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A volta do RATM
 Sim é verdade, o Rage Against The Machine está de volta! O quarteto Californiano que fez história nos anos 90, decidiu se reunir 7 anos após encerrar suas atividades para uma única apresentação no aclamado Coachella festival, que acontece em abril na Califórnia. Segundo Tom Morello, guitarrista da banda, eles decidiram se juntar por ver que depois que a banda decidiu encerrar suas atividades seu país entrou numa era "suja" com guerras, mentiras e desmandos do senhor George W. Bush. Seria concidência que tudo isso tenha acontecido justo após o fim do RATM e com isso a voz revolucionária ter se calado de vez naquele país? Perguntou Tom. Por esse motivo ele acredita que o grupo deva se reunir novamente e gritar a sua revolta e assim quem sabe conseguir curar seu povo da paralisia mental que os assola. Isso me parece familiar... A notícia nem é tão nova assim, mas resolvi colocar aqui, pois um fato novo foi anunciado hoje: Não será apenas um show e sim quatro! Sim amiguinhos os caras gostaram da idéia e vão tocar no festival de hip hop Rock The Bells ao lado de Wu Tang Clan em 3 datas diferentes durante verão americano. O primeiro show será em Nova Yorke no dia 28 de julho e depois em São Bernardino no dia 11 de agosto e São Francisco no dia 18 de agosto. Dica: Aqui vai uma dica de um site muito bacana pra quem gosta de séries www.isfree.tv, esses caras estão fazendo um trabalho muito bom. Marcadores: Música, Notícias
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The Corporation
 As grandes corporações ditam as regras do mundo. E são também as grandes vilãs destes novos tempos. São os alicerces do capitalismo e a base da globalização. Estão em toda parte, em todos os países, criando e produzindo todos os tipos de serviços, dos mais vitais à existência humana aos mais banais e prejudiciais.
O documentário The Corporation, de Jennifer Abbott e Mark Achbar (EUA, 2003), tenta elucidar e questionar um pouco sobre o papel das grandes corporações e as conseqüências sobre os atos destas na vida das pessoas. Apresenta um amplo material sobre a ação de grandes empresas e ilustra de maneira divertida e perturbadora, através de entrevistas, o cenário no qual vivemos.
O mundo é regido pelo dinheiro, guiado pelo lucro. As grandes corporações trabalham em cima de estratagemas e persuasão para captar clientes, sempre visando cifras maiores para seus cofres. E muitas vezes, como se vê no documentário, essas estratégias não são éticas, não são honestas com os consumidores e principalmente com os funcionários e meio-ambiente.
O filme mostra depoimentos de pessoas que se voltaram contra o raciocínio frio de certas empresas e o ponto de vistas de pessoas que cansaram do mundo corporativo e de algumas que o defendem ferrenhamente.
Bem, é praticamente impossível, hoje em dia, escapar das corporações. Tudo o que consumismo é produzido, negociado por elas. Mas é possível observar em diferentes sociedades — e isso está no filme — um movimento contrário as grandes empresas, um movimentos de crítica, de não conformismo com as atitudes de certas empresas. Há atualmente uma nova mentalidade de consumo, um consumidor mais vigilante, ativo, que se preocupa com as grandes questões mundiais.
O reflexo disso é que as empresas precisam enxergar agora um ser humano, uma pessoa que possui sentimentos, posturas. Não há mais aquele posicionamento de se fazer o que quiser e quem quiser que compre. As empresas que agridem o consumidor, meio-ambiente, que trabalham de forma obscura, que exploram as pessoas, estarão em breve fora do jogo. A mentira acabou. Os consumidores buscam empresas transparentes, que se preocupam com o fator humano.
É assustador presenciar em The Corporation o que certas empresas conseguem fazer. Patentear material vivo, burlar leis, explorar pessoas. E mais: observar um corporativista defender de que tudo o que existe no planeta deve ser privatizado. Dificilmente uma idéia dessas vingaria nestes novos tempos. É insano.
E é importante ressaltar o trabalho de grupos, entidades, personalidades que trabalham para a construção de um futuro melhor. Não são as corporações as donas do planeta, somos nós, seres-humanos, consumidores.
Em um futuro breve, não seremos nós consumidores os dependentes das grandes corporações, elas é que serão dependentes de nós. Haverá uma relação mais estreita, mais humana. As empresas enfrentarão uma vigilância constante e a que não seguir este jogo estará fora. Por muito tempo as corporações devastaram o meio-ambiente, desrespeitaram leis e normas morais. Agora precisavam fazer o contrário. The Corporation deixou isso bem claro. Os consumidores cansaram de ser marionetes. Transformaram-se em ventríloquos. As empresas não são deuses, mas terão que agir de modo divino.
 Marcadores: Cinema
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Parabéns, Ten!
 Em agosto de 1991 o rock’n’roll ganhou um presente significativo, de peso. Sim, surgia mais uma nova banda, com mais um novo disco. Mas não era qualquer disco: se tratava de Ten, o primeiro álbum do Pearl Jam.
Passado mais de quinze anos, parece que a mídia, no geral, deu pouca atenção à comemoração, ao 15º aniversário do álbum. Claro, parece pouco perto de outros nomes que estão em atividade a mais de duas, três décadas. Mas na verdade é muito.
O Pearl Jam é um dos, senão, o único sobrevivente do grunge. Foi formado em Seattle, e fez sucesso junto com a lendária banda Nirvana, com o Soundgarden, Mudhoney, Alice in Chains, entre outros nomes. Seu núcleo surgiu do Mother Love Bone, e foi moldado após o lançamento do mítico projeto Temple of the Dog, uma homenagem a Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone morto por overdose.
E nestes mais de 15 anos, com mais de 9 discos em sua discografia, o PJ desafia o tempo e as estatísticas e se mantém firme, ativo, com uma postura política ferrenha e sempre mantendo uma uniformidade em seus trabalhos.
E o começo de tudo foi com Ten. São onze faixas que sobrevivem ao tempo e fazem este álbum como um dos mais importantes do cenário musical — eu como fã, acho o melhor da banda.
Alive, Even Flow, Black e Jeremy são as principais faixas, as que lançaram o PJ como grande banda, faixas que fizeram história (vale lembrar da repercussão do clip de Jeremy); foi o início de uma bela trajetória. São quinze anos de muita música, shows, protestos, ativismo e confusão, coisas estas que norteiam o rock’n’roll e seus filhos pródigos. Este é um lembrete de que existem bandas e álbuns que são eternos (caso do Ten, do PJ) e que 15 anos podem ser pouco para uma banda, mas não para um disco, que é sempre lembrando entre os melhores.  Marcadores: Música
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Kaiser Chiefs
 Yours Truly, Angry Mob é o segundo álbum de estúdio dos britânicos do Kaiser Chiefs e chega com a expectativa de no mínimo repetir o sucesso de público e crítica alcançado por seu trabalho de estréia Employment.
Bom, como em time que está ganhando não se mexe, os caras optaram em não arriscar muito e quase não se desviam da formúla de sucesso usada em seu trabalho anterior, fazendo com que esse segundo álbum possa ser até considerado QUASE um "irmão" do primeiro, já que também é cheio de teclados marcantes, muitos "la la las" e "uu uu uus", além de refrões p/ lá de pegajosos.
Pra quem gostou do primeiro álbum, Yours Truly, Angry Mob provavelmente será um prato cheio e com poucos desabores, já que fica claro que a intenção da banda não foi tentar reinventar a roda ou trazer grandes inovações p/ o seu som e dessa forma, mesmo sem repetir inteiramente a qualidade de seu trabalho anterior, o Kaiser Chiefs fez mais um disco pop, dançante e descontraído.
Já para aqueles que não curtem a banda, certamente não será dessa vez que eles te farão mudar de idéia ;-) Kaiser Chiefs - Yours Truly, Angry MobMarcadores: Música
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Kings Of Leon
 Because of the Times é o terceiro álbum de estúdio do quarteto formado pelos três irmãos Followill e por seu primo e teve seu sugestivo título inspirado em uma conferência de ministros da Igreja Pentecostal que aconteceu na Louisiana e a qual a família inteira compareceu. Com lançamento previsto para 02/04/2007, o álbum acabou de aparecer inteirinho na internet e já na primeira audição dá para perceber que os caras continuam com o pé na raiz bluseira e no rock de garagem, mas que também já variam um pouco mais do que em seus trabalhos anteriores, como pode ser ouvido na batida reggae de "Ragoo". A produção dessa vez ficou a cargo de Ethan Johns, que certamente colaborou p/ que o álbum não soasse tão parecido com os dois primeiros, deixando transparecer outras influências da banda, adicionando harmonias vocais e até mesmo coros a já conhecida formula guitarra, baixo e bateria. Confesso que gosto dos dois primeiros álbuns da banda, com uma vantagem um pouco maior para o primeiro, mas na minha opinião "Because Of Times" supera ambos pela coesão e diversidade demonstradas, deixando clara a evolução e o amadurecimento dos caras e fazendo com que o álbum seja um dos melhores lançamentos do ano, até agora. Kings Of Leon - Because Of The Times Marcadores: Música
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Chris Cornell
 Mesmo sabendo que nem todos os álbuns do Soundgarden ou do Audioslave são ótimos do início ao fim, daqueles que costumamos chamar de clássicos, não posso negar que sempre achei que Chris Cornell, vocalista de ambas as bandas, definitivamente possui uma das vozes mais privilegiadas que o rock 'n' roll já produziu e a prova disso é essa apresentação acústica feita pelo cara em 2006 na Suécia e que encontrei lá no One Died Simply . Aqui ele solta o vozeirão e apresenta um repertório cheio de clássicos, passando pelos já citados Audioslave e Soundgarden, pelo projeto paralelo Temple Of The Dog, além de mandar covers extramamente bem executadas de Bob Marley, Elvis Costello, Led Zepellin e acredite se quiser, fazer com que até mesmo Billie Jean de Michael Jackson soe arrepiante (no bom sentido). De quebra, ainda foram incluídas nesse bootleg que disponibilizo aqui p/ download duas músicas bônus executadas no mesmo estilo voz e violão para a Radio One em 20/12/06, uma delas saída de seu 1º e único álbum solo e a outra um cover obrigatório dos Beatles. Portanto, acho que tá ai mais uma prova de que Chris não faria feio se fosse posto ao lado dos grande vocalistas da história do rock 'n' roll. Tracklist: 01 - Doesn't Remind Me 02 - Like a Stone 03 - Wide Awake 04 - Fell On Black Days 05 - Be Yourself 06 - Billie Jean (Michael Jackson cover) 07 - Original Fire.mp3 08 - Redemption Song (Bob Marley cover) 09 - Peace Love And Understanding (Elvis Costello cover) 10 - All Night Thing 11 - Black Hole Sun 12 - Call Me a Dog 13 - Thank You (Led Zeppelin cover) 14 - Can't Change Me - Bonus Track Performed At BBC Radio One 15 - You've Got To Hide Your Love Away (The Beatles cover) - Bonus Track Performed At BBC Radio One Chris Cornell - Unplugged In Sweden
Marcadores: Música
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Velvet Underground - Norman Dolph Acetate
 Caiu na net uma versão preliminar do que seria o primeiro disco do Velvet Underground, The Velvet Underground & Nico. Dizem por aí que só existem duas cópias originais dessa versão, uma delas estava perdida e a outra está nas mãos do grande Lou Reed.A cópia "perdida" foi comprada por apenas 1 libra em um mercado de pulgas no Canadá, provavelmente esquecida em algum lugar, por um cara chamado Warren Hill que começou a vender cópias no eBay. O que aconteceu depois é fácil de imaginar certo? Hoje pude escutar todas as músicas com calma e todas as versões são realmente bem legais. Não há grandes mudanças em relação as versões finais que foram lançadas, apenas algumas pequenas nas melodia e também o fato de se serem versões nitidamente mais "cruas". Tracklist: "European Sun" "Black Angel's Death" "All Tomorrow's Parties" "I'll Be Your Mirror" "Heroin" "Femme Fatale" "Venus in Furs" "I'm Waiting for the Man" "Run Run Run" Velvet Underground - Norman Dolph AcetateMarcadores: Música
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Déjà Vu
 É um dia de festa para os marinheiros de New Orleans e todos levam suas famílias para um passeio no rio mississippi. Todos estão felizes e festejando, quando derrepente KABUMMMM... Uma bomba explode e vai tudo pelos ares.
Déjà Vu, novo trabalho do Tony Scott (Chamas da vingança), pode ser considerado mais um desses filmes que abordam viagens temporais, realidades paralelas e afins, teorias muito bem abordadas em filmes como Minority Report (2002) e Efeito Borboleta(2004), mas o filme traz com consigo os seus próprios méritos e um deles é deixar essa abordagem às vezes meio que em segundo plano.
Aqui através das maravilhas da física e da tecnologia, é possível enxergar o passado 4 dias e meio antes ao momento atual. É como ver um filme em tempo real de 4 dias atrás, se é que algo que tenha acontecido à 4 dias pode ser considerado "tempo real". Isso é um tanto filosófico demais para esse post, portanto, vamos ao que realmente interessa aqui.
Doug Carlin (Denzel Washington) é o agente da ATF (Alcohol, Tobacco and Firearms) responsável pela investigação da explosão na balsa, enquanto segue a investigação surge no mesmo local da explosão o corpo queimado de uma mulher, Claire Kuchever (Paula Patton), mas que os legistas comprovam ter morrido algumas horas antes da explosão.
Doug acaba convidado pelo FBI para participar da investigação oficial do caso. Com isso ele é apresentado à uma nova tecnologia que está sendo testada pelo governo americano capaz de reconstruir o passado 4 dias antes na linha temporal através de fotos de satélite e tecnologias tridimensionais. Convencido de que a morte Claire está diretamente ligada ao atentado, Doug rapidamente pede que eles observem cada passo de Clarie nos dias que antecedem o desastre.
Quando passa a observar a rotina de Claire, Doug acaba meio que se identificando com àquela mulher que só veio a conhecer depois de morta e mesmo assim senti que há algo de muito familiar naquilo tudo. No entanto, ao perceber que Claire em alguns momentos parece estar interagindo com eles enquanto eles a observam, ele passa a desconfiar que aquilo tudo era muito mais que uma mera máquina que reconstrói o passado através de imagens de satélite e ao questionar os outros agentes sobre isso acaba descobrindo que na verdade se trata de uma janela na linha temporal aberta para o passado.
Vislumbrando a possibilidade de voltar ao passado e impedir todo esse desastre, Doug inicia uma corrida contra ao tempo para salvar Claire e as pessoas da balsa. Essa corrida propociona seqüências eletrizantes e vale citar a perseguição pelas avenidas da cidade onde Doug, no presente, persegue o terrorista 4 dias antes! A ironia nisso tudo é que essa corrida contra o tempo não é contra o tempo no presente ou no futuro e sim o passado, onde os fatos já aconteceram.
O filme foi completamente filmado em New Orleans depois da passagem do furacão Katrina e em alguns momentos as paisagens destruídas da cidade dão um sentimento mais profundo e doloroso às tragédias e de como seria bom se pudéssemos evitá-las antes que acontecessem, ou até mesmo voltar no tempo e mudar tudo.  Marcadores: Cinema
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