O Maravilhoso Universo de Machado

Ao Verme que primeiro roeu as frias
carnes de meu cadáver dedico como
saudosa lembrança estas memórias póstumas.
Esta frase é, sem sombra de dúvida, uma das mais conhecidas e importantes da literatura brasileira. Com ela Machado de Assis dá início ao seu mais famoso livro, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mas não é somente este romance que garante a Machado o título, dado por muitos, de principal escritor brasileiro. Fato é que nomear um escritor como o principal de todos os tempos não é tarefa fácil e, se pensarmos bem, nem é coisa importante.
Importante mesmo é que Machado é excepcional. Seus livros são de uma densidade narrativa, discursiva e argumentativa impressionante. As personagens por ele criadas são singulares, ricas, e fazem nós leitores questionarmos diversos assuntos.
Machado não criou um mundo, criou um universo. O Rio de Janeiro do século XIX ganhou novos ares através de suas mãos. Não que ele tenha recriado um novo Rio. Mas com certeza foi ele o grande observador e denunciador dos costumes e hábitos do cotidiano carioca. Os romances machadianos possuem certas características inerentes e inseparáveis um dos outros.
O cenário é o Rio de Janeiro do século XIX. Os enredos são baseados no cotidiano, no dia-a-dia do carioca, sempre denunciado os costumes que o escritor tinha como obsoletos, hipócritas e dispensáveis. Casamento, traição, relacionamentos social por conveniência, ética e tantos outros são os temas abordados pelo escritor.
Mas a grande marca de Machado é a acidez, o humor negro, as pequenas tiradas, a linha de pensamento e as características psicologias das personagens.
Brás Cubas, Simão Bacamarte, Quincas Borba, Iaiá Garcia, Dom Casmurro são algumas das grandes figuras que exemplificam os pontos acima citados.
Ademais, Machado era um grande pesquisador, e expõe em seus textos a admiração pela mitologia greco-romana e pelo escritor Tristram Shandy.
Bem, nem todo mundo concorda com este ponto de vista, de que Machado é o principal escritor tupiniquim. Há um certo consenso de sua importância, mas é difícil, para uma parte dos leitores, gostarem de Assis. Muitos indicam que o texto machadiano é cansativo, outros dizem que sua temática é sempre similar nos romances, outros apenas enfatizam: Machado de Assis é chato.
Até Guimarães Rosa, monstro da nossa literatura, em seus escritos a pouco divulgado na mídia, diz não gostar de Machado, só ter interesse em um texto especificamente.
Mas o que é relevante é que Machado de Assis é importante para a literatura do Brasil e que, mesmo no meio de muita polêmica, é um dos maiores nomes do campo literário brasileiro. Basta ler O Alienista, IaIá Garcia, Dom Casmurro e claro Memórias Póstumas.....
O universo de Machado é de questionamento, é de indagação sobre os costumes de uma época em que só poucos como ele estavam à frente. Machado é leve, volátil, como seu próprio universo.
carnes de meu cadáver dedico como
saudosa lembrança estas memórias póstumas.
Esta frase é, sem sombra de dúvida, uma das mais conhecidas e importantes da literatura brasileira. Com ela Machado de Assis dá início ao seu mais famoso livro, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mas não é somente este romance que garante a Machado o título, dado por muitos, de principal escritor brasileiro. Fato é que nomear um escritor como o principal de todos os tempos não é tarefa fácil e, se pensarmos bem, nem é coisa importante.
Importante mesmo é que Machado é excepcional. Seus livros são de uma densidade narrativa, discursiva e argumentativa impressionante. As personagens por ele criadas são singulares, ricas, e fazem nós leitores questionarmos diversos assuntos.
Machado não criou um mundo, criou um universo. O Rio de Janeiro do século XIX ganhou novos ares através de suas mãos. Não que ele tenha recriado um novo Rio. Mas com certeza foi ele o grande observador e denunciador dos costumes e hábitos do cotidiano carioca. Os romances machadianos possuem certas características inerentes e inseparáveis um dos outros.
O cenário é o Rio de Janeiro do século XIX. Os enredos são baseados no cotidiano, no dia-a-dia do carioca, sempre denunciado os costumes que o escritor tinha como obsoletos, hipócritas e dispensáveis. Casamento, traição, relacionamentos social por conveniência, ética e tantos outros são os temas abordados pelo escritor.
Mas a grande marca de Machado é a acidez, o humor negro, as pequenas tiradas, a linha de pensamento e as características psicologias das personagens.
Brás Cubas, Simão Bacamarte, Quincas Borba, Iaiá Garcia, Dom Casmurro são algumas das grandes figuras que exemplificam os pontos acima citados.
Ademais, Machado era um grande pesquisador, e expõe em seus textos a admiração pela mitologia greco-romana e pelo escritor Tristram Shandy.
Bem, nem todo mundo concorda com este ponto de vista, de que Machado é o principal escritor tupiniquim. Há um certo consenso de sua importância, mas é difícil, para uma parte dos leitores, gostarem de Assis. Muitos indicam que o texto machadiano é cansativo, outros dizem que sua temática é sempre similar nos romances, outros apenas enfatizam: Machado de Assis é chato.
Até Guimarães Rosa, monstro da nossa literatura, em seus escritos a pouco divulgado na mídia, diz não gostar de Machado, só ter interesse em um texto especificamente.
Mas o que é relevante é que Machado de Assis é importante para a literatura do Brasil e que, mesmo no meio de muita polêmica, é um dos maiores nomes do campo literário brasileiro. Basta ler O Alienista, IaIá Garcia, Dom Casmurro e claro Memórias Póstumas.....
O universo de Machado é de questionamento, é de indagação sobre os costumes de uma época em que só poucos como ele estavam à frente. Machado é leve, volátil, como seu próprio universo.
Marcadores: Literatura




0 Comentários:
Postar um comentário
<< Home