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Camiseta do Doidos
 Faz um bom tempo que queríamos fazer uma camiseta do doidos e disponibilizar pra todo mundo que participa do nosso querido site. Nos últimos meses o número de acessos do site vem crescendo bastante e para comemorar, decidimos que era chegada a hora de deixarmos a preguiça de lado e criar uma primeira camiseta do site. Essa é apenas uma primeira versão e sugestões para futuras versões serão sempre bem vindas, pois agora não basta só participar, tem que vesti a camisa ;) ... Mais uma vez queria agradecer ao nosso Ultra-Mega-Master-Blaster designer e amigo Victor Farat responsável pelo layout da camiseta. O cara está com um site novinho em folha ( www.victorfarat.com.br), vale a pena conferir o trabalho do cara... Quando forem contratar os serviços dele, é só falar que viu aqui no doidos e chorar um desconto ;) Ainda não sei por quando sai para mandar fazer uma dessas, mas não deve ser mais que R$25,00, portanto quem quiser uma por favor me envie um e-mail (diegomatos@gmail.com) ok? Marcadores: Notícias
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O Brasil do brasileiro
Escritor, cronista, jornalista, dramaturgo. Nelson Rodrigues foi tudo isso e mais um pouco. Grande observador e contador de “causos”, ele ficou conhecido como o maior cronista da literatura nacional, por revelar um Brasil que até então não tinha sido desvendado. Hábil em transforma fatos do cotidiano em estórias surpreendentes, até certo ponto surreais, Nelson Rodrigues elevou a crônica — tipo de texto recusado por muitos escritores, que afirmam não ser ela um gênero literário, devido a sua simplicidade de linguagem — há um patamar tão alto, que muita gente a trata como um gênero brasileiro.
Muito antes da crônica começar a ser ensaiada no Brasil, na Inglaterra e em outros países da Europa ela já era praticada. No entanto, nestes mesmos lugares hoje em dia ela está em declínio, não sendo um gênero forte como é aqui em nosso país. E muito dessa força se deve a Rodrigues.
Bem, a cidade do Rio de Janeiro foi o grande cenário do escritor, que tinha predileções por temas como fidelidade e traição, amores impossíveis, moralidade das famílias, mestiçagem e assuntos corriqueiros do povo urbano. Seus textos são impiedosos, perigosos, e não há inocente que saia ileso após lê-los. Nelson Rodrigues descortinou a vida íntima, o coração, as verdades da alma brasileira, devolvendo em palavras tudo aquilo que todos sabiam acontecer, mas que ninguém falava.
Foi um dos primeiros a escrever sobre homossexualidade, sobre pedofilia e assuntos indigestos para a época. Atacou muitos colegas de profissão através de seus textos. Colocou a figura da mulher em situações constrangedoras, desmistificando o casamento como algo sagrado, eterno e feliz.
Nelson Rodrigues foi polêmico e esteve à frente de seu tempo. Nas décadas de 50, 60 e 70 a imprensa escrita tinha influência e peso muito maior do que nos dias de hoje, o que dava maior poder de impacto aos textos de Nelson. Talvez por esse motivo, e alguns outros, não surja mais um cronista talentoso como ele.
Este ano A FLIP (Festa Literária de Parati) homenageou o escritor, que teve sua obra relançada. Um de seus principais livros, A Vida Como Ela É, que reúne algumas das principais crônicas publicadas em jornais como Última Hora e Diário da Noite, ganhou uma edição de “luxo”, feita pela editora Agir. No livro, contos famosos como Dama da Lotação e Cemitério de Bonecas podem ser conferidos.
Ler Nelson Rodrigues é ver a vida em seu estado cru. É aventurar-se no trivial, no corriqueiro, na rotina, nas manchetes dos jornais, na alma do brasileiro. É uma literatura sincera, chocante e reveladora, mas que diz o que sempre vivenciamos só que dê um jeito único, artístico.
Vale ressaltar que ele também se destacou na dramaturgia, principalmente com a peça Vestido de Noiva, na qual duas mulheres mortas travam um diálogo sobre relacionamentos, vida e morte.
Gostem ou não, Nelson Rodrigues faz parte do hall dos grandes escritores nacionais. O eterno cafajeste, como foi apelidado, gostava de polêmicas, soltando o verbo com frases do tipo: “O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente”; ou “outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.”
Se a crônica é um gênero menor do que o romance ou a poesia eu não sei dizer, mas que o talento literário de Nelson Rodrigues está acima de qualquer suspeita, isso sim não há dúvidas. Afinal, somente ele souber dizer realmente como a vida é.
Leia: A Vida Como Ela É: Reunião dos principais contos publicados nas décadas de 50 e 60. O Homem Proibido: romance escrito por Suzana Flag, pseudônimo criado pelo autor, que conta uma estória de amor envolvendo duas jovens que possuem uma relação de mãe e filha e acabam se apaixonando pelo mesmo homem. Marcadores: Literatura
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Interpol no Brasil
A banda nova-iorquina se apresenta no país pela primeira vez em 2008. O quarteto fará três apresentações por aqui em março do ano que vem. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as cidades escolhidas. Em São Paulo o show acontece dia 11 de março, na Via Funchal. Segundo informações, a Planmusic, organizadora dos shows, divulgou apenas como adquirir os ingressos na capital paulista. A venda dos mesmos se iniciou nesta terça-feira, a partir das 16h. Formado em 1998, o Interpol, que faz parte do cenário indie rock, já possui três discos lançados. As apresentações no país fazem parte da turnê do terceiro e último disco Our Love to Admire, lançado em julho deste ano. Nos anteriores Turn On the Bright Light e Antics, o grupo lançou alguns sucessos como, NYC, PDA e Evil. As informações sobre datas e locais nas outras duas capitais foram divulgadas apenas no My Space da banda. Dia 13 de março eles se apresentam na Fundição Progresso, Rio, e dia 15 no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte.
Interpol São Paulo Onde: Via Funchal – Rua Funcal, 65, Vila Olímpia. Quando: 11/03 (terça-feira) Ingressos: R$100 a R$ 160 - Informações pelo telefone (11) 3188-4148. Marcadores: Música, Notícias
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Não Por Acaso
Não Por Acaso marca a estréia de Philippe Barcinski (Palíndromo) na direção de longa-metragens e traz em seu elenco principal Rodrigo Santoro (Pedro), Leonardo Medeiros (Ênio), Letícia Sabatella (Lúcia), Branca Messina (Teresa), Rita Batata (Bia) e Graziella Moretto (Mônica). O filme conta as histórias de Pedro e Ênio, dois homens meticulosos e obcecados pelo controle de tudo o que acontece em volta deles, seja na vida pessoal ou na profissional. O primeiro é um especialista na construção de mesas de sinucas, enquanto que o segundo é um engenheiro de trânsito que controla o fluxo dos faróis da cidade de São Paulo. Pedro namora com Teresa, uma jovem estudante de "classe alta" que decide abrir mão de tudo para ir morar com ele. Já Ênio tem uma filha com Mônica e passados mais de 16 anos nunca sequer se interessou em conhecê-la. Essas histórias a princípio tão distintas acabam por se cruzar em uma tragédia que faz com que ambos percebam que certas coisas não podem ser previstas e nem tão pouco controladas, fazendo com que eles tenham que lidar com uma dessas situações que a vida de vez em quando nos apresenta, sem aviso e de uma hora pra outra. Partindo desse argumento, a história pode até parecer simples e previsivel, mas se engana quem pensar isso, pois as atuações minimalistas, contidas e pra lá de competentes de todo o elenco principal, uma escolha de trilha sonora mais do que acertada e uma fotografia lindíssima da cidade de São Paulo, transformam o filme em algo absurdamente belo e poético, que acaba tocando o espectador pela sensibilidade e delicadeza com que trata a jornada desses dois homens em busca do renascimento. Quem não pôde assistir ao filme nos cinemas, reserve um tempinho na agenda e corra para a locadora mais próxima, pois hoje em dia é difícil encontrar um filme que consiga emocionar sem ser piegas ou apelativo e que ao mesmo tempo também te faça parar para pensar, refletir e quem sabe até perceber que nada é mesmo por acaso.  Marcadores: Cinema
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