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1 de Julho de 2008

Sex and the City no cinema


Nada mais justo do que eu, a única presença feminina deste site, escrever sobre um filme típico de mulher.

Sex and the City chegou aos cinemas brasileiros no dia 6 de junho e já bateu recordes, inclusive desbancando a nova versão do velho Indiana Jones.

O longa dá continuidade a série americana transmitida originalmente pela HBO entre 1998 e 2004. Baseado em um livro, o seriado se passava em Nova Iorque e fez sucesso mostrando a vida íntima de quatro amigas.

Já o filme mostra o que aconteceu com Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) 4 anos depois do último episódio.

Com menos sexo, a versão para o cinema trata dos conflitos pessoais de cada uma. Claro que a cidade de Nova Iorque ainda está muito presente, mas desta vez, a vida, os sentimentos e as frustrações das quatro mulheres ganham destaque.

O fato de ser uma continuidade deixa um pouco a desejar para quem não viu ou não acompanhou a série. É difícil saber em certos momentos do que as atrizes falam ou até mesmo qual a relação de determinados nomes citados de antigos personagens.

Nas últimas criticas que li, o longa foi praticamente massacrado. Claro que não concordo. Assisti quase todas as temporadas e tenho diversos grupos de amigas que me fazem lembrar a relação do quarteto. Me identifico e tenho certeza que muitas mulheres mundo a fora também. Mas é óbvio que você não deve levar seu namorado para assistir a sessão com você. Lembre-se, é um filme feminino.

A trilha sonora também merece destaque. Com canções meio babinhas e algumas versões lentas de grandes sucessos, as músicas casam perfeitamente com as cenas. Eu particularmente acho que a música é a vida de um filme. Sem ela, o filme seria sem graça, branco e preto, não importando muito a densidade e complexidade da história narrada.

Mesmo muita gente achando que o filme trata da história de 4 fúteis mulheres, que gastam todo seu dinheiro com roupas, bolsas e sapatos caros, creio que seja válido assistí-lo. Apesar disso, todas retratam bem o novo rumo que a modernidade deu à vida feminina. Desde a independência financeira, até o comportamento mais ousado, que ante então era típico do sexo masculino.

Portanto, assista ao filme e se encha de feminilidade, mas claro, sem muito rosa e sem soutiens queimados, por favor!

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