Na quinta-feira passada aconteceu o primeiro dia do Festival Indie Rock, em São Paulo, que teve participação de cariocas, paulistanos e ingleses.
A primeira banda a subir no palco da Via Funchal foi o Moptop, pontualmente às 21h30. Os cariocas tocaram durante 30 minutos para uma platéia bem pequena e sem muita empolgação.
O quarteto executou músicas de seu primeiro trabalho, homônimo, lançado em 2006 e iniciou sua apresentação com 'Uma Chance', depois emendaram 'Bem Melhor' e 'Paris'. Gabriel, vocalista e guitarrista, falou pouco e não animou muito quem assistia ao show.
Apenas as últimas canções, que mostraram grande influência do neo-rock do The Strokes, empolgaram a galera que batia palmas e dançava ao som de 'Leve Demais', 'Sempre Igual' e 'O Rock Acabou', atual sucesso e música de trabalho da banda.
Já a apresentação seguinte, do Hurtmold, levou até o público um som mais instrumental e bem diferente das outras duas atrações da noite.
O sexteto formado em 1998 na zona oeste de São Paulo é pouco conhecido por aqui. Suas músicas, segundo o próprio baixista, de significado abstrato, misturam guitarra, bateria e baixo com instrumentos bem diferentes. Xilofone, trompete, escaleta e vibrafone são alguns deles.
Durante os 40 minutos de show, a banda mostrou ser influenciada por diversos gêneros musicais, entretanto não empolgou muito o público que ainda chegava para a última apresentação. Boa parte da platéia permaneceu sentada até o fim.
Após uma pequena espera, pouco depois das 23h30, começa o show mais aguardado da noite, o dos ingleses do The Magic Numbers.
O quarteto, formado pelos irmãos Stodart e Gannon, trouxe ânimo para a platéia que até então permanecia apática. 'This is a Song', música do segundo álbum, Those The Brokes, abriu a calorosa apresentação.
As duas horas seguintes revelaram um rock romântico e cativante. Com influência nítida do country e do rock sessentista, o grupo agitou cerca de 1.800 pessoas com os hits 'Forever Lost' e 'Love´s A Game'.
Entre as músicas tocadas do álbum de estréia e do mais recente, os ingleses presentearam a platéia com a canção inédita 'Fall to Sleep', que será lançada em um EP, em setembro, segundo o vocalista Romeo. Além dela, a galera aprovou a performance da banda tentando cantar com um português meio enrolado 'Baby', de Caetano Veloso, que foi sucesso com os Mutantes.
As vozes de Angela (teclados), Romeo (guitarra) e Michele (baixo), transformaram o show em um espetáculo harmonioso com junção do rock, soul e groove em 'I See You, You See Me'. Angela Gannon também assumiu timidamente os vocais em Undecided e provou que realmente tem talento.
Por volta da 1h da manhã, a banda retornou aos palcos para o famoso bis. O trio cantou junto 'Wills On Fire' com a ajuda do coro que vinha da platéia. Depois finalizaram com os covers 'Crazy In Love', de Beyoncé e 'Nightrain', dos Guns N´ Roses.
Muito simpático, o grupo ganhou o carinho do público, que chegou até a dar uma bandeira do Brasil durante as últimas três canções. Romeo esbanjou elogios ao Brasil e agradeceu a presença de todos.
Pra quem infelizmente perdeu, só mesmo o Tim Festival para se redimir!
Across the Universe é um musical dirigido por Julie Taymor que deverá estrear em 28 de Setembro desse ano lá nos EUA. O filme se passa no final dos anos 60, começo dos anos 70 e irá incorporar as músicas dos Beatles a história de amor escrita por Ian La Frenais e Dick Clement.
O filme parte das docas de Liverpool e vai até a psicodelia criativa do Greenwich Village, passando pelos protestos nas ruas de Detroit e pela matança nos campos do Vietnã. No meio de tudo isso, conhecemos o casal formado por Jude (Jim Sturgess) e Lucy (Evan Rachel Wood), que juntamente com um pequeno grupo de amigos e musicos são jogados dentro dos emergentes movimentos contra-cultura e anti-guerra, tendo Dr. Robert (Bono) e Mr. Kite (Eddie Izzard) como seus mentores. Essa vida tumultuada aliada a algumas situações que acabam fugindo ao controle de ambos, acaba separando o jovem casal e os força a lutar contra as dificuldades, a fim de encontrar uma forma de voltarem um para o outro.
Assim como aconteceu em Moulin Rouge, me parece que essa é mais uma ótima tentativa de modernizar o já batido gênero dos filmes musicais e levando em conta o material que será usado, sem dúvida nenhuma esse deverá ser um filme no mínimo muito interessante p/ todos os amantes de cinema, musica e claro, dos Beatles! Por isso, aproveitem a dica e desde já fiquem de olho nas futuras datas de estréia do filme aqui em terras tupiniquins.
Hoje faz um frio desgraçado aqui em São Paulo e nada melhor do que ouvir um boa música para esquentar o esqueleto, não é mesmo? A coisa fica ainda melhor quando você acorda e um disco novo de uma banda que você gosta está ali te esperando para ser desvendado. O disco em questão é Our Love To Admire o mais novo trabalho do Interpol.
Muito se falou desse disco nos últimos anos e ele chega cheio de expectativas, li críticas duras ao álbum e até gente dizendo que esse era um trabalho medíocre. Bom, só posso começar isso aqui dizendo que ou eu estou escutando o disco errado ou o mundo pirou de vez.
Our Love To Admire poderia ser definido como "mais do mesmo" dentro do trabalho dos caras, mas isso não significa que seja ruim, muito pelo contrário, apesar de estar um degrau abaixo dos primeiros discos, você poderá notar que está tudo lá, ótimas melodias, os riffs de guitarra tão característicos da banda e, claro, a voz poderosa de Paul Banks. Certamente é um dos melhores trabalhos que ouvi nos últimos meses.
O disco é coeso e cheio de energia, não tem nada tão empolgante como Obstacle 1, PDA, The New ou Slow Hands é verdade, porém com músicas como The Scale, Heinrich Maneuver, Pioneers To Fall, Pace Is The Trick e Rest My Chemistry os caras conseguem deixar o disco com o nível lá em cima.
No final você pode me perguntar: Jim, então esse é um disco que não traz nada de novo pro som dos caras, um disco comum? Talvez, mas ainda é um disco do Interpol e perto de coisas tão medíocres que tem surgido ultimamente...
Que o planeta Terra vive sobre ameaça de destruição, todo mundo sabe. Que os Estados Unidos são alvos preferidos por forças alienígenas, não é segredo algum. Que a raça humana é burra e existe um número bem finito de pessoas “boas” é bater na mesma tecla.
Que Transformers é mais um Blockbuster é senso comum, o que poucas pessoas talvez saibam é que o filme é bom sim, muito bom. Com o intuito único de entreter os espectadores, o diretor Michael Bay (Bad Boy, Pearl Harbor, Armageddon) fez um filme certeiro, para um projeto ousado e, muitas vezes, desacreditado.
Os Autobots e os Decepticons são personagens famosos da década de 80. Há uma legião de fãs fiéis aos robôs, que se popularizaram em desenhos e brinquedos. E este foi um dos grandes desafios para os envolvidos com o longa: agradar o público em geral e, principalmente, os fãs.
Transformers sofre com alguns probleminhas. Cenas previsíveis entre os protagonistas, pequenas mudanças com relação ao projeto original e dúvida na montagem do filme (muitas cenas cortadas estarão disponíveis apenas no DVD). Porém, tem muitos méritos, o que torna o filme uma das melhores produções do ano.
Para começar — e como não poderia ser diferente — os robôs dão um show. O layout, com os rostos que expressam os sentimentos das máquinas, as transformações, as cenas de ações, tudo muito bem executado. E fica muito melhor com a direção de Bay, acostumado com explosões, perseguições e com filmagens na rua — nada de sets.
Outro ponto positivo é o tom de humor que permanece por todo o filme. É um humor leve, sutil e que cai bem ao longa. Para completar, um dos fatores determinantes para o sucesso de Transformes foi, sem dúvida, a direção executiva do mago Steven Spielberg. O produtor Tom DeSanto teve que batalhar muito para tirar o projeto do papel e valeu a pena. Spielberg com seu conhecimento e dinheiro, deu o toque necessário ao filme.
Tudo começa com Sam Witwicky (Shia LaBeouf) tentando vender quinquilharias de seu tataravô no site Ebay para juntar uma quantia necessária para ganhar um carro do pai. O que ele não sabia é que seu tataravô havia descoberto um dos maiores segredos da raça humana. As coordenadas do local onde está o Cubo, objeto de disputa dos robôs, estão inscritas nos óculos do Senhor Witwicky.
Rastreando pela Internet, Optimus Prime, líder dos Autobots, chega até o jovem Sam, que acompanhado de Mikaela Banes, sua amada, e de Bumblebbe, Jazz, Ratchet e Ironhide, os subordinados de Optimus, defenderão a Terra do ataque dos Decepticons.
Apesar do enredo simples, o filme ganha contornos políticos e clara alusão ao militarismo americano. Quando os primeiro Decepticons atacam soldados americanos, o serviço secreto começa a trabalhar os possíveis responsáveis pela onda de ataques: chineses, iraquianos...
Mas isso fica em segundo plano. O que realmente conta é que Transformers é um ótimo entretenimento. O Blockbuster é apontado como um dos principais filmes do ano e quem vai conferi-lo sai com essa sensação, de que realmente o que falam por aí não é apenas boato.
O neo-hippie Devendra Banhart, conhecido aqui no Brasil após sua apresentação no Tim Festival do ano passado, retorna ao cenário musical com novo álbum.
O quinto trabalho do cantor texano intitulado Smokey Rolls Down Thunder Canyon não deve ser muito diferente dos anteriores. Ainda, como os outros, contará com influências do folk americano, tropicalismo e bossa nova.
Fã declarado de música brasileira, principalmente de Caetano Veloso, Devendra contou com participações especiais, inclusive de artistas nacionais, em seu novo disco. Rodrigo Amarante do grupo Los Hermanos é um deles. Noah Georgeson, Otto Hauser e Greg Rogove também contribuem no álbum.
Com data de estréia prevista para 25 de setembro, o compacto foi produzido pelo próprio Devendra e por Georgeson. 'Samba Vexillographica' e 'Seahorse' são algumas músicas que estarão neste disco.
Para os ávidos por novidades, independente do estilo, vai aí alguns dos lançamentos que estão circulando mundo afora.
Chemical Brothers: Push the Button, de 2005, foi o último lançamento do duo britânico. Agora a dupla lança We Are the Night, álbum muito aguardado pelos fãs. Com 12 faixas e uma capa surreal, o disco promete ser uma das sensações desse segundo semestre de 2007. O lançamento oficial está marcado para o dia 19. Pelo histórico da banda, o som deverá bombar pelas pistas mundiais;
Interpol: Our Love to Admire é mais novo disco da banda Interpol. Este é o terceiro trabalho dos nova-iorquinos, que começaram com Turn on the Bright Lights (2002), substituído por Antics (2004). O Interpol é mais uma dessas bandas renovadoras do rock. Basta conferir para ver se continuam afiados;
Prince: Lembram da figura? Pois é. Ele não pára de maneira alguma. Com data prevista de lançamento para dia 24/07, Planet Earth é a novidade do incansável Prince. Seu antecessor é 3121 (2006). Este último foi muito bem recebido pela crítica. Resta saber se Planet… terá a mesma “sorte”;
Yellowcard: Paper Walls é o quinto disco do quinteto da Flórida. A carreira da banda teve início em 2001 com One for the Kids, que causou certo furor nos críticos musicais devido à mescla de guitarra com violino. Fãs corram atrás.
Em breve também, estará nas lojas a trilha sonora do aguardado filme dos Simpsons.
Nesta terça-feira foi anunciado em Londres por Lauren Laverne, um dos componentes do júri, os 12 álbuns que concorrem para o melhor do ano no Mercury Prize 2007.
Entre os concorrentes estão Amy Winehouse, com o disco Back to Black, o trio Klaxons com o álbum de estréia Myths of the Near Future e a banda The View com o disco Hats Off to the Buskers.
O vencedor do prêmio no ano passado, com o primeiro álbum, também está concorrendo neste ano. O quarteto Arctic Monkeys foi indicado pelo Favourite Worst Nightmare, segundo trabalho do grupo.
O Mercury Prize foi criado em 92 e premia o melhor álbum britânico ou irlandês lançado nos últimos 12 meses. O vencedor ganha cerca de 20 mil libras e será conhecido no dia 4 de setembro no Grosvenor House Hotel, em Londres.
Os juízes do prêmio são especialistas musicais, jornalistas e artistas. Os 12 indicados são escolhidos entre mais de 170 grupos, bandas e cantores.
Confira lista completa abaixo:
Amy Winehouse - Back to Black Basquiat Strings - Basquiat Strings With Seb Rochford Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare Klaxons - Myths of The Near Future The View - Hats Off to The Buskers New Young Pony Club - Fantastic Playroom Fionn Regan - The End of History Jamie T - Panic Prevention Dizzee Rascal - Maths & English Bat For Lashes - Fur And Gold Maps - We Can Create The Young Knives - Voices of Animals And Men
A cantora PJ Harvey lançará este ano seu novo trabalho, 'White Chalk'.
Este será seu primeiro álbum de estúdio em três anos e deverá ser lançado dia 24 de setembro, segundo nota no site oficial da cantora.
De acordo com outra nota sobre tal disco, que foi dada no site dela no MySpace.com, o material foi feito especialmente para piano e não para guitarra, como era de costume.
A cantora inglesa lançou seu último álbum em 2004, o 'Uh Huh Her', que alcançou a 29ª posição na Billboard. Neste mesmo ano, Harvey esteve no Brasil como uma das principais atrações do Tim Festival.
O show do Live Earth no Rio de Janeiro acabou virando uma verdadeira novela.
O Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu na terça-feira, dia 3 de julho, uma liminar que suspende a realização do evento por falta de segurança.
Tal decisão judicial foi resultado de um levantamento da Associação de Moradores dos Postos 2 ao 5 de Copacabana, que concluiu que o show traria um sério problema de segurança pública, já que a polícia estaria se preparando para a segurança dos Jogos Pan-Americanos e também envolvida nos freqüentes confrontos no complexo do Alemão.
A empresa Mondo Entretenimento, responsável pela organização do Live Earth, afirmou que não havia sido informada sobre tais irregularidades e já começou a brigar na justiça pela liberação do show que iria ocorrer no sábado, dia 7 de julho.
Segundo fontes, a promotora Denise Tarin, responsável pela liminar, afirmou que os organizadores não receberam o documento necessário para a realização do evento. Este documento, denominado “nada opor”, seria dado pela PM. Também é preciso, de acordo com decreto estadual, que a realização de tais eventos com tamanha grandiosidade fossem noticiados a PM com antecedência mínima de oito dias.
A organização do Live Earth informou que já está adequando o evento às normas de segurança, assim, talvez a liminar consiga ser derrubada.
Além disso, a organização já disponibilizou 27 torres e 20 plataformas para os policiais realizarem a segurança.
Enquanto a apresentação no Rio de Janeiro é incerta, no resto do mundo os artistas criticam o evento e duvidam de suas reais intenções, questionando cada dia mais quais benefícios que os oito shows trarão efetivamente para os problemas ambientais do planeta.