A Lenda de Beowulf
O mundo precisa de heróis. Não importa se eles usam capas, roupas coladas, se voam, se possuem visão de raio X, cuspam fogo ou sejam extremamente fortes e praticamente indestrutíveis. O fato é que o imaginário humano se alimenta com grandes epopéias e grandes feitos protagonizados por pessoas ou seres “especiais”.
Não é diferente com Beowulf. Inspirado em um poema inglês da Idade Média, o filme narra os feitos do lendário guerreiro, que se julga invencível e que busca, incessantemente, poder e glória. Narrando seus feitos com grande eloqüência, Beowulf (Ray Winstone) se tornou conhecido pelas terras por onde passou. E devido a essa fama, foi atraído para o reino do fanfarrão Hrothgar (Anthony Hopkins), com a missão de derrotar o terrível Grendel (Crispin Glover).
Até aí, para um guerreiro derrotar um monstro não há nada de tão especial. A narrativa começa a ficar mais interessante quando Beowulf, após lutar com Grendel, vai atrás deste na caverna onde ele habita. Lá, no esconderijo, ele conhece a mãe do monstro (vívida por Angelina Jolie) e sua vida vira de cabeça para baixo.
O filme é interessante primeiro pelos efeitos especiais. Segundo pelo roteiro acurado e bem desenvolvido. A história não é mais uma que fala apenas sobre os grandes feitos de um grande herói. Pelo contrário, ela pega justamente os pequenos erros que transformam essas grandes figuras em pessoas comuns, em meros mortais como qualquer outro. Demonstra também, que grandes feitos vêm acompanhados de enganos que norteiam o destino de quem os vive.
Escrito por Neil Gaiman e Roger Avary, o roteiro de A Lenda de Beowulf já é muito bom por ser uma adaptação de um poema. E é melhor ainda por conseguir ser denso, atrelando as aventuras do herói com seus problemas morais e toda a fábula envolvida. Apesar da linearidade, o roteiro é forte devido os diálogos de Beowulf e o intenso apelo sexual do filme (levado ao extremo pelo próprio protagonista e pela personagem de Angelina Jolie), disfarçado entre pequenas artimanhas textuais.
Fora isso, o diretor Robert Zemeckis levou ao extremo a digitalização do filme. Ele já havia feito incursões neste terreno em filmes como O Expresso Polar e A Casa Monstro, mas conseguiu em Beowulf se superar, graças também aos avanços tecnológicos hoje disponíveis. As imagens são um deleite para os expectadores que gostam deste estilo de filme. O curioso é que o longa foi considerado por muitos como infantil, por ser uma animação. Mas o teor contido nele com certeza não é.
Para quem assistiu ao filme em uma sala digital com certeza aproveitou mais o conteúdo digital do filme. Até porque, sem os óculos 3D, a animação, apesar de excelente, causa uma certa estranheza, pois o expectador acostumados a ver os rostos de Angelina Jolie, Anthony Hopkins e companhia se depararam com algo meio mórbido, impossível de não haver em uma experimentação desta.
É possível concluir que a Lenda de Beowulf entrou para o hall de bons filmes. Não só de animações, que é o grande diferencial, mas também do gênero de aventura/épico. É um filme ousado, bem produzido e acima de tudo feito com bastante cuidado.
Não é diferente com Beowulf. Inspirado em um poema inglês da Idade Média, o filme narra os feitos do lendário guerreiro, que se julga invencível e que busca, incessantemente, poder e glória. Narrando seus feitos com grande eloqüência, Beowulf (Ray Winstone) se tornou conhecido pelas terras por onde passou. E devido a essa fama, foi atraído para o reino do fanfarrão Hrothgar (Anthony Hopkins), com a missão de derrotar o terrível Grendel (Crispin Glover).
Até aí, para um guerreiro derrotar um monstro não há nada de tão especial. A narrativa começa a ficar mais interessante quando Beowulf, após lutar com Grendel, vai atrás deste na caverna onde ele habita. Lá, no esconderijo, ele conhece a mãe do monstro (vívida por Angelina Jolie) e sua vida vira de cabeça para baixo.
O filme é interessante primeiro pelos efeitos especiais. Segundo pelo roteiro acurado e bem desenvolvido. A história não é mais uma que fala apenas sobre os grandes feitos de um grande herói. Pelo contrário, ela pega justamente os pequenos erros que transformam essas grandes figuras em pessoas comuns, em meros mortais como qualquer outro. Demonstra também, que grandes feitos vêm acompanhados de enganos que norteiam o destino de quem os vive.
Escrito por Neil Gaiman e Roger Avary, o roteiro de A Lenda de Beowulf já é muito bom por ser uma adaptação de um poema. E é melhor ainda por conseguir ser denso, atrelando as aventuras do herói com seus problemas morais e toda a fábula envolvida. Apesar da linearidade, o roteiro é forte devido os diálogos de Beowulf e o intenso apelo sexual do filme (levado ao extremo pelo próprio protagonista e pela personagem de Angelina Jolie), disfarçado entre pequenas artimanhas textuais.
Fora isso, o diretor Robert Zemeckis levou ao extremo a digitalização do filme. Ele já havia feito incursões neste terreno em filmes como O Expresso Polar e A Casa Monstro, mas conseguiu em Beowulf se superar, graças também aos avanços tecnológicos hoje disponíveis. As imagens são um deleite para os expectadores que gostam deste estilo de filme. O curioso é que o longa foi considerado por muitos como infantil, por ser uma animação. Mas o teor contido nele com certeza não é.
Para quem assistiu ao filme em uma sala digital com certeza aproveitou mais o conteúdo digital do filme. Até porque, sem os óculos 3D, a animação, apesar de excelente, causa uma certa estranheza, pois o expectador acostumados a ver os rostos de Angelina Jolie, Anthony Hopkins e companhia se depararam com algo meio mórbido, impossível de não haver em uma experimentação desta.
É possível concluir que a Lenda de Beowulf entrou para o hall de bons filmes. Não só de animações, que é o grande diferencial, mas também do gênero de aventura/épico. É um filme ousado, bem produzido e acima de tudo feito com bastante cuidado.
A Lenda de Beowulf é um ótimo filme, principalmente para quem gosta de contar muita história.
Marcadores: Cinema




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