Legião Urbana - Dois (1986)

Sete álbuns lançados até 1996, mais de 13 milhões de discos vendidos até hoje, músicas e letras inesquecíveis, esses são apenas alguns dos muitos motivos que fizeram com que a Legião Urbana cravasse seu nome na história da música brasileira.
A banda surgiu no início dos anos 80, em Brasília, uma época em que o rock nacional trazia nomes como Paralamas do Sucesso e Titãs. A banda era liderada pelo eterno trovador solitário Renato Russo, seguido pelos legionários Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (que deixaria a banda após a gravação do 3º disco "Que País É Este?", lança seu primeiro disco em 1984 e desponta para o Brasil com músicas como "Será" e "Geração Coca-Cola".
Bem... Gostaria de poder falar de toda a obra dessa banda, mas como só posso falar de um disco, resolvi fazer a crítica de um que na minha opinião é o melhor disco de rock tupiniquim de todos os tempos, um clássico do rock mundial, "Dois", que é o segundo trabalho da banda lançado em 1986, esse disco traz alguns dos maiores clássicos da banda.
O disco começa com um trecho de "Será", música que abre o primeiro disco da banda, tocando em segundo plano, alguns segundos depois se ouve os primeiros acordes de "Daniel Na Cova Dos Leões" e logo no início a banda mostra o que podemos esperar desse disco. Em seguida vem a serena "Quase Sem Querer", que fala basicamente da inquietude do ser humano e traz um dos versos mais clássicos de Renato Russo: "Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém...". "Acrilic On Canvas" é a terceira música do disco, para alguns a melhor música da Legião e como quase todas as letras da banda é uma letra muito pessoal e intimista.
Já estou quase nas nuvens quando ouço os primeiros acordes de outro grande clássico do rock nacional, "Eduardo E Mônica" traz uma história de amor entre dois jovens de idades e costumes diferentes, e consegue ao mesmo tempo traduzir um amor comum e cotidiano, ponto forte nas letras do Renato.
O disco segue e mesmo sendo a enésima vez que o escuto, ainda tenho a mesma satisfação da primeira vez, tanto que quando os belos acordes de "Central Do Brasil" soam no aparelho já abri uma latinha e escuto a primeira música totalmente instrumental da banda, o que viria a ser uma coisa costumeira em seus discos sucessores. Finalmente toca "Tempo Perdido", uma música que fala da juventude de uma forma que só o Renato conseguia, como não dizer que é um clássico?
Faixa após faixa o disco segue e escuto na seqüência "Metrópole", "Plantas Embaixo Do Aquário" e "Música Urbana", músicas com letras mais agressivas e som um tanto mais pesado.
Faixa 10, "Andrea Doria", simplesmente fantástica, animal, loka!!! Na minha opinião, a melhor música da Legião, descrita nas palavras do próprio Renato Russo dessa forma: "uma jovem que quer mudar o mundo, porque está tudo horrível. Coloca bem a questão da juventude, ter sonhos, fazer planos e esbarrar neste mundo de hipocrisia, de mentira, do capitalismo, do consumismo. Andrea Doria é um navio que afundou", sem comentários.
O disco vai chegando ao seu final, mas ainda tenho tempo de ser bombardeado com mais dois grandes clássicos, o primeiro é "Fábrica", um grito contra a exploração dos mais fracos em versos como "Quero trabalhar em paz não é muito o que eu lhe peço, eu quero trabalho honesto em vez de escravidão..." e "Deve haver algum lugar onde o mais forte não consegue escravizar quem não tem chance...", quase a voz do próprio Che Guevara.
Por último, mas não menos importante, a faixa que encerra essa obra prima tupiniquim, "Índios", toca fundo na questão da exploração dos índios no passado e no presente que serve de plano de fundo para uma canção que fala de injustiças, perdas e saudades, "Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta para mim quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim e é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi...", com esses versos perfeitos, a Legião fecha o disco em grande estilo deixando em todos que o ouvem um gostinho de quero muito mais.
Em quase todo o disco podemos sentir influências do rock inglês, principalmente Smiths e Joy Division, no entanto "Dois" traz o relato de uma das melhores fases da banda, que posteriormente viria a se tornar a maior banda brasileira de todos os tempos e mostraria ao mundo o talento de um dos maiores poetas da nossa época.

Legião Urbana - Dois
Senha: betomp3
(Link tirado do blog Balacobaco)
A banda surgiu no início dos anos 80, em Brasília, uma época em que o rock nacional trazia nomes como Paralamas do Sucesso e Titãs. A banda era liderada pelo eterno trovador solitário Renato Russo, seguido pelos legionários Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (que deixaria a banda após a gravação do 3º disco "Que País É Este?", lança seu primeiro disco em 1984 e desponta para o Brasil com músicas como "Será" e "Geração Coca-Cola".
Bem... Gostaria de poder falar de toda a obra dessa banda, mas como só posso falar de um disco, resolvi fazer a crítica de um que na minha opinião é o melhor disco de rock tupiniquim de todos os tempos, um clássico do rock mundial, "Dois", que é o segundo trabalho da banda lançado em 1986, esse disco traz alguns dos maiores clássicos da banda.
O disco começa com um trecho de "Será", música que abre o primeiro disco da banda, tocando em segundo plano, alguns segundos depois se ouve os primeiros acordes de "Daniel Na Cova Dos Leões" e logo no início a banda mostra o que podemos esperar desse disco. Em seguida vem a serena "Quase Sem Querer", que fala basicamente da inquietude do ser humano e traz um dos versos mais clássicos de Renato Russo: "Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém...". "Acrilic On Canvas" é a terceira música do disco, para alguns a melhor música da Legião e como quase todas as letras da banda é uma letra muito pessoal e intimista.
Já estou quase nas nuvens quando ouço os primeiros acordes de outro grande clássico do rock nacional, "Eduardo E Mônica" traz uma história de amor entre dois jovens de idades e costumes diferentes, e consegue ao mesmo tempo traduzir um amor comum e cotidiano, ponto forte nas letras do Renato.
O disco segue e mesmo sendo a enésima vez que o escuto, ainda tenho a mesma satisfação da primeira vez, tanto que quando os belos acordes de "Central Do Brasil" soam no aparelho já abri uma latinha e escuto a primeira música totalmente instrumental da banda, o que viria a ser uma coisa costumeira em seus discos sucessores. Finalmente toca "Tempo Perdido", uma música que fala da juventude de uma forma que só o Renato conseguia, como não dizer que é um clássico?
Faixa após faixa o disco segue e escuto na seqüência "Metrópole", "Plantas Embaixo Do Aquário" e "Música Urbana", músicas com letras mais agressivas e som um tanto mais pesado.
Faixa 10, "Andrea Doria", simplesmente fantástica, animal, loka!!! Na minha opinião, a melhor música da Legião, descrita nas palavras do próprio Renato Russo dessa forma: "uma jovem que quer mudar o mundo, porque está tudo horrível. Coloca bem a questão da juventude, ter sonhos, fazer planos e esbarrar neste mundo de hipocrisia, de mentira, do capitalismo, do consumismo. Andrea Doria é um navio que afundou", sem comentários.
O disco vai chegando ao seu final, mas ainda tenho tempo de ser bombardeado com mais dois grandes clássicos, o primeiro é "Fábrica", um grito contra a exploração dos mais fracos em versos como "Quero trabalhar em paz não é muito o que eu lhe peço, eu quero trabalho honesto em vez de escravidão..." e "Deve haver algum lugar onde o mais forte não consegue escravizar quem não tem chance...", quase a voz do próprio Che Guevara.
Por último, mas não menos importante, a faixa que encerra essa obra prima tupiniquim, "Índios", toca fundo na questão da exploração dos índios no passado e no presente que serve de plano de fundo para uma canção que fala de injustiças, perdas e saudades, "Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta para mim quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim e é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi...", com esses versos perfeitos, a Legião fecha o disco em grande estilo deixando em todos que o ouvem um gostinho de quero muito mais.
Em quase todo o disco podemos sentir influências do rock inglês, principalmente Smiths e Joy Division, no entanto "Dois" traz o relato de uma das melhores fases da banda, que posteriormente viria a se tornar a maior banda brasileira de todos os tempos e mostraria ao mundo o talento de um dos maiores poetas da nossa época.
Legião Urbana - Dois
Senha: betomp3
(Link tirado do blog Balacobaco)
Marcadores: Música




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