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25 de Fevereiro de 2007

Parabéns, Ten!


Em agosto de 1991 o rock’n’roll ganhou um presente significativo, de peso. Sim, surgia mais uma nova banda, com mais um novo disco. Mas não era qualquer disco: se tratava de Ten, o primeiro álbum do Pearl Jam.

Passado mais de quinze anos, parece que a mídia, no geral, deu pouca atenção à comemoração, ao 15º aniversário do álbum. Claro, parece pouco perto de outros nomes que estão em atividade a mais de duas, três décadas. Mas na verdade é muito.

O Pearl Jam é um dos, senão, o único sobrevivente do grunge. Foi formado em Seattle, e fez sucesso junto com a lendária banda Nirvana, com o Soundgarden, Mudhoney, Alice in Chains, entre outros nomes. Seu núcleo surgiu do Mother Love Bone, e foi moldado após o lançamento do mítico projeto Temple of the Dog, uma homenagem a Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone morto por overdose.

E nestes mais de 15 anos, com mais de 9 discos em sua discografia, o PJ desafia o tempo e as estatísticas e se mantém firme, ativo, com uma postura política ferrenha e sempre mantendo uma uniformidade em seus trabalhos.

E o começo de tudo foi com Ten. São onze faixas que sobrevivem ao tempo e fazem este álbum como um dos mais importantes do cenário musical — eu como fã, acho o melhor da banda.

Alive, Even Flow, Black e Jeremy são as principais faixas, as que lançaram o PJ como grande banda, faixas que fizeram história (vale lembrar da repercussão do clip de Jeremy); foi o início de uma bela trajetória.

São quinze anos de muita música, shows, protestos, ativismo e confusão, coisas estas que norteiam o rock’n’roll e seus filhos pródigos. Este é um lembrete de que existem bandas e álbuns que são eternos (caso do Ten, do PJ) e que 15 anos podem ser pouco para uma banda, mas não para um disco, que é sempre lembrando entre os melhores.


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