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31 de Janeiro de 2007

O Homem Duplo


Baseado no livro de ficção científica A Scanner Darkly, do aclamado escritor Philip K. Dick, O Homem Duplo, dirigido e roteirizado por Richard Linklater, é uma filme-animação nada convencional. Utilizando uma técnica de animação singular, atores conhecidos, um roteiro intrigante e muita imaginação, o filme é um prato cheio para fãs de graphic novels e afins.

O Homem Duplo relata a história de um agente da polícia, Fred (Keanu Reeves), que se infiltra num grupo para poder descobrir mais sobre o tráfico de uma droga denominada “Substância D” e sobre o traficante Bob Arctor. Este começa, então, a espionar seus amigos Jim Barris (Robert Downey Jr.), Ernie Luckman (Woody Harrelson), Charles Freck (Rory Cochrane) e Donna Hawthorne (Winona Rider), a fim de encontrar o traficante ou ao menos obter mais informações sobre ele.

No entanto, Fred se encontra, em pouco tempo, numa situação difícil: ele descobre que o traficante Bob é ele mesmo, um duplo criado em sua mente pelo uso da Substância D. Sua neura piora quando ele, incumbido de investigar o tal traficante Bob — que é ele mesmo — se vê em gravações feitas em sua casa e tudo isso acompanhado pelos seus colegas de trabalho. Daí em diante é pura maluquice.

Além disso, a falta de privacidade, a desconfiança de tudo (aquele negócio de terrorismo, de não confiar em ninguém e temer a tudo) e a perda da identidade, contribuem para a degeneração de Bob (ou Fred), que terá mais uma chance de se regenerar e descobrir, de uma vez por todas, o que aconteceu consigo próprio.

A trama é diabólica e vai ficando cada vez mais asfixiante graças à técnica de animação empregada por Linklater. Denominada como rotoscopia interpolada, que consiste em “pintar” as imagens digitais feitas dos atores, a técnica garante uma vivacidade surpreendente das cenas, inclusive as que possuem muita movimentação e contribuem de modo muito positivo com a insanidade do filme. Preste atenção em todos os ganchos e se divirta com o final inusitado.

Para completar, no dia 5 de fevereiro estará disponível nas livrarias o livro de Philip k. Dick, o grande escritor de ficção contemporânea. O Homem Duplo será distribuído pela editora Rocco. Não perca essa dupla oportunidade.

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Kelly Jones



Depois de quase uma década a frente do Stereophonics, Kelly Jones lançou no dia 29 desse mês seu primeiro projeto paralelo "Only The Names Have Been Changed", um álbum que foi gravado em apenas 36 horas e que vem sendo descrito como pessoal, cru e orgânico.

Todas as 10 faixas levam um nome feminino como título e segundo o próprio Kelly, ele escolheu esses nomes ao acaso e escreveu a história das personagens da mesma forma que costumava fazer quando tinha 18 anos.

O álbum está sendo distribuído somente em formato digital através do iTunes Store e mesmo sem muita divulgação, já ocupava o 1º lugar na lista de downloads britânicos no momento em que esse texto foi escrito.

Mesmo não sendo um álbum perfeito, o vocal inconfundível de Kelly amparado apenas por seu violão, por delicados arranjos de cordas e um piano incidental aqui e ali, fazem com que em seus melhores momentos "Only The Names Have Been Changed" soe intimista, melancólico, belo e até mesmo cativante.

Kelly Jones - Only The Names Have Been Changed

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30 de Janeiro de 2007

Segunda dose


Para quem se lembra e não é fã da banda, parece pouco tempo. Mas para nós aqui do doidos, eles já estavam demorando. Sim, Placebo retornará ao Brasil neste ano de 2007.

O trio “londrino” nascido em 1994 volta às terras tupiniquins depois de seus shows aqui em abril de 2005. Eles farão dois shows em março. O primeiro no dia 25, precisamente no Claro Hall, Rio de Janeiro e o segundo no dia 27, no Credicard Hall em São Paulo.

O álbum Meds, lançado ano passado será a base do repertório do show, mas certamente Brian Molko e seus companheiros não deixaram de tocar os outros pegajosos sucessos da banda.

Agora o jeito é apenas aguardar informações sobre a venda dos ingressos e principalmente, os preços.

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29 de Janeiro de 2007

Arcade Fire


Acabou de aparecer na rede o link p/ o aguardado novo álbum do Arcade Fire "Neon Bible" e como sei que a maioria do pessoal quer mesmo é ouví-lo, resolvi postar o link por aqui antes mesmo de ouvir o trabalho na íntegra e escrever uma pequena resenha dizendo a vocês o que esperar da "bolacha", portanto, baixem o álbum e tirem suas próprias conclusões.

Arcade Fire - Neon Bible

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24 de Janeiro de 2007

Klaxons


O Klaxons é uma banda de Londres que foi formada em 2005 por Jamie Reynolds (vocais e baixo), James Righton (teclados e sintetizadores), Simon Taylor-Davis (guitarra) e Steffan Halperin (bateria).

Muito conhecidos na cena underground, os caras começaram a chamar a atenção da mídia com o lançamento dos singles "Gravity's Rainbow" e "Atlantis To Interzone", chegando inclusive a ser capa da NME (New Musical Express).

No meio de tanto alarde, creio que o mais difícil p/ a imprensa especializada foi conseguir definir o som do Klaxons, já que alguns chegaram até a descrevê-lo como uma improvável mistura de "acid-rave sci-fi punk-funk", enquanto que a própria banda diz que seu som é "Screamo / Happy Hardcore / Pop"?!?!

Definições a parte, a verdade é que com "Myths Of The Near Future", seu 1º álbum de estúdio, os fundadores da chamada "New Rave" pegam carona em tudo o que foi produzido no começo da década de 90, seja indie, punk, pop ou rave, adicionaram linhas de baixo pra lá de distorcidas, vocais hora desolados, hora ensandecidos, sirenes e muito sintetizador e fizeram um álbum que deverá ser apreciado não somente pela galera que dança na pista balançando seus "glow-sticks".

Klaxons - Myths Of The Near Future

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22 de Janeiro de 2007

Arcade Fire


No dia 06 de Março desse ano o Arcade Fire deverá lançar o seu aguardado 2º álbum de estúdio "Neon Bible", só que ao invés de falar dele, hoje eu resolvi voltar alguns anos no passado e disponibilizar o 1º EP gravado pela banda, que também é conhecido como "Us Kids Know" por causa de uma frase na letra de "No Cars Go".

Lançado em 2003, esse EP traz o mesmo Arcade Fire emocional e cheio de paixão, carregado de belas letras e dos arranjos grandiosas que o grande público só veio a conhecer no aclamado "Funeral" de 2005.

Aliás, também é interessante perceber que esses dois anos de intervalo entre o lançamento de um e outro quase não podem ser notados, tamanha a qualidade das músicas que compõem o EP, com destaque absoluto p/ a belíssima e já citada "No Cars Go".

Sombrio e melancólico, mas ao mesmo tempo otimista e contagiante, com esse EP o Arcade Fire dava seus primeiros passos em direção ao mainstream e ao merecido reconhecimento de público/crítica.

Arcade Fire - Arcade Fire EP

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18 de Janeiro de 2007

Cartas de Iwo Jima


O drama Cartas de Iwo Jima (Letters From Iwo Jima, 2007) é o longa-metragem complementar de A Conquista da Honra, ambos dirigidos por Clint Eastwood e produzidos por Steven Spielberg. O ambicioso projeto do diretor, de recriar a sangrenta batalha de Iwo Jima, no Japão, durante a Segunda Grande Guerra, dedicando um filme a cada lado do combate, foi bem sucedido.

A Conquista da Honra trata a batalha sobre a ótica norte-americana, tendo como pano de fundo a famosa fotografia dos soldados estadunidenses hasteando a bandeira na ilha nipônica. O filme demonstra as fragilidades, emoções e conflitos dos combatentes, e todos os mitos e mentiras criadas sobre o conflito.

Desta mesma maneira é conduzido Cartas de Iwo Jima, filme que narra o lado japonês do combate. A partir de um grupo de militares, a história é recontada, baseada nas famosas (a exemplo da foto americana) cartas dos soldados japoneses, encontradas nos túneis onde combateram.

Tadamichi Kuribayashi é o tenente-coronel que lidera a ferrenha defesa nipônica. Com poder de fogo inferior ao americano, número de homens reduzido e tendo que cumprir um plano de guerra traçado pouco antes do combate, o exército japonês se apóia na bravura e disciplina de sua cultura para encarar os soldados ianques.

Kuribayashi viveu nos EUA e possuía uma relação amigável e um carinho pelo país, que só pode ser afetado por seu patriotismo e lealdade ao Japão. Exímio estrategista, ele foi o grande responsável pelos quase 40 dias de defesa da ilha. Conhecia bem seu inimigo e possuía uma relação de respeito com seus colegas combatentes, o que lhe rendeu grande respeito. Ao seu lado estava Baron Nishi, campeão eqüestre olímpico, Saigo, um modesto padeiro que deixou sua mulher grávida em casa para combater, Shimizu, um jovem policial, Ito, militar linha dura que se mataria caso precisasse se render, entre outros.

Cartas de Iwo Jima, assim como a Conquista da Honra, não visa mostrar quem são os vencedores e perdedores deste combate. Tenta e consegue mostrar o lado humano, a lealdade dos soldados com seus amigos, a incerteza, a dúvida com relação à posição em que foram colocados. É mais um filme sobre relações humanas do que sobre guerra. Com algumas digressões sobre as personagens citadas, o filme vai tracejando o destino de cada um durante a luta, expondo seus medos, defeitos e atributos.

O povo japonês é muito convicto de suas ideologias e em Cartas de Iwo Jima isso fica muito explícito. Os suicídios, a dedicação, o silêncio ante uma decisão de vida e morte, a concentração, o empenho, está tudo lá. Não é à toa que o filme já recebeu o Globo de Ouro de melhor filme falado em língua estrangeira (o filme é todo falado em japonês).

É impossível não ficar atônito a essas duas grandes produções. E não será surpresa nenhuma se Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra ser tornarem, juntos, os grandes vencedores dos prêmios do próximo Oscar. Confiram.

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Pearl Jam só pra sócios.


O Pearl Jam novamente vai liberar duas novas regravações apenas para seu fâ-clube oficial.

Uma música é a conhecida "Rockin´ in The Free World", composta por Neil Young e que já foi regravada pela banda alguns anos atrás. Mas nesta nova versão, além de ser ao vivo, conta com as participações de Bono e The Edge do U2.

A outra também se trata de uma regravação, dessa vez do The Who. A música "Love Reign O´er Me" foi produzida pelo mesmo cara (Brendan O´Brien) que produziu três músicas da coletânea Rearviewmirror, também do grupo.

Essa segunda música já esta cotada para a trilha sonora do filme Reign Over Me e já esta tocando em várias rádios americanas.

O jeito é esperar que a música vaze ou que seja vendida em formato digital. Enquanto isso, em fevereiro, os sócios do fã-clube já estarão recebendo o single pelo correio.

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16 de Janeiro de 2007

A Conquista da Honra


Poucos ousam questionar a importância e talento do ator, diretor e produtor Clint Eastwood. Ainda mais os que acompanham rigorosamente seus trabalhos. Clint parece ter encontrado uma fórmula para realizar filmes dignos de salas lotadas por todo o mundo e de elogios por todas as partes. Abordando temas delicados como estupro, eutanásia e guerra, o cineasta, desde 2003, vem realizando verdadeiras obras-primas.

Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, EUA, 2003), que contava em seu elenco com nomes como Sean Penn, Kevin Bacon e Tim Robbins, é um dos grandes filmes de Clint. O filme relata um fato ocorrido durante a infância dos três amigos: um deles sofreu abuso sexual. O fato teve desdobramentos quando os três já eram adultos. Tema delicado, mas tratado com maestria pelo diretor. Menina de Ouro (Million Dollar Baby, EUA, 2004), que além do próprio Eastwood, conta com Morgan Freeman e Hilary Swank no elenco, narra a trajetória de uma boxeadora, os preconceitos que ela superou para se tornar profissional e o drama que passa após um acidente no ringue e o dilema que surge sobre a eutanásia. Não foi à toa o vencedor do Oscar de Melhor filme e melhor diretor, entre outros.

Agora o diretor nos presenteia com outro grande filme: A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, EUA, 2006), com previsão de estréia aqui no Brasil em fevereiro próximo. O filme, que tem como produtor Steven Spielberg, fala sobre a cruel batalha do Pacífico, na Ilha de Iwo Jima, entre japoneses e norte-americanos. Mas o filme não parte do convencional. Seu ponto de partida é a famosa foto dos seis soldados fincando a bandeira do EUA em uma montanha da ilha. No filme, a guerra é relatada e desmistificada através dos três soldados sobreviventes que ajudaram a hastear a bandeira, seus pontos de vistas, suas emoções e tudo o que ocorreu por causa da tal foto.

A Conquista da Honra é baseado no best-seller Flags of Our fathers, escrito por James Bradley e Ron Powers. Bradley é filho de um dos três soldados que estava na foto, John “Doc” Bradley, que pertencia ao corpo médico da Marinha estadunidense. A foto tirada por Joe Rosenthal, da Associated Press, é uma das imagens mais marcantes do século XX. Não pelas características técnicas e artísticas da teoria fotográfica, mas pela repercussão política e pelos mitos criados em torno dela. E é justamente em cima destes aspectos que Clint conduz o filme. O longa-metragem intercala cenas que mostram os três combatentes excursionando pelo país como heróis para arrecadar bônus de guerra e toda polêmica que surgiu em torno da foto e faz digressões dos combatentes nos momentos mais insanos e horrendos do combate.

John Doc Bradley (Ryan Phillippe), René Gagnon (Jesse Bradford) e Ira Hayes (Adam Beach), Michael Strank, Harlon Block e Franklin Sousley são os seis combatentes que estão na foto. Destes, os três últimos foram mortos em combate. O filme circunda os aspectos psicológicos e emocionais de John, René e Ira, como cada um reage à supervalorização em torno da fotografia e as mentiras criadas para se arrecadar fundos para a guerra. A primeira polêmica é gerada quando René troca um dos nomes dos combatentes que estavam verdadeiramente na foto (na imagem não aparece o rosto de nenhum). Depois, a mídia questiona se a foto foi ou não encenada. Logo surge a história de que aquela bandeira hasteada na foto era, na realidade, uma substituta de uma outra que já havia sido levantada por outros soldados. E por fim, a parte mais relevante: o governo utilizou aquela imagem para mostrar uma vitória norte-americana, que decerto ocorreu, mas que custou milhares de vidas. Enquanto o país saudava os três combatentes, seus amigos já haviam morrido e muitos outros ainda se sacrificavam sem saber ao certo o porquê.

Sim, é um filme ousado. Primeiro pelas proporções do longa, o número de pessoas envolvidas e por toda a recriação da batalha. Segundo por tocar num tema interessante, principalmente no EUA, que é o impacto da mídia sobre as guerras (afinal eles adoram uma, não é?) e a questão do “herói”. Herói é aquele que mata por uma nação, que assassina sem saber exatamente o motivo? Herói é aquele se sacrifica por seu país ou por seus amigos? Como é citado no filme: “Heróis são criados pelo fato de precisarmos deles”. Os americanos adoram criar e cativar heróis (lembre-se que o Superman, o Homem Aranha, entre outros, são criações dos americanos) para se mostrarem superiores e para ajudar a montar uma imagem de vencedores, mesmo que isso não esteja acontecendo (Vietnã, por exemplo).

A Conquista da Honra é muito feliz quando aponta que os soldados podem até lutar pelo seu país, mas morrem pelos seus amigos, pelos combatentes que estão ao seu lado. È mais feliz ainda quando Ira, um dos combatentes, diz não suportar ser tratado como herói pelo simples motivo de só ter evitado não ter sido morto. Fora isso é impressionante o realismo do combate, as explosões, a câmera frenética transitando entre tanques de guerra, aviões, navios e corpos. É impressionante.

E Clint não para por aí. A ousadia é maior. Ele e Spielberg rodaram um outro filme, que contará o lado japonês do combate, Cartas de Iwo Jima (Letters from Iwo Jima), todo falado na língua do Sol Nascente. É ousado, pois será a mesma história, no mesmo tempo e espaço, o que necessitará de atenção redobrada para não causar distorções entre um e outro.

Clint Eastwood continua preciso como os revólveres que empunhava no Velho Oeste. Mais um belo disparo.

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10 de Janeiro de 2007

A novela do YouTube.


De um lado, o YouTube, um site de compartilhamento de vídeos na internet criado pelos americanos Chad Hurley e Steven Chen, comprado pelo Google há pouco tempo.
De acordo com pesquisas, está entre os 10 sites mais usados para baixar e ver vídeos, com cerca de 42,2%.

Do outro, Daniela Cicarelli que protagonizou junto com seu atual namorado, em setembro, um dos vídeos mais vistos na internet. O vídeo mostra cenas calientes entre os dois em uma praia da Espanha.

Problema: O vídeo foi por diversas vezes postado e retirado do ar no site, já que continha cenas fortes e consideradas de sexo explicito, o que não é permitido pela política do portal.

Resultado: O Tribunal da Justiça de São Paulo determinou, no dia 6, em caráter liminar, que o YouTube saia do ar no Brasil. A decisão foi divulgada pelo desembargador Ênio Santarelli Zuliani, que atende o pedido dos advogados de Renato Malzoni Filho, namorado da apresentadora, modelo ou seja lá o que ela for.

De acordo com a BrasilTelecom, este bloqueio já está ocorrendo desde o sábado(6) e não será apenas o vídeo dela que se tornará indisponível, mas sim todos os demais vídeos. Isso porque é inviável bloquear apenas um vídeo especifico.

Segunda (8), outras empresas também anunciaram o inicio do bloqueio, como Telefônica. Ontem, usuários do Speedy, iG, Ibest e BrTurbo já não conseguiam mais acessar o site.

Este assunto está dando pano pra manga, afinal diversos internautas estão indignados com tal decisão e boicotando a moça e a MTV, como podem ver neste link. Muitas outras campanhas como já estavam e ainda rolando pela internet.

Porém, ontem o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu tal bloqueio. O acesso ao vídeo, no entanto, continua proibido. Segundo o mesmo desembargador, as operadoras já podem liberar o acesso, contanto que as mesmas informem as razões técnicas que não permitem bloquear apenas o vídeo.

Nesse vai e vem de bloqueios e desbloqueios, quem fica sem saber o que acontecerá é o próprio internauta, que não está disposto a pagar preço nenhum pela falta de moral e bom senso de alguns artistas.

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9 de Janeiro de 2007

Last Days no Brasil


Depois de muita espera, finalmente nós brasileiros vamos poder conferir (pelo menos por métodos legais hehe) um dos filmes mais esperados por todos que curtem filmes alternativos e música, é claro.

Estou falando de Last Days, último filme do cineasta Gus Van Sant (Elefante). Depois de passar pelo Brasil em amostras e festivais, sempre no circuito alternativo, a Warner divulgou ontem que o DVD finalmente será lançado no dia 8 de março de 2007 com o título Últimos Dias.

O filme se passa em meio ao surgimento da cena Grunge em Seattle no início dos anos 90 e conta a história da carreira de um jovem astro de rock chamado Blake , interpretado por Michael Pitt (Bully) e sua banda.

Focado em todos os problemas pelos quais passam em sua curta carreira e principalmente nos problemas pessoais do atormentado jovem Blake em sua eterna busca por respostas para preencher o grande vázio que sente, porém por mais que procure, Blake só encontra a resposta para essa agonia na morte.

No filme, a banda em questão e toda a sua história, foi inspirada no Nirvana e no seu principal membro , Kurt Cobain, portanto, qualquer semalhança entre as duas histórias não é mera coincidência.

O filme ainda tem no seu elenco Lukas Hass, Asia Argento e Kim Gordon.

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8 de Janeiro de 2007

A Grande Final


Restrito ao circuito alternativo e com estréia marcada para o dia 19/01, A Grande Final (La Gran Finale, Espanha /Alemanha, 2006) é um filme curioso. Tecnicamente é simples, divertido, mas vai um pouco além do trivial. Gerardo Olivares, diretor, escolheu a final da Copa do Mundo de 2002 para mostrar de uma forma bem humorada a dificuldade do acesso à informação para certos grupos étnicos e o impacto do futebol nos lugares mais austeros do mundo.

Não há praticamente nenhuma semelhança entre uma tribo indígena Amazônica, uma tribo nômade que perambula pelas planícies inóspitas da Mongólia e um grupo de negros no deserto de Niger, a não ser o desejo de acompanhar uma partida de futebol entre Alemanha e Brasil, partida esta que foi acompanhada por bilhões de pessoas.

Cada grupo encontra uma saída para conseguir acompanhar a grandiosa final da Copa. E durante esta aventura, as personagens constroem momentos divertidos, sutis, mas divertidos. Na Floresta Amazônica, ao som de Ari Barroso, quatro índios fazem o impossível para conseguir sinal para a velha televisão. Na Mongólia, os nômades procuram uma rede elétrica para ligarem o aparelho e no deserto o desafio é arrumar uma antena (a televisão é ligada na bateria de um caminhão). Até aí, nada demais, tudo muito “sem graça”. Mas é justamente aí que começa o divertimento. Pessoas tão diferentes, em lugares tão longínquos, criando soluções “alternativas” para assistirem uma partida de futebol é algo que chama a atenção.

Mas a partida, em si, não possui muita importância para o filme. O primordial é observar como o futebol une culturas tão distintas, como os valores destas estão sendo escamoteados pela cultura de massa (e o futebol é, sim, um meio de massificação) e como, ainda hoje, em um mundo globalizado, há comunidades isoladas, ou melhor, quase isoladas.

O humor fica por conta também das rivalidades geradas dentro dos próprios grupos, entre torcedores da Alemanha e do Brasil e da velha e conhecida (o velho clichê) briga entre homens e mulheres, já que elas não conseguem entender essa fixação religiosa por um jogo.

A Grande Final é, por fim, um filme simples, mas que vale a pena ser visto. Seu objetivo principal é entreter. No entanto demonstra que as culturas mais antigas do mundo estão perdendo sua particularidade e entrando, de modo gradual, no universo da cultura de massa. Basta relevar a cena de um dos índios dizendo a seus companheiros que possui uma camiseta original da Nike. Isso enquanto caçam.... Sinais dos novos tempos.

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2 de Janeiro de 2007

Keith Richards, o pirata...


Quando gravou o primeiro Piratas do Caribe, o astro Johnny Depp disse que tinha se baseado em uma lendária figura do rock para compor o seu personagem, o pirata Jack Sparrow, um beberrão quase junkie.

A figura em questão era ninguém menos que o Keith Richards (guitarrista dos Rolling Stones). Para as duas seqüências do filme surgiu a idéia de convidar o eterno junkie para interpretar o pai de Jack, e ele prontamente aceitou tal proposta, porém por dificuldade de agenda não pode participar do segundo.

No entanto na próxima seqüência da cinissérie, Piratas do Caribe - No fim do Mundo, todos poderão conferir a participação de Richards. Aparentemente será uma participação pequena, mas certamente muito interessante.

Dias atrás foi noticiado que as cenas já tinha até sido gravadas e que renderam alguns momentos de tensão e humor no set. Num deles Richards, depois de tomar "várias", estava meio que cambaleando na hora da cena e quando o diretor tentou firmá-lo, o stone soltou a seguinte pérola: "se você queria um cara firme, chamou o homem errado" (hehehe o cara é mesmo foda).

Bom, eis que saiu finalmente a primeira imagem de Richards vestido como o Sparrow pai, confiram acima.

Dica:

Comprei uma camiseta do Radiohead num site de uma galera lá do Paraná muito loka. A malha é bem legal, os preços são justos (hehe) e os caras entregam em tudo quanto é lugar, e eles também vendem bottons. Tudo baseado em bandas, como eles mesmos dizem "Música que veste".

Não é em qualquer lugar que podemos encontrar esses produtos com essa qualidade, principalmente em algumas regiões do país, então fica aí a dica. Pra saber mais sobre eles é só clicar na imagem abaixo e acessar o site.




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© 2003-2009 Doidos Varridos. Arte por Victor Farat.
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Postado por Jim | 5:51 PM | 0 comentários



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