo deixando em todos que o ouvem um gostinho de quero muito mais.
Em quase todo o disco podemos sentir influências do rock inglês, principalmente Smiths e Joy Division, no entanto "Dois" traz o relato de uma das melhores fases da banda, que posteriormente viria a se tornar a maior banda brasileira de todos os tempos e mostraria ao mundo o talento de um dos maiores poetas da nossa época.
No dia 8 de Dezembro de 1980 minha mãe estava sentada em frente a tv, ela assistia atentamente ao noticiário e não se virou quando a chamei, então, fui em sua direção e vi que lágrimas rolavam pelo seu rosto.
Eu, na inocência dos meus 5 anos, perguntei a ela o que tinha acontecido, se ela estava machucada ou se alguém tinha brigado com ela, afinal de contas, até então minha mãe nunca havia chorado na minha frente e eu não conseguia pensar em outra coisa que pudesse fazê-la se sentir assim.
Ao ver minha aflição ela se virou p/ mim e com a voz embargada e com o rosto marcado pelas lágrimas, me disse que estava tudo bem e que na verdade ela só estava muito triste porque um moço chamado John Lennon tinha morrido.
Fiquei mais tranquilo, pois minha mãe não estava machucada e nem doente, mas ainda continuava confuso e quis saber de onde ela conhecia esse moço p/ ficar tão triste assim com sua morte.
Foi ai que ela começou a me explicar, com aquela paciência típica das mães, que ele foi um músico que fez parte do grupo de rock/pop mais importante de todos os tempos, os Beatles, e que enquanto ele fez parte desse grupo foi responsável por escrever algumas das músicas mais marcantes da nossa história, ajudando a mudar p/ sempre a cara da música que viria a ser feita depois deles.
Ela continuou falando e me disse que depois de um tempo esse grupo se separou e que o moço da tv começou a tocar sozinho e que continuava a escrever músicas lindas, mas além disso, ela me falou que ele também lutava pelos direitos civis, pelo fim da guerra, pelo fim do preconceito contra as mulheres, pela paz e por um mundo melhor e mais justo.
Ainda não entendia o significado de algumas dessas palavras, mas estava hipnotizado pela história que minha mãe contava, sobre aquele moço que ainda foi perseguido pelo governo por causa de suas opinões, que desistiu da música p/ cuidar de seu filho e que havia acabado de gravar um disco novo quando foi morto a tiros por um desequilibrado.
A história da minha mãe acabava ali, bem no dia em que aquele moço havia morrido e enquanto suas lágrimas secavam, o noticiário caminhava p/ o seu fim ao som de Imagine e de um clipe daquele moço andando por um parque ao lado de sua esposa.
Vinte e seis anos se passaram desde aquele dia e o garotinho de 5 anos se transformou em um homem que com o passar do tempo descobriu a importância que esse moço teve na música e principalmente em sua vida, pois se não fosse por ele e pelos Beatles, provavelmente hoje não existiria esse cara que escreve aqui no Doidos Varridos de forma tão apaixonada.
Agitador, contraditorio, polêmico, revolucionário, visionário, drogado, louco ou genial. Cada um tem uma opinião diferente sobre ele, mas independente dessas opiniões, acho que eu só posso dizer obrigado por tudo John Winston Lennon.
Acabou! Não adianta chorar e nem espernear, os 18.000 ingressos colocados à venda para o show do Coldplay que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de feveiro de 2007 no Via Funchal em São Paulo simplesmente evaporaram!
Os ingressos começaram a ser vendidos na última segunda-feira dia 04 de dezembro e custavam entre R$ 150 e R$ 400, porém mesmo com esse preço bem "salgado" a casa anunciou ontem à noite que as entradas para os três dias já haviam se esgotado.
Nós infelizmente também ficamos sem o nosso :( Acho que o jeito agora é esperar por um show extra ou algo do tipo, certo?
Mas de qualquer forma, os caras já passaram por aqui em 2003 e nós aqui do doidos estávamos todos lá, foi um show e tanto e com certeza gostaríamos muito de ir de novo, mas conversando com o PJ chegamos a seguinte conclusão: pelo menos não vamos morrer sem ter visto um show dos caras. Heehehe
Sem dúvida uma das minhas maiores paixões é a música, portanto, irei apresentar para vocês aqui no Doidos alguns dos discos e bandas que mais gosto e como não poderia deixar de ser, resolvi começar com um disco que teve grande importância na minha vida.
Lançado em 1997, "Ok Computer" é o terceiro disco do Radiohead e com certeza é um dos melhores discos dos anos 90 e por muitos também é considerado como um dos melhores de todos os tempos!
Se bem que tem gente que acha que esse pode até não ser o melhor disco dos caras, já que "The Bends" também é fantástico e normalmente gera discussões acaloradas entre os fãs da banda sobre qual seria o melhor dos dois. Eu mesmo confesso que gosto muito de ambos e que também é muito difícil para eu dizer qual o melhor, por isso, acho que seria bem mais fácil se fosse um álbum duplo. Hehehe
Opiniões a parte, OK Computer é um disco conceitual que tem como tema essa onda tecnológica que nos rodeia e a dinâmica que governa o mundo hoje em dia, o homem se fecha em algo que não o permite conhecer a si mesmo e nem aos que o rodeiam.
A sociedade está sofrendo do mal de não conviver mais entre si e está abrindo mão dos seus sentimentos em nome das máquinas, se escondendo cada vez mais e se transformando em uma sociedade que não vive mais em conjunto.
Como o tema são as máquinas, o disco é composto de experimentações sonoras do início ao fim e já na segunda faixa "Paranoid Android" somos apresentados a um dos muitos momentos que mostram o casamento perfeito entre rock n´roll e o eletrônico proporcionados por esse puta álbum.
Talvez faltem palavras ou até mesmo uma descrição mais detalhada, mas o fato é que Ok Computer é clássico e se tornou referência na música que foi feita após o seu lançamento, basta ouvir Coldplay, Muse, Travis, etc e comprovar.
Para finalizar, acho que só posso dizer que é um disco que você não pode morrer sem ouvir! Hehehe
Faixas:
1. Airbag 2. Paranoid Android 3. Subterranean Homesick Alien 4. Exit Music (For A Film) 5. Let Down 6. Karma Police 7. Fitter Happier 8. Electioneering 9. Climbing Up The Walls 10. No Surprises 11. Lucky 12. Tourist, The
Hoje irei falar um pouco sobre Syd Barret, que p/ quem ainda não conhece (sick), fundou o Pink Floyd ao lado de Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason e foi o grande responsável pelo som psicodélico da banda em seus primórdios, tanto que o primeiro álbum do Floyd "The Piper At The Gates Of Dawn" traz nada menos que 8 canções assinadas por ele.
Considerado por todos um compositor genial, Barret sempre abusou do uso do LSD com o intuito de expandir sua percepção e auxiliá-lo em suas composiçòes, mas infelizmente o efeito foi justamente o contrário e fez com ele começasse a dar sinais de instabilidade física e mental durante os shows da banda, fazendo com que os outros integrantes praticamente fossem obrigados a procurar um substítuto p/ ele.
O escolhido para a tarefa foi Dave Gilmour, que era amigo da banda e a princípio seria apenas um segundo guitarrista, mas devido as condições em que Syd vinha se apresentando, acabou sendo efetivado como membro e participou das gravações do 2º álbum "A Saucerful Of Secrets", que ao contrário do primeiro trazia apenas uma composição de Syd.
Com o passar do tempo Syd foi perdendo o espaço na banda, cada vez mais profissional e concetrada, e acabou optando por uma curta carreira solo, lançando de forma modesta e com a ajuda de seus ex-companheiros de Floyd os álbuns "The Madcap Laughs" e "Barret".
Sem muita repercussão ou espaço no cenário musical, Syd ainda tentou montar uma segunda banda "Stars" que foi desmanchada dias depois de seu surgimento. Aliando essas dificuldades a crescente debilidade causada pelo consumo de LSD, ele decidiu sair de cena e foi morar ao lado de sua mãe, se dedicando a pintar, escrever e a cuidar do jardim da casa.
E foi assim, sozinho e em paz, que esse gênio louco de 60 anos deu adeus ao mundo no dia 07/07/2006 apenas p/ se juntar a Janis, Jim, Jimi e Jones no hall de músicos que apesar de geniais acabaram partindo cedo demais.
Não me entendam mal, pois apesar de sua idade já avançada, incluo Syd em minha lista porque talvez ele já tivesse partido muito antes de todos os outros, durante uma gargalhada no meio de uma louca viagem de LSD.
Wish You Where Here...
Discografia:
The piper at the gates of dawn (1967) A saucerful of secrets (1968) The Madcap Laughs (1970) Barrett (1971) The Peel Sessions (1988, com material gravado no programa de John Peel, em 1970) Opel (1988, com material inédito gravado nos estúdios da EMI, em 1970) The best of Syd Barrett - Wouldn't you miss me? (2001, compilação)
Gravado no The Pantages Theatre em Los Angeles, "Skin And Bones" mostra os caras do Foo Fighters abraçando de vez a faceta acústica mostrada em seu último álbum de estúdio e traz versões acústicas de clássicos de seu repertório como My Hero, Big Me e Walking After You, além da inédita Skin And Bones.
O grande destaque aqui fica p/ o inegável carisma de Grohl em cima do palco, p/ as versões matadoras de Best Of You e Everlong e para Marigold, canção que fazia parte do repertório do Nirvana e que nunca havia sido tocada pela banda.
Também é foda p/ aqueles que (como eu) tiveram a oportunidade de assistir ao Foo Fighters ao vivo, perceber que a energia e a intensidade que são características de seus shows não desapareceu nessa versão desplugada.