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27 de Setembro de 2007

Tropa de Elite

Tropa de Elite talvez seja o filme nacional mais discutido dos últimos tempos, só que toda essa discussão não se deu pelos méritos ou defeitos artísticos da película e sim pela venda de cópias piratas por camelôs e pela sua distribuição através da internet quase dois meses antes de sua estréia nos cinemas.

O filme dirigido por José Padilha (Ônibus 174) foi escrito por ele e pelo ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) Rodrigo Pimentel e conta a história de Nascimento (Wagner Moura), um capitão de uma unidade do BOPE do Rio de Janeiro que está prestes a ser pai pela primeira vez e que se vê no dilema de encontrar um substituto a altura para comandar sua unidade.

Praticamente todo narrado em off, pouco a pouco vamos conhecendo a história do capitão e também dos aspirantes Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), dois amigos de infância que entraram juntos para a polícia militar e que acabam chegando ao BOPE devido a sua honestida e até mesmo inocência diante de um batalhão de policiais corruptos.

O trio de atores principais está impecável, mas o destaque absoluto é mesmo Wagner Moura. Ele consegue demonstrar como poucos todas as nuances e conflitos pelos quais seu personagem passa, tendo que ser frio e sanguinário quando está no comando, porém frágil e até mesmo amedrontado quando está ao lado de sua esposa e de seu filho recém-nascido. Caio Junqueira e André Ramiro não ficam atrás e representam respectivamente a força e o cérebro, sendo um mais atirado e o outro (a princípio) bem mais contido.

No meio dessas histórias paralelas e que fatalmente acabarão por se cruzar, o BOPE age de forma bruta, desumana e eficaz, sendo mostrado como uma força acima de qualquer outra e como a solução (para o bem ou para o mal) de todos os problemas no Rio de Janeiro, sejam eles causados por policiais corruptos, traficantes ou até mesmo por "playboys" com segundas intenções.

Não há como negar que o filme certamente irá desagradar aos socialmente mais antenados tanto pela chamada "violência necessária" quanto pelos personagens estigmatizados, mas se você não for daqueles que fica reparando nisso o tempo todo, irá se deliciar com um filme policial de ação ininterrupta, com ótimos efeitos, atuações impecáveis e que dessa forma, se coloca fácil lado a lado das boas produções estrangeiras do gênero.

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1 Comentários:

Anonymous Jean Claudio Feder disse...

A cultura é uma ferramenta imbatível no processo de transformação social.
Uma das identidades mais fortes do Brasil é a música.
O objetivo deste site seria sugerir um empreendimento que reunisse um projeto turístico-hoteleiro e um projeto social e cultural.
Espero que a realização desta idéia possa proporcionar oportunidade de trabalho, crescimento pessoal e lazer a inúmeras pessoas. - Um abraço
COMUNIDADE DA MUSICA
comunidadedamusica@uol.com.br

31 de Outubro de 2007 21:13  

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