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R.E.M. - Accelerate
 Depois de 27 anos de estrada, acho muito complicado uma banda continuar fazendo coisas que são relevantes dentro do seu estilo. Algumas raras exceções se destacam nesse quesito e certamente o R.E.M. é uma delas. Accelarate (2008) , sucessor de Around The Sun (2004), é 14º disco da carreira dos caras. O fracasso do seu antescessor, que na minha humilde opinião é um bom disco, parece ter dado um novo ânimo à banda, como um novo desafio, e isso resultou num disco grandioso, que parece trazer a mesma energia dos primeiros discos, mesmo com músicas mais curtas (coisa não muito comum para eles), parece passear por todas as fases da banda e ainda assim consegue ter uma identidade própria. Living Well Is The Best Revenge abre o disco com um som rápido e agressivo, rockão que lembra de cara os primeiros discos. Em seguida Man-Sized Wreath, vem seguindo na mesma linha e traz o refrão mais melódico e pegajoso do disco! Supernatural Superserious é o primeiro single e já era conhecida pela maioria dos fãs, mas aqui a música parece ganhar ainda mais força. Em Houston, um som mais "sombrio" é apresentado, meio que preparando o terreno para Accelerate (faixa título), com suas guitarras distorcidas e uma batida que lembra coisas dos últimos discos do Radiohead. Until The Day Is Done é a mais lenta do disco e me fez lembrar de Out Of Time. Mr. Richards não é fácil de ser digerida e isso a torna fantástica hehehe. Em Sing For The Submarine a banda busca folêgo numa mistura inusitada entre Automatic For The People e New Adventures Of Hi-Fi e a coisa parece funcionar muito bem. Será que é assim que nasce um clássico? Nesse caso parece que a chance é grande ;) Para finalizar em grande estilo, Horse To Water e I'm Gonna Dj trazem um rock mais alegre e despojado calcado no velho estilo alternativo da banda. Em Accelarate, o R.E.M. vem para mostar que ainda é relevante e que mesmo com seus 27 anos de estrada não perdeu genialidade e a ousadia de um tempo em que os cabelos ainda eram vastos. R.E.M. - Accelerate Marcadores: Música
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Interpol - Via Funchal 11/03/2008
Nem a forte chuva que castigou a cidade de São Paulo poucas horas antes do início do primeiro show do Interpol no Brasil consegui espantar o bom público que compareceu ao Via Funchal na noite de ontem.
O show de aproximadamente 1h40m começou por volta das 22:30, com o quarteto de Nova York tocando Pioneer To The Falls para uma platéia animada, que lotou a pista, deixando os camarotes praticamente vazios.
O palco era simples e sem nenhuma afetação e além do já tradicional conjunto formado por amplificadores, caixas e instrumentos musicais, também contava com um telão que ia mostrando imagens aleatórias e quase sempre relacionadas aos temas das músicas tocadas pela banda, que durante a apresentação alternou sucessos de seus três álbuns de estúdio, "Turn On The Bright Lights" (2002), "Antics" (2005) e o recente "Our Love To Admire" (2007), para um público que cantava e batia palmas em praticamente todas as músicas e que em resposta recebia um "presente" atrás do outro, desde Obstacle 1, Slow Hands, Not Even In Jail e No I In Threesome até a belíssima Rest My Chemistry.
Essa entrega por parte do público em cada música tocada ficou ainda mais evidente quando o vocalista Paul Banks decidiu deixar de lado o ar blasé, que sempre o acompanha em shows e entrevistas, e substituiu os agradecimentos contidos e escassos por elogios mais efusivos como "você são maravilhosos pra cacete".
No já tradicional bis a banda tocou NYC, Stella Was A Diver And She Was Always Down e PDA, fechando com chave de ouro uma apresentação que certamente deixou em todos os presentes aquele gostinho de quero mais (tipo, queria ter ouvido The New) e a esperança de um breve retorno dos rapazes de Downtown.  Marcadores: Música, Notícias
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A Bússola de Ouro
 A mega-produção A Bússola de Ouro é muito mais do que uma simples fábula. É um filme com temática forte, abrangente, e até certo ponto polêmico, voltado — apesar dos efeitos especiais e outros chamarizes infantis — para o público adulto. Dirigido e roteirizado por Chris Wietz, o longa é uma adaptação do livro homônimo do escritor Philip Pullman, que foi rotulado na época em que o escreveu de satanista, ateu, e outros adjetivos que evidenciam o conteúdo pesado da narrativa. A história de A Bússola de Ouro se passa em universo paralelo ao que vivemos. Neste lugar, as almas das pessoas, ao contrário das nossas, são visíveis e assumem a forma de animais. A cor, tamanhos, gênio e comportamento destes pequenos animais chamados de “dimons”, revelam muito sobre a personalidade de seus donos. E é neste lugar que vive a garotinha Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards). Órfã, acolhida por seu tio-cientista Lord Asriel (Daniel Craig), Lyra estuda na Faculdade/Colégio Jordan, situado na cidade de Oxford, Inglaterra, que é administrado por catedráticos que formam o poderoso Magistério. Lyra é uma criança inquieta. Sua orfandade talvez explique seu espírito selvagem e aventureiro e sua falta de feminilidade. Sabendo que seu tio iria partir para uma viagem as terras gélidas do Norte para pesquisar uma substância chamada de “Pó”, a garotinha logo se anima em acompanhá-lo. No entanto, Asriel veta a companhia e Lyra fica inconformada. Em certo jantar no Colégio, surge uma misteriosa Sra. Coulter (Nicole Kidman) que por motivos não esclarecidos convida a garotinha para viajar as terras dos grandes ursos polares. Sem pensar duas vezes Lyra aceita o convite. Antes de partir, a menina é abordada por um dos tutores do colégio e recebe dele uma bússola dourada. Ao partir para a viagem, a vida de Lyra muda radicalmente e sem possibilidade de volta. Ela descobre as intenções da Sra Coulter e descobre também ter um dom que ninguém mais tem: o de “ler” e “entender” a bússola. Ela é a única pessoa que pode enxergar o que o objeto tem “a dizer” sobre quem quer que seja. A viagem é repleta de aventuras. Ela descobre novos lugares e novos povos como os gipcios, caubóis, bruxas e lendários ursos polares guerreiros. Junto desta turma Lyra descobre uma trama cruel que coloca em risco o futuro de muitas crianças e cabe a ela e companhia dar um fim ao plano cruel. O que mais chama atenção no filme são sem sombra de dúvidas os efeitos especiais, com destaque ao grande Urso guerreiro. É de deixar de boca aberta muitos especialista do ramo a perfeição dos movimentos, gestos e expressões do grande Urso. E não por acaso o filme foi premiado com o Oscar este ano na categoria de efeitos especiais. Tirando isso, o filme sofre com certos problemas. O trabalho de adaptação de roteiro em cima de um livro sempre é complexo, ainda mais para narrativas como a de A Bússola de Ouro. O filme sofre por excessos. Há muitos personagens secundários e grande parte deles tem participação apagada ou são pouco aproveitados. A protagonista, a pequena Dakota Blue, é o centro da trama. Apesar de uma atuação satisfatória, o papel a ela delegado carrega bastante responsabilidade e exige muito mais do que ela pôde dar. O segundo ponto é o excesso de informações. A trama é complexa, como já foi dito, por mexer com questões religiosas e existenciais. O chamado “Pó” é conhecido pela possibilidade de ligar esse universo de dimons a outros paralelos. Os catedráticos mais conservadores (são membros da Igreja Católica, claramente) não querem que o fenômeno se confirme, pois o fato destruiria as crenças e valores conhecido pelas pessoas (pouca coincidência com nosso mundo....). Ademais, os seres místicos, dramas existências, tentativas de assassinatos são recorrentes no filme, o que vai a total desacordo com valores de qualquer instituição religiosa. O filme é uma excelente aventura, que se supera nos efeitos visuais. Porém, a história não tem o mesmo fôlego da produção técnica. Há muitos personagens, muita aventura e muito assunto indigesto tratado ao mesmo tempo. Faltou, talvez, um pouco mais de simplicidade, de objetivo ao longa. O projeto cinematográfico de A Bússola de Ouro previa uma trilogia. Porém, o desempenho da primeira parte do projeto colocou em xeque a possibilidade da continuidade da saga. Seria uma pena não dar prosseguimento a uma produção como esta. Entre erros e acertos, o filme é bom e as continuações podem com certeza salvar o fraco desempenho comercial do primeiro filme, que conta com a presença de astros como Kidman e Craig. A Bússola de Ouro é um bom blockbuster de aventura. Digamos que o filme possui um dimon ainda indefinido, imaturo, mas promissor. E quando você leitor acabar de ver o filme faça uma brincadeira bacana: imagine qual animal representaria sua alma. Mas é melhor não contar a ninguém, pois lembre-se bem de que os dimons revelam a fundo quem você é.  Marcadores: Cinema
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Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
 Tim Burton é um diretor singular. Sua habilidade em construir filmes irreais, fantasiosos e com leves toques de humor (negro) é sensacional. Além disso, o diretor se destaca pelo visual de seus trabalhos, marca registrada de sua filmografia, e que se vincula intimamente as fábulas por ele criadas. E Sweenwy Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet segue novamente a mesma receita, mas com um ingrediente a mais: trata-se do primeiro musical legitimamente dirigido por Burton. O filme é baseado em um musical homônimo da Broadway, criado por Stephen Sondheim e Hugh Wheeler, adaptado por Christopher Bond. O longa narra a história de Benjamin Barker (Johnny Depp), um homem que viveu em Londres, no século XIX, era degradante e obscura da famosa cidade. Barker era casado e tinha uma filha pequena. Um dia, enquanto passeava com sua família, foi vítima de uma emboscada armada pelo Juiz Turpin (Alan Rickman), que se encantou com a beleza da esposa de Barker, e por seu escudeiro Bamford (Timothy Spall). Preso injustamente, exilado por mais de uma década, sem esposa e filha, Barker retorna a Londres com uma aura cinzenta, sedenta por vingança. Entre uma música e outra, já é possível observar o cenário exótico incorporado por Burton e que leva a assinatura de Dante Ferretti: uma Londres sombria e melancólica, que traduz o espírito sofredor de Barker perfeitamente, muito graças à fotografia em preto e branco. Benjamin retorna a sua antiga casa, onde se depara com Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), que mantinha uma casa de tortas abaixo da sua. Esta reconhece Barker, por quem mantinha uma admiração antiga e resolve lhe ajudar a se estabelecer novamente em seu antigo lar. Ao ter em suas mãos uma navalha guardada pela Mrs. Lovett, Barker assume a figura de Sweeney Todd e começa planejar sua vingança. Deste ponto em diante está formado o núcleo que conduzirá o filme. Todd abre uma barbearia e busca sua vingança matando as vítimas que lá freqüentam. Os alvos principais são os dois homens que acabaram com sua vida, Bamford e o Juiz Turpin, que ainda mantém a filha de Barker presa sobre seus cuidados. Assassinando seus clientes, Todd vai se vingando da injustiça que sofreu por parte dos dois homens cruéis e de toda a população que nada fez para ajudá-lo. Mrs. Lovett acoberta a carnificina provocada por Todd e ainda tem, junto com ele, uma idéia macabra: usar a carne das vítimas como recheio de suas tortas, que não agradavam a ninguém. O quitute vira unanimidade entre os londrinos e a fachada da loja ajuda manter a matança de Sweeney. Porém, sua vingança lhe trará conseqüências graves e sua amargura aumentará proporcionalmente ao sangue por ele derramado. Para contrabalancear a matança, Anthony (Jamie Campbell) e Johanna (Wisener) contracenam um par romântico, mas que não possuem muita relevância na trama, já que seus papéis não foram explorados da forma que poderiam ser. Sweeney Todd é um filme dinâmico, com boas atuações de Depp (já virou rotina falar isso sobre ele) e Helena Carter. No entanto, como todo experimento (é o primeiro musical de Burton, depois de flertes com a Fantástica Fábrica de Chocolates) sofre com algumas falhas. A primeira é clara: Depp e Carter, apesar de desempenharem bons papéis, não são os atores mais apontados para um musical. Claro, não foram ruins, mas não puderam alcançar a excelência por fugir do escopo deles. Johnny Depp, para quem não sabe, começou sua carreira de artista como músico, tocando em uma banda chamada Kids, ao lado dos músicos Joe Malone e Bruce Witkin e chegaram a abrir shows para os Ramones, Pretenders e Iggy Pop. Além disso, Depp chegou a tocar ao vivo com o Oasis. Mas nada disso o fez alcançar um patamar perfeito para atuar em musical, apesar — reforço — de estar muito bem no papel. Fora isso, o filme sofre com um outro problema recorrente nos filmes de Burton: a baixa emotividade transferida pelos personagens. O enredo de Sweeney Todd é forte e a carga de emoções sofridas pelo protagonista não conseguem atingir em cheio os expectadores. Quem assiste ao filme é capaz de entra na história e interagir com os personagens, mas não ficar compadecidos com o sofrimento de Todd. O expectador vai querer é sim ver muito sangue. E é exatamente aí que surge o melhor do filme. A direção de arte é excepcional e não à toa foi vencedora do Oscar 2008 . Além do mais, a parceira entre Burton e Depp, já famosa, se consolida cada vez mais. É clara a química entre o diretor e seu protagonista preferido. É possível dizer que o longa tem como força motora as parte técnicas. Além da já citada direção de arte, há também a fotografia, figurino, montagem (a cena em que Todd encontra o Juiz é notória). Tim Burton fez mais um ótimo filme. Sweeney Todd, em seu saldo positivo, pode-se enquadrar em um dos bons musicais produzidos para o cinema. Porém, como uma obra de Tim Burton não pode ser considerada a melhor. E quem viu Ed Wood e Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas há de concordar comigo. Confira Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e quando sair da sala de cinema e for comer alguma coisa procure visitar a cozinha para não ter nenhuma surpresa desagradável.  Marcadores: Cinema
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NME Awards
 Nesta quinta-feira, dia 28, aconteceu na O2 Arena, em Londres, a entrega do NME Awards, realizado pela revista especializada em música New Musical Express. O maior destaque da noite foi a banda Arctic Monkeys, que venceram em três categorias. O grupo britânico já esteve aqui no Brasil como uma das atrações do Tim Festival 2007. O quarteto ganhou os prêmios de Melhor Banda, Melhor Canção com 'Fluorescent Adolescent' e Melhor Vídeo com 'Teddy Picker'. Os vencedores são escolhidos pelos próprios leitores da publicação. O Arctic Monkeys também venceu recentemente como Melhor Banda e Melhor Álbum no Brit Awards, que se trata de uma premiação da indústria musical britânica. Nas outras categorias, a banda Manic Street Preacher venceu o prêmio especial Godlike Genius. Peter Doherty, vocalista do Babyshambles, foi eleito o Herói do Ano pelos leitores. O grupo Klaxons levou o prêmio de melhor álbum de estréia com o Myths of the Near Future. Amy Winehouse, que foi a maior vencedora do Grammy deste ano, venceu apenas na categoria de cantora mais mal vestida do país. Winehouse concorria também como Melhor Artista Solo Britânica, mas foi vencida pela novata Kate Nash. Nas demais categorias, o troféu de Melhor Banda Ao Vivo ficou para o Muse e Anton Corbijn, diretor de Control, venceu com o Melhor Filme. A cerimônia ainda contou com as apresentações das bandas Kaiser Chiefs e Bloc Party. Marcadores: Música, Notícias
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