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5 de Fevereiro de 2007

Déjà Vu


É um dia de festa para os marinheiros de New Orleans e todos levam suas famílias para um passeio no rio mississippi. Todos estão felizes e festejando, quando derrepente KABUMMMM... Uma bomba explode e vai tudo pelos ares.

Déjà Vu, novo trabalho do Tony Scott (Chamas da vingança), pode ser considerado mais um desses filmes que abordam viagens temporais, realidades paralelas e afins, teorias muito bem abordadas em filmes como Minority Report (2002) e Efeito Borboleta(2004), mas o filme traz com consigo os seus próprios méritos e um deles é deixar essa abordagem às vezes meio que em segundo plano.

Aqui através das maravilhas da física e da tecnologia, é possível enxergar o passado 4 dias e meio antes ao momento atual. É como ver um filme em tempo real de 4 dias atrás, se é que algo que tenha acontecido à 4 dias pode ser considerado "tempo real". Isso é um tanto filosófico demais para esse post, portanto, vamos ao que realmente interessa aqui.

Doug Carlin (Denzel Washington) é o agente da ATF (Alcohol, Tobacco and Firearms) responsável pela investigação da explosão na balsa, enquanto segue a investigação surge no mesmo local da explosão o corpo queimado de uma mulher, Claire Kuchever (Paula Patton), mas que os legistas comprovam ter morrido algumas horas antes da explosão.

Doug acaba convidado pelo FBI para participar da investigação oficial do caso. Com isso ele é apresentado à uma nova tecnologia que está sendo testada pelo governo americano capaz de reconstruir o passado 4 dias antes na linha temporal através de fotos de satélite e tecnologias tridimensionais. Convencido de que a morte Claire está diretamente ligada ao atentado, Doug rapidamente pede que eles observem cada passo de Clarie nos dias que antecedem o desastre.

Quando passa a observar a rotina de Claire, Doug acaba meio que se identificando com àquela mulher que só veio a conhecer depois de morta e mesmo assim senti que há algo de muito familiar naquilo tudo. No entanto, ao perceber que Claire em alguns momentos parece estar interagindo com eles enquanto eles a observam, ele passa a desconfiar que aquilo tudo era muito mais que uma mera máquina que reconstrói o passado através de imagens de satélite e ao questionar os outros agentes sobre isso acaba descobrindo que na verdade se trata de uma janela na linha temporal aberta para o passado.

Vislumbrando a possibilidade de voltar ao passado e impedir todo esse desastre, Doug inicia uma corrida contra ao tempo para salvar Claire e as pessoas da balsa. Essa corrida propociona seqüências eletrizantes e vale citar a perseguição pelas avenidas da cidade onde Doug, no presente, persegue o terrorista 4 dias antes! A ironia nisso tudo é que essa corrida contra o tempo não é contra o tempo no presente ou no futuro e sim o passado, onde os fatos já aconteceram.

O filme foi completamente filmado em New Orleans depois da passagem do furacão Katrina e em alguns momentos as paisagens destruídas da cidade dão um sentimento mais profundo e doloroso às tragédias e de como seria bom se pudéssemos evitá-las antes que acontecessem, ou até mesmo voltar no tempo e mudar tudo.


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