Uma simples historinha?

Entre os livros mais conhecidos de todo o mundo, com certeza está Alice no País das Maravilhas. Muitas pessoas podem até não ter lido o livro, mas com certeza já ouviram algum trecho do enredo, o nome de algum personagem e etc.
O livro foi escrito por Charles Lutwidge Dodgson, popularmente conhecido como Lewis Carroll, nascido em Daresbury, Inglaterra, em janeiro de 1832. Além de escritor, Carroll trabalhou como fotógrafo e lecionou matemática em Oxford.
Seu livro de maior sucesso, Alice..., foi publicado em 1865 e se tornou febre instantaneamente, e com o passar do tempo virou um dos grandes best-sellers mundiais.
Mas afinal, Alice no País..., é um livro para crianças ou sobre crianças? Melhor dizendo, o livro foi escrito apenas para o universo infantil, ou Carroll criou um universo “infantil”, lúdico, para crianças e para adultos?
Em primeiro lugar, é preciso levar em conta que há uma diferença entre escrever uma história para crianças e uma história sobre crianças. Pode-se escrever uma trama apenas com crianças, mas com temas para adultos e vice e versa. O emblemático livro de Carroll, quando publicado e por sugestão do escritor Henry Kingsley, não ficou especificado se era para adultos ou para crianças e este é um dos primeiros motivos que geram a dúvida. Mas não só.
Ao seguir o coelho e entrar no mundo “maravilhoso”, Alice se depara com coisas “estranhas”. Ela muda, vê bichos esquisitos e mal educados, cartas de baralho falantes, tiranos impiedosos e uma porção de maluquices. No entanto, Carroll, com certeza, não escreveu nada sem propósito.
O que parece ser uma história nonsense para crianças esconde, na verdade, reflexões que o próprio autor deve ter feito e resolveu incluí-las na fábula. Por exemplo, no quinto capítulo do livro, O Conselho de uma Lagarta, Alice se depara com uma pergunta intrigante: “Quem é você?”, dispara a Lagarta. Para qualquer um de nós poderia até ser uma questão simples: eu sou fulano de tal, portador do RG tal, residente do bairro tal. Porém, naquele mundo estranho, de que essa resposta valeria? E afinal, nós nos reduzimos a apenas um nome e alguns números? Não somos nada além disso?
Em outro ponto da fábula Alice fica estarrecida pelo fato de uma rainha mandar decapitar um monte de “gente” por coisas que ela considera banais. Pois bem, o que há de racional em matar pessoas por causa de notas de papel ou mesmo por causa daquela lama negra gerada a partir de fósseis de dinossauro? O que há de inteligente em assassinar pessoas por causa intrigas entre times rivais ou mesmo por causa de diferenças religiosas? As questões levantadas pela mente “ingênua” de Alice se encaixam perfeitamente no mundo “real”. Será mesmo que Lewis não pensou nisso ao escrever o livro “mais fantástico para crianças”, como muitos rotulam? E essas mensagens são mesmo para os pequenos ou para os pais que lêem para eles?
Para finalizar, vai um trecho em que a Duquesa fala sobre moral para Alice: “nunca imagine que você não é senão o que poderia parecer aos outros que o que você foi ou poderia ter sido não era senão o que você tinha sido que lhes teria parecido diferente.” Ou seja: que as crianças curtam o livro e os adultos reflitam sobre ele.
O livro foi escrito por Charles Lutwidge Dodgson, popularmente conhecido como Lewis Carroll, nascido em Daresbury, Inglaterra, em janeiro de 1832. Além de escritor, Carroll trabalhou como fotógrafo e lecionou matemática em Oxford.
Seu livro de maior sucesso, Alice..., foi publicado em 1865 e se tornou febre instantaneamente, e com o passar do tempo virou um dos grandes best-sellers mundiais.
Mas afinal, Alice no País..., é um livro para crianças ou sobre crianças? Melhor dizendo, o livro foi escrito apenas para o universo infantil, ou Carroll criou um universo “infantil”, lúdico, para crianças e para adultos?
Em primeiro lugar, é preciso levar em conta que há uma diferença entre escrever uma história para crianças e uma história sobre crianças. Pode-se escrever uma trama apenas com crianças, mas com temas para adultos e vice e versa. O emblemático livro de Carroll, quando publicado e por sugestão do escritor Henry Kingsley, não ficou especificado se era para adultos ou para crianças e este é um dos primeiros motivos que geram a dúvida. Mas não só.
Ao seguir o coelho e entrar no mundo “maravilhoso”, Alice se depara com coisas “estranhas”. Ela muda, vê bichos esquisitos e mal educados, cartas de baralho falantes, tiranos impiedosos e uma porção de maluquices. No entanto, Carroll, com certeza, não escreveu nada sem propósito.
O que parece ser uma história nonsense para crianças esconde, na verdade, reflexões que o próprio autor deve ter feito e resolveu incluí-las na fábula. Por exemplo, no quinto capítulo do livro, O Conselho de uma Lagarta, Alice se depara com uma pergunta intrigante: “Quem é você?”, dispara a Lagarta. Para qualquer um de nós poderia até ser uma questão simples: eu sou fulano de tal, portador do RG tal, residente do bairro tal. Porém, naquele mundo estranho, de que essa resposta valeria? E afinal, nós nos reduzimos a apenas um nome e alguns números? Não somos nada além disso?
Em outro ponto da fábula Alice fica estarrecida pelo fato de uma rainha mandar decapitar um monte de “gente” por coisas que ela considera banais. Pois bem, o que há de racional em matar pessoas por causa de notas de papel ou mesmo por causa daquela lama negra gerada a partir de fósseis de dinossauro? O que há de inteligente em assassinar pessoas por causa intrigas entre times rivais ou mesmo por causa de diferenças religiosas? As questões levantadas pela mente “ingênua” de Alice se encaixam perfeitamente no mundo “real”. Será mesmo que Lewis não pensou nisso ao escrever o livro “mais fantástico para crianças”, como muitos rotulam? E essas mensagens são mesmo para os pequenos ou para os pais que lêem para eles?
Para finalizar, vai um trecho em que a Duquesa fala sobre moral para Alice: “nunca imagine que você não é senão o que poderia parecer aos outros que o que você foi ou poderia ter sido não era senão o que você tinha sido que lhes teria parecido diferente.” Ou seja: que as crianças curtam o livro e os adultos reflitam sobre ele.




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