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9 de Janeiro de 2008

Hitman — Assassino 47

Hollywood resolveu novamente apostar na adaptação de um jogo para as telas. A bola da vez foi Hitman — Assassino 47, personagem concebido por Rasmus Guldberg-Kjaer. E novamente a adaptação foi mediana, para não dizer ruim.

Hitman foi treinado desde pequeno para ser um matador de aluguel e acabou tornando-se o mais letal. 47, como é conhecido pela agência que o treinou, é frio e calculista, exibindo movimentos robóticos e nenhuma emoção. Careca, com uma tatuagem de código de barras na cabeça, ternos impecáveis e uma cara que parece ter sido esculpida por alguém que estava bravo no dia, é extremamente hábil com qualquer tipo de arma que tire a vida de alguém.

No filme, 47 é contratado por uma voz misteriosa, através de seu laptop, para matar pessoas. Com bastante eficácia, ele executa os serviços de maneira rápida, sem nunca errar. Há apenas um agente da Interpol que sabe sobre sua existência e corre mundo afora para prendê-lo. O filme passa por Inglaterra, Turquia e Rússia e é neste último país, exatamente na cidade de São Petersburgo, que o assassino encontra problemas.

Contratado para executar o presidente russo, novamente Hitman executa o trabalho com eficácia. No entanto, a voz misteriosa anuncia que o pagamento não será feito porque ele não completou o serviço. Roboticamente ele acompanha na televisão que o presidente permanece vivo. A partir daí, 47 corre em busca de explicações e vingança e, então, desenrola-se uma trama que envolve traições, politicagem, clones, armamentos pesados e mortes, muitas mortes.

O filme possui boas cenas de ação, mas é fraco. Para quem não conhece o jogo este é mais um filme de ação. Para quem conhece ficará uma sensação de que o jogo é infinitamente mais interessante. Há muitas fórmulas gastas, como a briga Interpol e polícia russa, remetendo à Guerra Fria; vozes que mandam e desmandam a morte de milhares de pessoas sem mais nem menos, clones....

Além do mais, o jeito robótico do agente (interpretado por Timothy Olyphant) é convincente, quando observamos o seu modo de andar sem balançar o braço, o seu rosto que parece de pedra. Mas a exagerada falta de sentimento, com relação à garota que tenta seduzi-lo e na aparentemente calma durante tiroteios explosões, acaba por dar um caráter plastificado, um tanto exagerado ao personagem.

O longa dirigido por Xavier Gens é um filme de entretenimento e só. Entre, sente na sala, assista ao filme e ao sair você já terá o esquecido. O gênero precisa de filmes renovados e não foi o careca com código que o salvou. Aliás, acabou ajudando a matar.

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