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26 de Dezembro de 2006

The View


O "The View" foi formado no começo de 2005 em Dryburgh, um pequeno distrito de Dundee na Escócia e desde então, os caras saíram direto dos pubs locais p/ ganhar destaque na cena underground abrindo shows p/ bandas mais renomadas, como Babyshambles, Primal Scream e The Undertones.

Como não poderia deixar de ser, nós aqui do Doidos já estávamos de olho na banda desde que soubemos de seu envolvimento com Pete Doherty, das confusões ao lado do namorado de Kate Moss, do lançamento de seus primeiros singles e de seus shows sempre lotados.

Em 22 de Janeiro de 2007, eles irão lançar seu ábum de estréia "Hats Off to the Buskers", que foi produzido por Alan Mcgee (Oasis e The Verve) e já vem carregado de hype, fazendo com que a banda seja apontada como o Arctic Monkeys de 2007.

Para nossa grata surpresa, nem foi preciso esperar até o ano que vem para conferir se a comparação realmente era válida, já que semana passada o álbum acabou aparecendo na internet e após ouví-lo na íntegra por algumas vezes, posso dizer que o The View não foge muito da formúla seguida pela maioria das novas bandas britânicas, como Holloways e Young Knives e apoia seu som no punk a "la The Clash" com um toque de britpop aqui e ali.

Hats Off to the Buskers não irá mudar o mundo e nem tampouco definir uma era, mas certamente fará com que 2007 comece com o pé direito em relação aos lançamentos musicais e irá dar ao The View um lugar de destaque na cena musical britânica.

The View - Hats Off To The Busker
Thx to The Soapbox Forum

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19 de Dezembro de 2006

Uma simples historinha?


Entre os livros mais conhecidos de todo o mundo, com certeza está Alice no País das Maravilhas. Muitas pessoas podem até não ter lido o livro, mas com certeza já ouviram algum trecho do enredo, o nome de algum personagem e etc.

O livro foi escrito por Charles Lutwidge Dodgson, popularmente conhecido como Lewis Carroll, nascido em Daresbury, Inglaterra, em janeiro de 1832. Além de escritor, Carroll trabalhou como fotógrafo e lecionou matemática em Oxford.

Seu livro de maior sucesso, Alice..., foi publicado em 1865 e se tornou febre instantaneamente, e com o passar do tempo virou um dos grandes best-sellers mundiais.

Mas afinal, Alice no País..., é um livro para crianças ou sobre crianças? Melhor dizendo, o livro foi escrito apenas para o universo infantil, ou Carroll criou um universo “infantil”, lúdico, para crianças e para adultos?

Em primeiro lugar, é preciso levar em conta que há uma diferença entre escrever uma história para crianças e uma história sobre crianças. Pode-se escrever uma trama apenas com crianças, mas com temas para adultos e vice e versa. O emblemático livro de Carroll, quando publicado e por sugestão do escritor Henry Kingsley, não ficou especificado se era para adultos ou para crianças e este é um dos primeiros motivos que geram a dúvida. Mas não só.

Ao seguir o coelho e entrar no mundo “maravilhoso”, Alice se depara com coisas “estranhas”. Ela muda, vê bichos esquisitos e mal educados, cartas de baralho falantes, tiranos impiedosos e uma porção de maluquices. No entanto, Carroll, com certeza, não escreveu nada sem propósito.

O que parece ser uma história nonsense para crianças esconde, na verdade, reflexões que o próprio autor deve ter feito e resolveu incluí-las na fábula. Por exemplo, no quinto capítulo do livro, O Conselho de uma Lagarta, Alice se depara com uma pergunta intrigante: “Quem é você?”, dispara a Lagarta. Para qualquer um de nós poderia até ser uma questão simples: eu sou fulano de tal, portador do RG tal, residente do bairro tal. Porém, naquele mundo estranho, de que essa resposta valeria? E afinal, nós nos reduzimos a apenas um nome e alguns números? Não somos nada além disso?

Em outro ponto da fábula Alice fica estarrecida pelo fato de uma rainha mandar decapitar um monte de “gente” por coisas que ela considera banais. Pois bem, o que há de racional em matar pessoas por causa de notas de papel ou mesmo por causa daquela lama negra gerada a partir de fósseis de dinossauro? O que há de inteligente em assassinar pessoas por causa intrigas entre times rivais ou mesmo por causa de diferenças religiosas? As questões levantadas pela mente “ingênua” de Alice se encaixam perfeitamente no mundo “real”. Será mesmo que Lewis não pensou nisso ao escrever o livro “mais fantástico para crianças”, como muitos rotulam? E essas mensagens são mesmo para os pequenos ou para os pais que lêem para eles?

Para finalizar, vai um trecho em que a Duquesa fala sobre moral para Alice: “nunca imagine que você não é senão o que poderia parecer aos outros que o que você foi ou poderia ter sido não era senão o que você tinha sido que lhes teria parecido diferente.” Ou seja: que as crianças curtam o livro e os adultos reflitam sobre ele.

15 de Dezembro de 2006

O Tigre e a Neve


Depois do sucesso vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, A Vida é Bela (La Vita è Bella, Itália, 1997), Benigni atua e dirige outro surpreendente filme, O Tigre e a Neve (La Tigre e la Neve, Itália, 2005).

Attilio de Giovanni (Benigni) é poeta e professor universitário na cidade de Roma, na Itália. É um verdadeiro sonhador, de espírito livre, otimista e de um bom humor incrível. Com um perfil destes, Attilio não poderia se de outro jeito: é estabanado, esquecido e romântico. Seu grande desafio: conquistar Vittoria (Nicoletta Braschi), mulher pela qual nutre um amor arrebatador e que fará de tudo para ser correspondido.

A história se passa no ano de 2003. O mundo estava tenso com a eminente guerra no Iraque. Na universidade onde o poeta lecionava os ânimos dos alunos já estavam acirrados. Nesta época, Vittoria, que também era do meio literário, estava escrevendo um livro sobre um poeta iraquiano, Fuad (Jean Reno). Este passou por Roma para algumas palestras e, logo que estourou o conflito em seu país, retornou para lá. Querendo finalizar seu livro, Vittoria resolve, para infelicidade de Attilio, ir para Bagdá acompanhar Fuad.

Mas uma ligação no meio de uma madrugada de Fuad para Attilio, muda o destino de todos: Vittoria levou um tiro na cabeça, e encontrava-se em estado crítico. Attilio resolve então viajar o mais breve possível para ajudar sua amada. Após fazer de tudo para salvar Vittoria, Attilio é preso confundido pelos soldados americanos e preso por engano.

O filme tem todos os ingredientes de um grande romance. Mas é uma comédia (estamos falando de Roberto Benigni!) com momentos de romantismo, drama e críticas, de modo cômico, à guerra.

O filme é instigante. Primeiramente pelo tom humorado do “casal” Attilio e Vittoria. Ele, na ânsia de conseguir tê-la, a persegue pelas ruas de Roma, realizando cenas divertidíssimas. Ademais, Attilio é delicado e divertido, o que demonstra em cenas com suas duas filhas, por exemplo.

Somado a isso, a trama é bem montada, toda a narrativa, desde a tentativa de conquista de Attilio até o desfecho pós-viagem. É uma daquelas histórias envolventes, intrigantes e que com sutileza emocionam e agradam os expectadores.

Benigni é um grande profissional. Neste filme ele atuou, dirigiu e escreveu o roteiro em parceria com Vicenzo Cerami. Ele nos dá cenas e de raro valor. Uma delas muito divertida é uma cena em que leva Vittoria, de modo inesperado, ao seu apartamento. O seu modo desastrado de agir é impagável. Algumas pessoas reclamam, apesar de ressaltarem seu talento, que Benigi é muito exagerado, como disse um senhor no cinema, é muito palhaço. Realmente, em certas partes de o Tigre e a Neve, parece ser impossível manter um senso de humor como o de Attilio em meio a tantas coisas negativas. Mas que bom seria o mundo se houvesse muitos Attilios! Ele consegue tornar a vida mais suportável e como ele mesmo disse: “até para sofrer é preciso ser feliz”.

Mas as cenas mais “ricas” do filme ocorrem no Iraque. Apesar de uma comédia, o filme tem seu momento de reflexão quanto ao conflito e sobre até onde pode o amor levar um homem.

Uma das cenas de destaque é no hospital onde estava Vittoria. Havia muitas moscas no lugar e Attilio, ao encontrar um mata-moscas, declara ter encontrado uma arma de “destruição em massa”. Outra acontece no meio deserto quando a moto dele para por falta de gasolina e ele exclama: “eu sem gasolina no Iraque, que ironia...”.

Mas a frase que pode causar mais impacto nos expectadores não foi dita pelo personagem de Benigni, mas pelo poeta iraquiano Fuad ao interrogá-lo: “Você sabe por que existem as guerras? Porque o mundo surgiu sem os homens e acabará sem eles”.

Não deixem de ver esse grande filme!

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14 de Dezembro de 2006

HQ coreana sobre a vida de Che Guevara


O governo da Coréia do Sul tem investido pesado no mercado de história em quadrinhos e alguns bons frutos desse investimento já podem ser vistos. Um bom exemplo é a hq Che - Uma Biografia que chega às bancas essa semana com distribuição setorizada.

A hq, que tem 250 páginas e deve custar em torno de 23 reais, traz a biografia do lendário revolucionário argentino desde o seu nascimento, passando pela revolução cubana, até a sua execução no Bolívia em 1967.

O escritor e desenhista Kim Yong-Hwe, autor da obra, prioriza o lado humano e revolucionário do mito Che Guevara mostrando principalmente suas idéias revolucionárias e a crença de que o países latino-americanos só conseguirão a sua liberdade através de uma luta armada. Em algumas partes podemos ver transcrições completas das cartas do próprio Che.

Não é todo dia que vemos coisas assim por aqui não é mesmo? Então, corra até a banca mais próxima e garanta já a sua! (Isso pareceu comercial do polishop ou daquele "1406" hehehe)

;)


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13 de Dezembro de 2006

Revival


Aqui vai uma dica pra você que adora ver e rever aqueles e-mails de programas, brinquedos e doces antigos que lembram a sua infância e que estão extintos.

No site séries e desenhos, você encontra algumas pérolas como: Capitão América, The Beatles, Corrida Maluca, Wally Gator, Casablanca, Godzilla, Mágico de Oz, Alf, o Eteimoso, Anos Incríveis, Changeman, Blosson e mais um monte de coisas antigonas.

Portanto, se você tem mais de 20 anos, com certeza vai adorar e lembrar de muita coisa...e ainda se você estiver inspirado, pode comprar alguns dvds e livros na própria loja do site. Entrem e vejam porque vale a pena!

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12 de Dezembro de 2006

Legião Urbana - Dois (1986)


Sete álbuns lançados até 1996, mais de 13 milhões de discos vendidos até hoje, músicas e letras inesquecíveis, esses são apenas alguns dos muitos motivos que fizeram com que a Legião Urbana cravasse seu nome na história da música brasileira.

A banda surgiu no início dos anos 80, em Brasília, uma época em que o rock nacional trazia nomes como Paralamas do Sucesso e Titãs. A banda era liderada pelo eterno trovador solitário Renato Russo, seguido pelos legionários Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (que deixaria a banda após a gravação do 3º disco "Que País É Este?", lança seu primeiro disco em 1984 e desponta para o Brasil com músicas como "Será" e "Geração Coca-Cola".

Bem... Gostaria de poder falar de toda a obra dessa banda, mas como só posso falar de um disco, resolvi fazer a crítica de um que na minha opinião é o melhor disco de rock tupiniquim de todos os tempos, um clássico do rock mundial, "Dois", que é o segundo trabalho da banda lançado em 1986, esse disco traz alguns dos maiores clássicos da banda.

O disco começa com um trecho de "Será", música que abre o primeiro disco da banda, tocando em segundo plano, alguns segundos depois se ouve os primeiros acordes de "Daniel Na Cova Dos Leões" e logo no início a banda mostra o que podemos esperar desse disco. Em seguida vem a serena "Quase Sem Querer", que fala basicamente da inquietude do ser humano e traz um dos versos mais clássicos de Renato Russo: "Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém...". "Acrilic On Canvas" é a terceira música do disco, para alguns a melhor música da Legião e como quase todas as letras da banda é uma letra muito pessoal e intimista.

Já estou quase nas nuvens quando ouço os primeiros acordes de outro grande clássico do rock nacional, "Eduardo E Mônica" traz uma história de amor entre dois jovens de idades e costumes diferentes, e consegue ao mesmo tempo traduzir um amor comum e cotidiano, ponto forte nas letras do Renato.

O disco segue e mesmo sendo a enésima vez que o escuto, ainda tenho a mesma satisfação da primeira vez, tanto que quando os belos acordes de "Central Do Brasil" soam no aparelho já abri uma latinha e escuto a primeira música totalmente instrumental da banda, o que viria a ser uma coisa costumeira em seus discos sucessores. Finalmente toca "Tempo Perdido", uma música que fala da juventude de uma forma que só o Renato conseguia, como não dizer que é um clássico?

Faixa após faixa o disco segue e escuto na seqüência "Metrópole", "Plantas Embaixo Do Aquário" e "Música Urbana", músicas com letras mais agressivas e som um tanto mais pesado.

Faixa 10, "Andrea Doria", simplesmente fantástica, animal, loka!!! Na minha opinião, a melhor música da Legião, descrita nas palavras do próprio Renato Russo dessa forma: "uma jovem que quer mudar o mundo, porque está tudo horrível. Coloca bem a questão da juventude, ter sonhos, fazer planos e esbarrar neste mundo de hipocrisia, de mentira, do capitalismo, do consumismo. Andrea Doria é um navio que afundou", sem comentários.

O disco vai chegando ao seu final, mas ainda tenho tempo de ser bombardeado com mais dois grandes clássicos, o primeiro é "Fábrica", um grito contra a exploração dos mais fracos em versos como "Quero trabalhar em paz não é muito o que eu lhe peço, eu quero trabalho honesto em vez de escravidão..." e "Deve haver algum lugar onde o mais forte não consegue escravizar quem não tem chance...", quase a voz do próprio Che Guevara.

Por último, mas não menos importante, a faixa que encerra essa obra prima tupiniquim, "Índios", toca fundo na questão da exploração dos índios no passado e no presente que serve de plano de fundo para uma canção que fala de injustiças, perdas e saudades, "Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta para mim quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim e é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi...", com esses versos perfeitos, a Legião fecha o disco em grande estilo deixando em todos que o ouvem um gostinho de quero muito mais.

Em quase todo o disco podemos sentir influências do rock inglês, principalmente Smiths e Joy Division, no entanto "Dois" traz o relato de uma das melhores fases da banda, que posteriormente viria a se tornar a maior banda brasileira de todos os tempos e mostraria ao mundo o talento de um dos maiores poetas da nossa época.



Legião Urbana - Dois
Senha: betomp3
(Link tirado do blog Balacobaco)

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O tiro de Apocalipse Now


Alguns leitores deste blog podem não ter assistido ao épico filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola (EUA, 1979), no entanto quase nenhum não ouviu pelo menos uma vez na vida o nome do longa-metragem.

O filme é um retrato da Guerra do Vietnã, a partir da ótica do capitão Willard (Martin Sheen) e de sua saga até chegar ao Camboja, onde ele deveria acabar com o ex-coronel norte-americano Walter Kurtz, interpretado de maneira impecável por nada menos que Marlon Brando.

Kurtz, após desertar o exército americano, montou um “vilarejo”, uma espécie de governo paralelo (se é que se pode chamar aquilo de governo...). No lugar havia corpos, ossos e sangue espalhado por todos os lados e centenas de vietcongues que apoiavam o Coronel.

Willard foi recrutado pelo serviço de inteligência estadunidense (entre os militares que o recrutaram está Harrison Ford, ainda sem rugas!), e contou com a ajuda de quatro oficias para atravessar o Vietnã e chegar ao Camboja: Chief Phillips (Albert Hall), Chef (Frederic Forrest), Lance Johnson (Sam Bottoms) e Tyrone 'Clean' Miller (Laurence Fishburne, o Morpheus de Matrix, que neste filme deveria ter uns 15 anos no máximo).

Durante o percurso, Willard acompanhava com atenção as loucuras que o conflito causava nos combatentes. O General aloprado que surfava em meio a bombas, o assassinato de inocentes sem clemência pelos soldados, a sujeira, o caos, o HORROR..., enfim, todo lado obscuro do ser humano, revelado por uma guerra, que a exemplo de outras, é injustificável.

Bem, o filme é por si só um presente para cinéfilos e não-cinéfilos. Vencedor do Oscar de melhor fotografia e som, além de outras indicações, incluindo de melhor filme e direção, o filme tem dois outros pontos altos: primeiro, os bastidores do longa foram um capítulo à parte, com direito a um documentário para mostrar a insanidade que foi a filmagem; segundo por tratar de um assunto que incomoda ainda hoje muito americano. Apocalipse Now é de 1979, mais ou menos quatro anos após o cessar fogo definitivo. A opinião pública ainda estava em alvoroço por causa da entrada do país numa guerra que teve como pretexto o alinhamento do Vietnã do Norte com o comunismo e o bombardeio de dois de seus navios que trafegavam pela região, o USS Maddox e USS C.Turney Joy.

Pois bem, de 2000 para cá, quantas vezes isso se repetiu? Afeganistão, Iraque..., quem sabe agora Irã e Coréia do Norte. A política armada estadunidense nunca mudou e dificilmente mudará e Apocalipse Now foi um dos poucos filmes que demonstrou, da maneira mais honesta, os dois lados de um conflito e o HORROR por ele causado. Quem assistiu a Pearl Harbor entende perfeitamente. Os americanos perderam o conflito, este que, aliás, serviu de pretexto para a entrada do país na Segunda Guerra. No entanto quem saiu moralmente vitorioso foram eles próprios (na figura de Ben Affleck).

Apocalipse Now não foi importante apenas como um filme, como uma expressão artística. Foi mais. Coppola teve a coragem de retratar um assunto que tirou o sono do governo americano, de uma forma que, se não foi o mais honesto possível, chegou perto. Ou será que as pessoas acham que o que aparece nos filmes do Rambo é verdadeiro?

Para finalizar, não poderia deixar de citar a música-tema do filme, The End, do The Doors. Escolha muito feliz. Além de ser um clássico, reflete bem o espírito do filme. Torçamos para que as próximas trilhas sonoras sejam mais felizes. Valeu Coppola.

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10 de Dezembro de 2006

Data de estréia do Heroes no Brasil


A nova série sensação nos Estados Unidos já tem data para estrear aqui no Brasil. Heroes será apresentada aqui pelo Universal Channel e deve estrear no dia 2 de março. A Rede Record também comprou os direitos da série, mas ainda não divulgou quando pretende começar a exibi-la.

Heroes conta a história de algumas pessoas "especiais" ao redor do mundo que descobrem possuir "habilidades extraordinárias". Algo bem parecido com os X-Men, claro que em outro contexto.

Nós aqui do doidos estamos completamente viciados em Heroes, é muito du Karalhu, insana!!!

Se você é como nós e não aguenta esperar até março para ver o que acontece, aí vão algumas dicas de "brother" sobre onde você pode fazer o download dos episódios:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11634635
http://www.islifecorp.com.br/

;)

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9 de Dezembro de 2006

Sábado à noite

Sábado à noite e eu estou em casa! Difícil de acreditar, mas é verdade.

Bom, como está me sobrando tempo pra fazer um monte de coisas (entenda navegar na internet hehe), estou aqui tentando me atualizar com as notícias e olha só com as coisas me deparei:

Preparados? Então lá vai a primeira: "A MTV Brasil não vai mais passar videoclipes". Eu não entendi muito bem isso, eles já não tinham parado faz tempo? Na verdade eles resolveram assumir de uma vez o que todos nós já estávamos cansados de saber: a nossa tão querida Music TV Brasil se juntou às outras Merdas TV Brasil... Tudo bem, eu sei, eu sou meio radical mesmo...

Outra, essa é boa: "Veja a Liga da Justiça em Smallville"! Tudo bem que Smallville já perdeu o respeito faz um bom tempo, mas tudo tem limite neh? Não que eu tenha nada contra a iséia de colocar a liga no seriado, mas isso não acontece somente anos depois que o Clark se torna o Superman? Não sou um profundo conhecedor de Superman, mas até para um pobre leigo como eu isso parece um insulto... Nem quero comentar aqui sobre o nome do Flash ou sobre a tradução do nome do Arqueiro Verde... Que saudades do Heroes, e agora só em janeiro...

Essa é ótima: "Após fazer 20 plásticas, funkeira quer implantar cabelo dourado". O ícone master do Funk Carioca, Tati Quebra-Barraco, que já fez mais de 20 cirurgias plásticas, agora quer colocar silicone na bunda e implantar cabelos dourados. Ela falou numa entrevista pra Veja que é pra ficar "igual ao da Beyoncé"... Imagina aí como vai ficar a bagaça, hehehe... Se bem que já que a MTV Brasil não vai mais passar clipes, pode ser que ela esteja gravando oalguma especie de programa piloto para uma versão brazuca daquele programa da MTV gringa onde a pessoa passa por uma transformação pra ficar igual ao seu ídolo. Será? Viisshh, o Pitanguy vai ter a sua chance de fazer uma obra-prima hehehehe...

Sem mais...

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8 de Dezembro de 2006

John Lennon

No dia 8 de Dezembro de 1980 minha mãe estava sentada em frente a tv, ela assistia atentamente ao noticiário e não se virou quando a chamei, então, fui em sua direção e vi que lágrimas rolavam pelo seu rosto.

Eu, na inocência dos meus 5 anos, perguntei a ela o que tinha acontecido, se ela estava machucada ou se alguém tinha brigado com ela, afinal de contas, até então minha mãe nunca havia chorado na minha frente e eu não conseguia pensar em outra coisa que pudesse fazê-la se sentir assim.

Ao ver minha aflição ela se virou p/ mim e com a voz embargada e com o rosto marcado pelas lágrimas, me disse que estava tudo bem e que na verdade ela só estava muito triste porque um moço chamado John Lennon tinha morrido.

Fiquei mais tranquilo, pois minha mãe não estava machucada e nem doente, mas ainda continuava confuso e quis saber de onde ela conhecia esse moço p/ ficar tão triste assim com sua morte.

Foi ai que ela começou a me explicar, com aquela paciência típica das mães, que ele foi um músico que fez parte do grupo de rock/pop mais importante de todos os tempos, os Beatles, e que enquanto ele fez parte desse grupo foi responsável por escrever algumas das músicas mais marcantes da nossa história, ajudando a mudar p/ sempre a cara da música que viria a ser feita depois deles.

Ela continuou falando e me disse que depois de um tempo esse grupo se separou e que o moço da tv começou a tocar sozinho e que continuava a escrever músicas lindas, mas além disso, ela me falou que ele também lutava pelos direitos civis, pelo fim da guerra, pelo fim do preconceito contra as mulheres, pela paz e por um mundo melhor e mais justo.

Ainda não entendia o significado de algumas dessas palavras, mas estava hipnotizado pela história que minha mãe contava, sobre aquele moço que ainda foi perseguido pelo governo por causa de suas opinões, que desistiu da música p/ cuidar de seu filho e que havia acabado de gravar um disco novo quando foi morto a tiros por um desequilibrado.

A história da minha mãe acabava ali, bem no dia em que aquele moço havia morrido e enquanto suas lágrimas secavam, o noticiário caminhava p/ o seu fim ao som de Imagine e de um clipe daquele moço andando por um parque ao lado de sua esposa.

Vinte e seis anos se passaram desde aquele dia e o garotinho de 5 anos se transformou em um homem que com o passar do tempo descobriu a importância que esse moço teve na música e principalmente em sua vida, pois se não fosse por ele e pelos Beatles, provavelmente hoje não existiria esse cara que escreve aqui no Doidos Varridos de forma tão apaixonada.

Agitador, contraditorio, polêmico, revolucionário, visionário, drogado, louco ou genial. Cada um tem uma opinião diferente sobre ele, mas independente dessas opiniões, acho que eu só posso dizer obrigado por tudo John Winston Lennon.

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Novo trailer de 300


A Waner divugou o novo trailer de 300 um dos filmes mais aguardados por todos aqui no Doidos.

O filme que vai levar ao cinema uma da melhores HQs de todos tempos escrita pelo genial Frank Miller (Sin City), ganhou a melhor prévia até agora. Simplesmente INSANO! Nem vou falar muito sobre isso apenas assita e tire suas próprias conclusões.

O filme está previsto para chegar no Brasil em 30 de março de 2007 e tem o brasileiro Rodrigo Santoro no papel do imperador persa, Xerxes.

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7 de Dezembro de 2006

Dinheiro fácil!


O site Million Dollar Homepage entrou para a história no ano passado. Como? Simples, o criador Alex Tew teve a inédita idéia de fazer dinheiro na web. Ele apenas vendeu espaços publicitários em seu site pela bagatela de U$ 1 por pixel. Com todos os pixels vendidos, ele arrecadou cerca de U$ 1 milhão.

Agora ele voltou com o mesmo princípio, mas algumas mudanças foram feitas!
Será cobrado U$ 2 por pixel no novo site. Com o total arrecadado, U$ 2 milhões, um usuário do site será sorteado e premiado com metade da bolada!

Tew diz que pretende tornar este um negócio duradouro, já que depois que o vencedor virar um milionário, o site será zerado e o ciclo recomeçará.

O jeito é esperar e ver até quando o povo vai cair nessa.

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Zune


Lançado no mercado americano em 14 de Novembro custando USR 249,99 o Zune chegou p/ ser o principal concorrente do iPod da Apple, tanto que até já ganhou o apelido de "iPod Killer".

Entrando na onda e fazendo uma comparação com o rival famoso, o Zune perde no quesito capacidade, pois por enquanto só está disponível o modelo de 30GB, enquanto o iPod já chega a 80GB, e também nas cores, que tem uma variedade muito menor que as do concorrente.

Agora, suas grandes vantagens são possibilitar a transferência de arquivos de um Zune p/ o outro atráves de wireless, ter um visor maior, aparentemente mais nítido e onde se pode assistir os videos na horizontal ou vertical, além de possibilitar a sintonia a rádios FM.

Particularmente, também acho o design do iPod mais bonito e moderno que o do Zune, mas confesso que fiquei atraído pelas funcionalidades que citei logo acima e pelo fato dele aceitar um maior número de formatos de audio/video e possuir uma bateria mais duradoura.

Só que baseado apenas nessas informações, é difícil dizer qual produto é o melhor sem tê-lo em mãos (só tenho o iPod), mas o fato é que a Apple vem dominado esse mercado a muito tempo, sempre aliando inovação, competência e muita qualidade, portanto, acho que agora só nos resta esperar o natal em terras americanas p/ ver se o Zune conseguirá superar as expectativas e vencer a chamada "guerra dos players".

E você, de que lado irá ficar?

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6 de Dezembro de 2006

Será que volta ou vai?

Nessa semana saiu a noticia de que o californiano Krist Novoselic (do extinto Nirvana) finalmente resolveu voltar para a música.

Depois de algumas tentativas frustradas, como formar e tocar na banda Sweet 75, ter tocado junto com o vocal do Dead Kennedys na banda No WTO Combo e te sido DJ da rádio K-Mon em Oregon, Krist se voltou à política, virou democrático e ainda chegou a escrever um livro sobre o tema: “Of Grunge & Government: Let's Fix this Broken Democracy!”.

Ele irá tocar na banda punk Flipper, de 1978, substituindo o antigo baixista Bruno DeMartis, que deixou a banda em setembro deste ano. A turnê da banda inclui os Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda. A banda também abrirá shows na Europa para o Melvins, que para quem não conhece, foi formado no meio dos anos 80 em Montesano, Washington e do qual Kurt Cobain foi roadie.

O jeito é esperar pra ver se Krist irá continuar com sua mesma atuação tímida dos últimos ano ou se agora volta de vez pra fazer sucesso novamente!

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Bye Bye Coldplay!


Acabou! Não adianta chorar e nem espernear, os 18.000 ingressos colocados à venda para o show do Coldplay que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de feveiro de 2007 no Via Funchal em São Paulo simplesmente evaporaram!

Os ingressos começaram a ser vendidos na última segunda-feira dia 04 de dezembro e custavam entre R$ 150 e R$ 400, porém mesmo com esse preço bem "salgado" a casa anunciou ontem à noite que as entradas para os três dias já haviam se esgotado.

Nós infelizmente também ficamos sem o nosso :( Acho que o jeito agora é esperar por um show extra ou algo do tipo, certo?

Mas de qualquer forma, os caras já passaram por aqui em 2003 e nós aqui do doidos estávamos todos lá, foi um show e tanto e com certeza gostaríamos muito de ir de novo, mas conversando com o PJ chegamos a seguinte conclusão: pelo menos não vamos morrer sem ter visto um show dos caras. Heehehe

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5 de Dezembro de 2006

Radiohead - Ok Computer (1997)



Sem dúvida uma das minhas maiores paixões é a música, portanto, irei apresentar para vocês aqui no Doidos alguns dos discos e bandas que mais gosto e como não poderia deixar de ser, resolvi começar com um disco que teve grande importância na minha vida.

Lançado em 1997, "Ok Computer" é o terceiro disco do Radiohead e com certeza é um dos melhores discos dos anos 90 e por muitos também é considerado como um dos melhores de todos os tempos!

Se bem que tem gente que acha que esse pode até não ser o melhor disco dos caras, já que "The Bends" também é fantástico e normalmente gera discussões acaloradas entre os fãs da banda sobre qual seria o melhor dos dois. Eu mesmo confesso que gosto muito de ambos e que também é muito difícil para eu dizer qual o melhor, por isso, acho que seria bem mais fácil se fosse um álbum duplo. Hehehe

Opiniões a parte, OK Computer é um disco conceitual que tem como tema essa onda tecnológica que nos rodeia e a dinâmica que governa o mundo hoje em dia, o homem se fecha em algo que não o permite conhecer a si mesmo e nem aos que o rodeiam.

A sociedade está sofrendo do mal de não conviver mais entre si e está abrindo mão dos seus sentimentos em nome das máquinas, se escondendo cada vez mais e se transformando em uma sociedade que não vive mais em conjunto.

Como o tema são as máquinas, o disco é composto de experimentações sonoras do início ao fim e já na segunda faixa "Paranoid Android" somos apresentados a um dos muitos momentos que mostram o casamento perfeito entre rock n´roll e o eletrônico proporcionados por esse puta álbum.

Talvez faltem palavras ou até mesmo uma descrição mais detalhada, mas o fato é que Ok Computer é clássico e se tornou referência na música que foi feita após o seu lançamento, basta ouvir Coldplay, Muse, Travis, etc e comprovar.

Para finalizar, acho que só posso dizer que é um disco que você não pode morrer sem ouvir! Hehehe

Faixas:

1. Airbag
2. Paranoid Android
3. Subterranean Homesick Alien
4. Exit Music (For A Film)
5. Let Down
6. Karma Police
7. Fitter Happier
8. Electioneering
9. Climbing Up The Walls
10. No Surprises
11. Lucky
12. Tourist, The



Radiohead - OK Computer

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Syd Barret



Hoje irei falar um pouco sobre Syd Barret, que p/ quem ainda não conhece (sick), fundou o Pink Floyd ao lado de Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason e foi o grande responsável pelo som psicodélico da banda em seus primórdios, tanto que o primeiro álbum do Floyd "The Piper At The Gates Of Dawn" traz nada menos que 8 canções assinadas por ele.

Considerado por todos um compositor genial, Barret sempre abusou do uso do LSD com o intuito de expandir sua percepção e auxiliá-lo em suas composiçòes, mas infelizmente o efeito foi justamente o contrário e fez com ele começasse a dar sinais de instabilidade física e mental durante os shows da banda, fazendo com que os outros integrantes praticamente fossem obrigados a procurar um substítuto p/ ele.

O escolhido para a tarefa foi Dave Gilmour, que era amigo da banda e a princípio seria apenas um segundo guitarrista, mas devido as condições em que Syd vinha se apresentando, acabou sendo efetivado como membro e participou das gravações do 2º álbum "A Saucerful Of Secrets", que ao contrário do primeiro trazia apenas uma composição de Syd.

Com o passar do tempo Syd foi perdendo o espaço na banda, cada vez mais profissional e concetrada, e acabou optando por uma curta carreira solo, lançando de forma modesta e com a ajuda de seus ex-companheiros de Floyd os álbuns "The Madcap Laughs" e "Barret".

Sem muita repercussão ou espaço no cenário musical, Syd ainda tentou montar uma segunda banda "Stars" que foi desmanchada dias depois de seu surgimento. Aliando essas dificuldades a crescente debilidade causada pelo consumo de LSD, ele decidiu sair de cena e foi morar ao lado de sua mãe, se dedicando a pintar, escrever e a cuidar do jardim da casa.

E foi assim, sozinho e em paz, que esse gênio louco de 60 anos deu adeus ao mundo no dia 07/07/2006 apenas p/ se juntar a Janis, Jim, Jimi e Jones no hall de músicos que apesar de geniais acabaram partindo cedo demais.

Não me entendam mal, pois apesar de sua idade já avançada, incluo Syd em minha lista porque talvez ele já tivesse partido muito antes de todos os outros, durante uma gargalhada no meio de uma louca viagem de LSD.

Wish You Where Here...

Discografia:

The piper at the gates of dawn (1967)
A saucerful of secrets (1968)
The Madcap Laughs (1970)
Barrett (1971)
The Peel Sessions (1988, com material gravado no programa de John Peel, em 1970)
Opel (1988, com material inédito gravado nos estúdios da EMI, em 1970)
The best of Syd Barrett - Wouldn't you miss me? (2001, compilação)

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Foo Fighters


Gravado no The Pantages Theatre em Los Angeles, "Skin And Bones" mostra os caras do Foo Fighters abraçando de vez a faceta acústica mostrada em seu último álbum de estúdio e traz versões acústicas de clássicos de seu repertório como My Hero, Big Me e Walking After You, além da inédita Skin And Bones.

O grande destaque aqui fica p/ o inegável carisma de Grohl em cima do palco, p/ as versões matadoras de Best Of You e Everlong e para Marigold, canção que fazia parte do repertório do Nirvana e que nunca havia sido tocada pela banda.

Também é foda p/ aqueles que (como eu) tiveram a oportunidade de assistir ao Foo Fighters ao vivo, perceber que a energia e a intensidade que são características de seus shows não desapareceu nessa versão desplugada.

Foo Fighters - Skin and Bones: Live Acoustic

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The Science Of Sleep


Quase que por acaso, me deparei esses dias com o trailer de "The Science Of Sleep", filme escrito e dirigido pelo francês Michael Gondry, o mesmo cara que dirigiu "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças".

Para minha grata surpresa ele aparentemente acertou de novo e no trailer vemos mais uma história de amor recheada de efeitos e de situações que nos fazem lembrar imediatamente de seu filme anterior, acompanhada de uma trilha sonora que passa por Velvet Underground, Strokes e Death Cab For The Cutie.

O enfoque dessa vez é um pouco diferente e apesar de também falar do relacionamento de duas pessoas, agora essas pessoas parecem ter sido feitas uma para outra, só que para ficarem juntos eles tem que lidar com problemas relacionados ao que é real ou imaginário e ao mundo dos sonhos no qual vive um dos personagens.

O filme ainda não estreou por aqui, mas se cumprir o que o trailer promete, fiquem ligados p/ o que pode ser um dos filmes do ano.

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Mais Pesado Que o Céu


Mais Pesado Que o Céu foi escrito em 2001 pelo jornalista e crítico musical Charles R. Cross e conta em detalhes a polêmica e conturbada vida de Kurt Cobain, cantor, guitarrista e compositor de um dos mais influentes e consagrados grupos de rock dos anos 90, o Nirvana.

O jornalista foi um dos primeiros a ter acesso aos hoje já conhecidos diários de Kurt (Journals) e foi baseado nesses relatos pessoais, em entrevistas com amigos, parentes, companheiros de banda e da própria viúva do cantor, Courtney Love, que ele construiu sua narrativa sobre a vida de Kurt e sobre os fatos que levaram ao suicídio do cantor em 1994.

Página após página vemos todas as transformações que ocorreram em uma criança feliz, inteligente e até mesmo "popular", que já demonstrava interesse pelas artes e principalmente pela música, quando fazia seus desenhos, tocava o seu pequeno tambor e ouvia todos os discos dos Beatles de sua tia, mas que após a separação de seus pais acabou se transformando em um adolescente deslocado, com problemas de adaptação, que não conseguia se estabilizar em nenhum lugar e que passou toda a sua juventude perambulando de lugar em lugar sem nunca ter conseguido se "encaixar".

O autor passa por todo esse período conturbado até a criação da banda, os primeiros shows, a gravação do 1º disco, as constantes trocas de baterista, a chegada de Dave Grhol, o sucesso estrondoso de Nevermind, os problemas crônicos no estômago de Kurt, o uso abusivo de drogas, o tempestuoso relacionamento com Courtney, as internações, as tentativas de suicídios, as turnês, os shows antológicos e aqueles que a própria banda preferia esquecer.

Ao final da leitura você irá perceber que Mais Pesado Que o Céu não é só um livro qualquer feito p/ os fãs da banda, mas que é daqueles livros que chegam a ser essenciais na prateleira de qualquer um que seja amante de música e literatura, pois conta a história da vida de um artista, de um ser humano excepcional e que assim como todos nós, também era cheio de contradições e problemas.

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Os Infiltrados


Os Infiltrados, novo filme de Martin Scorsese, estreou aqui no Brasil a cerca de 2 ou 3 semanas atrás, mas como sei que ele ainda continua em cartaz em alguns cinemas, resolvi escrever uma pequena resenha p/ quem sabe assim fazer com que os poucos gatos pingados que acessam esse blog saiam da frente do computador p/ ir ao cinema assistir a esse filme simplesmente imperdível.

O filme marca a volta de Scorsese ao gênero que o consagrou e conta a história de um policial infiltrado (Leonardo DiCaprio) na quadrilha de um gangster irlandês magistralmente interpretado por Jack Nicholson, que por sua vez também tem um membro de sua gangue infiltrado na policia (Matt Damon).

Refilmagem do chinês "Conflitos internos" (Wu jian dao), Scorsese preferiu não assistir ao original e construiu sua fábula sobre gangster e policiais em cima do roteiro original e o resultado é nada menos do que fantástico, fazendo de "Os Infiltrados" provavelmente o melhor filme do ano e para muitos (inclusive eu), mais uma obra-prima de Scorsese!

Contando com atuações inspiradas de todo o elenco, um roteiro recheado de humor negro, cinismo e violência, uma trilha sonora de 1ª (Lennon, Stones, Pink Floyd, ...) e personagens sempre andando sobre a tênue linha que separa o certo do errado, o filme faz com que o espectador fique grudado na cadeira durante suas mais de 02:30:00 de projeção e não decepciona, trazendo ainda um desfecho trágico, violento e p/ lá de poético.

Até poderia falar um pouco mais sobre a história e sobre os personagens, mas não vou estragar a surpresa de vocês, então, só posso dizer que o filme é tudo isso sim e se existe um lugar em que você deveria estar agora é em frente a tela do seu cinema preferido assistindo "Os Infiltrados"!

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© 2003-2009 Doidos Varridos. Arte por Victor Farat.
Todos os direitos reservados.

ra o certo do errado, o filme faz com que o espectador fique grudado na cadeira durante suas mais de 02:30:00 de projeção e não decepciona, trazendo ainda um desfecho trágico, violento e p/ lá de poético.

Até poderia falar um pouco mais sobre a história e sobre os personagens, mas não vou estragar a surpresa de vocês, então, só posso dizer que o filme é tudo isso sim e se existe um lugar em que você deveria estar agora é em frente a tela do seu cinema preferido assistindo "Os Infiltrados"!

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Postado por PJ | 11:48 AM | 0 comentários



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