Control
Estreiando por aqui com o costumeiro atraso de mais de um ano, Control foi dirigido pelo fotografo e também diretor de video clipes Anton Corbijn e teve seu roteiro adaptado do livro Touching From a Distance, escrito por Deborah Curtis, que também assinou a co-produção do filme.
Todo rodado em belíssima fotografia preto e branco, o filme conta a história de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista do hoje mítico Joy Division e que se suicidou aos 23 anos, pouco antes da banda embarcar em sua primeira turnê pelos EUA.
No filme, Ian é retratado como uma pessoa reclusa e instrospectiva, que vive com seus pais e sua irmã em um apartamento em Macclesfield, Inglaterra. Sem nenhum interesse pelos estudos e mais preocupado em aplicar pequenos golpes p/ conseguir drogas, ele passa a maior parte do tempo ouvindo Bowie e escrevendo poesias.
Em meio a toda essa "agitação", ele conhece Debbie Woodruff (Samantha Morton) e sem se importar com o fato dela ser namorada de seu amigo Nick e de ambos serem muito jovens, eles acabam ficando juntos e se casam após poucos meses de convivência.
A vida de casados de Ian e Debbie cai na rotina, com ele trabalhando em uma agência de empregos e ela vivendo como uma dona de casa, mas esse quadro começa a mudar quando em meio a uma conversa despretensiosa com Bernard Sumner, Peter Hook e Terry Mason após um show do Sex Pistols de 1976, ele se candidata a vaga recém-aberta de vocalista da banda, a princípio chamada Warsaw.
Depois do encontro, logo vemos o nervossismo do primeiro show, a gravação do EP An Ideal for Living já sob o nome Joy Division, a histórica apresentação que fez o "malandro" Rob Gretton tornar-se empresário da banda e que também levou o lendário Tony Wilson a chamá-los p/ tocar Transmission em rede nacional e logo em seguida assinar um contrato usando seu próprio sangue como tinta.
Em meio a uma série de turnês, Ian passa a negligenciar cada vez mais sua mulher e a filha recém-nascida do casal e também descobre ser epilético, passando a ter que tomar remédios que o tornam cada vez mais depressivo, principalmente quando misturados a bebidas alcoolicas, o que ele costumava fazer com frequência.
Em Londres ele conhece Annik Honoré (Alexandra Maria Lara) e os dois logo se tornam amantes, o que de certa forma também acaba trazendo mais um conflito para a cabeça de alguém que já se encontrava debilitado pela doença e pelos remédios e que agora também passa a ser assombrado por seus próprios medos e inseguranças.
Seguindo dai até o seu trágico desfecho, o roteiro mostra algumas falhas e o filme perde um pouco de sua força ao tratar esses problemas de uma forma um tanto quanto simplória e superficial, sem assumir riscos e ao preferir dar mais ênfase a indecisão de Ian entre as mulheres de sua vida, cai um pouco no melodrama e deixa de lado temas mais pesados e talvez até mais interessantes e profundos.
Todo rodado em belíssima fotografia preto e branco, o filme conta a história de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista do hoje mítico Joy Division e que se suicidou aos 23 anos, pouco antes da banda embarcar em sua primeira turnê pelos EUA.
No filme, Ian é retratado como uma pessoa reclusa e instrospectiva, que vive com seus pais e sua irmã em um apartamento em Macclesfield, Inglaterra. Sem nenhum interesse pelos estudos e mais preocupado em aplicar pequenos golpes p/ conseguir drogas, ele passa a maior parte do tempo ouvindo Bowie e escrevendo poesias.
Em meio a toda essa "agitação", ele conhece Debbie Woodruff (Samantha Morton) e sem se importar com o fato dela ser namorada de seu amigo Nick e de ambos serem muito jovens, eles acabam ficando juntos e se casam após poucos meses de convivência.
A vida de casados de Ian e Debbie cai na rotina, com ele trabalhando em uma agência de empregos e ela vivendo como uma dona de casa, mas esse quadro começa a mudar quando em meio a uma conversa despretensiosa com Bernard Sumner, Peter Hook e Terry Mason após um show do Sex Pistols de 1976, ele se candidata a vaga recém-aberta de vocalista da banda, a princípio chamada Warsaw.
Depois do encontro, logo vemos o nervossismo do primeiro show, a gravação do EP An Ideal for Living já sob o nome Joy Division, a histórica apresentação que fez o "malandro" Rob Gretton tornar-se empresário da banda e que também levou o lendário Tony Wilson a chamá-los p/ tocar Transmission em rede nacional e logo em seguida assinar um contrato usando seu próprio sangue como tinta.
Em meio a uma série de turnês, Ian passa a negligenciar cada vez mais sua mulher e a filha recém-nascida do casal e também descobre ser epilético, passando a ter que tomar remédios que o tornam cada vez mais depressivo, principalmente quando misturados a bebidas alcoolicas, o que ele costumava fazer com frequência.
Em Londres ele conhece Annik Honoré (Alexandra Maria Lara) e os dois logo se tornam amantes, o que de certa forma também acaba trazendo mais um conflito para a cabeça de alguém que já se encontrava debilitado pela doença e pelos remédios e que agora também passa a ser assombrado por seus próprios medos e inseguranças.
Seguindo dai até o seu trágico desfecho, o roteiro mostra algumas falhas e o filme perde um pouco de sua força ao tratar esses problemas de uma forma um tanto quanto simplória e superficial, sem assumir riscos e ao preferir dar mais ênfase a indecisão de Ian entre as mulheres de sua vida, cai um pouco no melodrama e deixa de lado temas mais pesados e talvez até mais interessantes e profundos.
Se esses temas tivessem sido melhor explorados o filme seria perfeito, mas mesmo com essa quebra de ritmo e com a falta de coragem de em certos momentos "colocar o dedo na ferida", Control se mantem nos trilhos a maior parte do tempo e presta uma justa homenagem a memória do genial Ian Curtis e seu Joy Division.





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