A Grande Final

Restrito ao circuito alternativo e com estréia marcada para o dia 19/01, A Grande Final (La Gran Finale, Espanha /Alemanha, 2006) é um filme curioso. Tecnicamente é simples, divertido, mas vai um pouco além do trivial. Gerardo Olivares, diretor, escolheu a final da Copa do Mundo de 2002 para mostrar de uma forma bem humorada a dificuldade do acesso à informação para certos grupos étnicos e o impacto do futebol nos lugares mais austeros do mundo.
Não há praticamente nenhuma semelhança entre uma tribo indígena Amazônica, uma tribo nômade que perambula pelas planícies inóspitas da Mongólia e um grupo de negros no deserto de Niger, a não ser o desejo de acompanhar uma partida de futebol entre Alemanha e Brasil, partida esta que foi acompanhada por bilhões de pessoas.
Cada grupo encontra uma saída para conseguir acompanhar a grandiosa final da Copa. E durante esta aventura, as personagens constroem momentos divertidos, sutis, mas divertidos. Na Floresta Amazônica, ao som de Ari Barroso, quatro índios fazem o impossível para conseguir sinal para a velha televisão. Na Mongólia, os nômades procuram uma rede elétrica para ligarem o aparelho e no deserto o desafio é arrumar uma antena (a televisão é ligada na bateria de um caminhão). Até aí, nada demais, tudo muito “sem graça”. Mas é justamente aí que começa o divertimento. Pessoas tão diferentes, em lugares tão longínquos, criando soluções “alternativas” para assistirem uma partida de futebol é algo que chama a atenção.
Mas a partida, em si, não possui muita importância para o filme. O primordial é observar como o futebol une culturas tão distintas, como os valores destas estão sendo escamoteados pela cultura de massa (e o futebol é, sim, um meio de massificação) e como, ainda hoje, em um mundo globalizado, há comunidades isoladas, ou melhor, quase isoladas.
O humor fica por conta também das rivalidades geradas dentro dos próprios grupos, entre torcedores da Alemanha e do Brasil e da velha e conhecida (o velho clichê) briga entre homens e mulheres, já que elas não conseguem entender essa fixação religiosa por um jogo.
A Grande Final é, por fim, um filme simples, mas que vale a pena ser visto. Seu objetivo principal é entreter. No entanto demonstra que as culturas mais antigas do mundo estão perdendo sua particularidade e entrando, de modo gradual, no universo da cultura de massa. Basta relevar a cena de um dos índios dizendo a seus companheiros que possui uma camiseta original da Nike. Isso enquanto caçam.... Sinais dos novos tempos.
Não há praticamente nenhuma semelhança entre uma tribo indígena Amazônica, uma tribo nômade que perambula pelas planícies inóspitas da Mongólia e um grupo de negros no deserto de Niger, a não ser o desejo de acompanhar uma partida de futebol entre Alemanha e Brasil, partida esta que foi acompanhada por bilhões de pessoas.
Cada grupo encontra uma saída para conseguir acompanhar a grandiosa final da Copa. E durante esta aventura, as personagens constroem momentos divertidos, sutis, mas divertidos. Na Floresta Amazônica, ao som de Ari Barroso, quatro índios fazem o impossível para conseguir sinal para a velha televisão. Na Mongólia, os nômades procuram uma rede elétrica para ligarem o aparelho e no deserto o desafio é arrumar uma antena (a televisão é ligada na bateria de um caminhão). Até aí, nada demais, tudo muito “sem graça”. Mas é justamente aí que começa o divertimento. Pessoas tão diferentes, em lugares tão longínquos, criando soluções “alternativas” para assistirem uma partida de futebol é algo que chama a atenção.
Mas a partida, em si, não possui muita importância para o filme. O primordial é observar como o futebol une culturas tão distintas, como os valores destas estão sendo escamoteados pela cultura de massa (e o futebol é, sim, um meio de massificação) e como, ainda hoje, em um mundo globalizado, há comunidades isoladas, ou melhor, quase isoladas.
O humor fica por conta também das rivalidades geradas dentro dos próprios grupos, entre torcedores da Alemanha e do Brasil e da velha e conhecida (o velho clichê) briga entre homens e mulheres, já que elas não conseguem entender essa fixação religiosa por um jogo.
A Grande Final é, por fim, um filme simples, mas que vale a pena ser visto. Seu objetivo principal é entreter. No entanto demonstra que as culturas mais antigas do mundo estão perdendo sua particularidade e entrando, de modo gradual, no universo da cultura de massa. Basta relevar a cena de um dos índios dizendo a seus companheiros que possui uma camiseta original da Nike. Isso enquanto caçam.... Sinais dos novos tempos.
Marcadores: Cinema




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