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Ingressos para ver Oasis
 Os ingressos para ver o grupo inglês Oasis no Brasil já começaram a ser vendidos. Desde esta sexta-feira, dia 20, clientes do Citibank já podiam adquirir suas entradas para as 4 apresentações da banda no país. A partir da próxima sexta-feira, dia 27, após esta semana de vendas exclusivas, o público geral poderá comprar seus ingressos. No Rio de Janeiro, primeiro destino da turnê brasileira, o show acontece no Citibank Hall, em 7 de maio. Os preços dos ingressos variam entre R$ 180 e R$ 400. Em São Paulo, os valores são os mesmos e a apresentação será na Arena Skol Anhembi, no dia 9. Em Curitiba, a banda passa pela primeira vez no dia 10. Diferente do que havia sido divulgado, o show acontece na Arena Expotrade, e não na Pedreira Paulo Leminski. As estradas custam entre R$ 200 e R$ 400. Encerrando a passagem pelo Brasil, dia 12 eles estarão em Porto Alegre, no Gigantinho. Os valores estão entre R$ 120 (1º lote) e R$180. Vale lembrar que os ingressos para todas as apresentações já estão à venda pela internet e estudantes e maiores de 60 anos têm direito a meia entrada. O Oasis traz para o país o show que divulga seu último álbum, Dig Out Your Soul, lançado no final de 2008. Com 4 shows, está é a maior turnê que o quarteto já fez por aqui. A última passagem pelo Brasil foi em 2006, em show único na capital paulista e que contou com a presença de boa parte dos integrantes do Doidos. Antes dele, a banda já havia se apresentado outras duas vezes, uma em 1998 e outra em 2001, como atração do festival Rock in Rio. Marcadores: Música, Notícias
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Vitrine Cultural
Cintia Abravanel e os diretores das peças seleciondas. Na tarde de quarta-feira (19/02), no Teatro Imprensa, na capital paulista, aconteceu a coletiva de imprensa do Projeto Vitrine Cultural 2009, para apresentação de 4 das 12 peças selecionadas. O projeto foi idealizado pelo Centro Cultural Grupo Silvio Santos, que é dirigido por Cintia Abravanel e gerenciado por Wilton Ormundo (ambos presentes na coletiva) e que obteve subsídios financeiros através da Lei Rouanet. O valor total da empreitada foi de R$ 800.000,00, divididos entre as 12 peças vencedoras do edital.A curadoria do projeto ficou a cargo de Valmir Santos e Kil Abreu, que receberam cerca de 400 propostas para análise e seleção. O projeto visa, além de dar incentivo a peças que estavam com dificuldades de entrarem no circuito, formar platéia oferecendo entradas a preços acessíveis — R$ 5,00 e R$ 10,00 — e ajudar 3 entidades sociais, trocando ingressos por uma lata de leite em pó no primeiro mês de cada temporada. Os 12 espetáculos selecionados ficarão em cartaz durante 3 meses, a partir de 4 de março. O Vitrine Cultural funcionará com peças no Espaço Vitrine (48 lugares), às terças e quartas, outras às quintas e sextas e ainda mais uma aos sábados e domingos. Haverá também uma produção na Sala Imprensa (452 lugares), às quartas e quintas-feiras. O Projeto Vitrine Cultural contempla quatro espetáculos em cartaz simultaneamente. O ProjetoOs entrevistados ressaltam a importância desse projeto, uma vez que há muitos grupos marginalizados, que não conseguem trabalhar de forma fixa no teatro, dividindo seu tempo e energia com outras atividades. O diretor Marcelo Lazzaratto, da peça Eldorado — uma das vencedoras do Vitrine — exemplifica a dificuldade de se conseguir colocar projetos de pesquisa no teatro: “Há peças que vão para fora, mas não chegam a São Paulo”. Cintia Abravanel completa a importância do projeto, declarando que “o que faz o teatro é o boca a boca”, por isso a necessidade de ser formar platéias diversas, cada uma de acordo com o “perfil” da obra. Quem acompanha um pouco sobre o teatro no Brasil, sabe a imensa dificuldade de se conseguir espaço, patrocínio e público, ainda mais para trabalhos tão densos quanto esses, que não se preocupam em utilizar fórmulas prontas e comerciais para atrair plateia, apostando no teatro arte, reflexivo, de conteúdo denso e crítico. As PeçasAs 4 primeiras peças selecionadas que entrarão em cartaz são: Comunicação a Uma Academia (1ª estreia) – Texto de Franz KafkaDireção de Roberto Alvim. Com Juliana Galdino e Gê Viana. Estreia no dia 4 de março, na Sala Vitrine , às terça e quartas, às 21h. Eldorado – Texto de Santiago Serrano Direção de Marcelo Lazzaratto. Com Eduardo Okamoto. Estreia no dia 4 de março, na Sala Imprensa , às quartas e quintas, às 21h. Cachorro Morto – Texto de Leonardo MoreiraDireção de Leonardo Moreira. Com Aline Filócomo, Bruno Freire, Luciana Paez, Maria Amélia Farah e Thiago Amaral. Reestreia no dia 7 de março, na Sala Vitrine, quintas e sextas, às 21h. Bartebly - Baseado no conto de Herman Melville, com adaptação de José Sanches SinisterraDireção de Joaquim Goulart . Com Cácia Goulart e Rodrigo Gaion. Reestreia no dia 7 de março, na Sala Vitrine, sábado às 21h e domingo às 19h30. Logo após as pré-estreias, daremos notas individuais sobre as peças. Por enquanto, prepare sua lata de leite e sua agenda e não deixe de conferir esses 4 trabalhos que prometem dar o que falar. Foto: Willian AlexandrinoMarcadores: Coletiva de Imprensa, Leonardo Cassio, Teatro
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o pequeno prazer das coisas
 Little Joy é o nome de um bar na Califórnia, o qual Amarante e Moretti freqüentavam, conversavam e se divertiam. Entretanto, o nome da banda talvez possa querer dizer muito mais do que isso. Traduzido literalmente para o português, "pequeno prazer" soa quase como uma filosofia de vida. Não é uma explosão de prazer, uma alegria impossível, impressionante, impactante. Seria um prazer pequeno, porém contínuo. Uma alegria que está sempre lá, um bar freqüentado por amigos, onde se joga conversa fora, sem muitas pretensões, nem grandes dúvidas existenciais, apenas risadas.
Essa é a impressão que se tem ao presenciar o show da banda composta por dois amigos e a namorada. Um show descompromissado, solto, cada um feliz em fazer um som com os amigos, rindo a cada música. A despretensão é tanta que Amarante sempre parecia estar surpreso com o fato de o público cantar junto cada música, fato cotidiano com o Los Hermanos, mas talvez inesperado para ele, que em certo ponto do show conversou com a platéia: "Muito obrigado gente, eu não esperava, a gente estava lá fora (Califórnia), nem sabe o que ta acontecendo por aqui..." e Moretti logo no começo já avisava "É muito bom tocar aqui, com a minha mãe e o meu irmão...".
O público parecia sentir a mesma alegria, aos gritos de "Amarante! Amarante!". Público esse que esgotou os ingressos por três vezes, fazendo com que sempre uma nova data de show fosse aberta, escancarando a despretensão da banda, ao marcar o show em uma casa que comporta apenas 500 pessoas. Dessa forma, o pequeno prazer só fazia ser surpreendido, cada vez se tornando maior.
O som da banda parece refletir mesmo essa filosofia, com músicas praianas, soltas, e composições aprazíveis, variáveis. A banda se divertia o tempo todo, o que empolgava ainda mais o público. Shapiro beijou Moretti quando ele riu de si mesmo ao terminar uma canção em que comandou os vocais "Eu não sei cantar..." brincou depois do beijo.
E foi entre brincadeiras e músicas soltas que a banda tocou seu CD de estréia inteiro, com direito a cover de Kinks. No bis, Amarante tocou sozinho no palco "Evaporar" acompanhado em coro pelo público, para logo depois a banda voltar para se divertir com "Brand New Start". A filosofia despretensiosa , quase que estóica, parece funcionar muito bem, dando suavidade à musicalidade da banda, e fazendo com que essas surpresas nos pequenos prazeres da vida sejam mais apreciadas do que grandes expectativas que quase sempre acabam sendo maiores do que a felicidade em si.
Set List:
“Play the part” ”Next time around” ”How to hang a Warhol” “No one better sake” ”Unattainable ”Shoulder to shoulder” ”With strangers” ”Keep me in mind” ”Walking back to happiness” - Cover de Helen Shapiro “This time tomorrow” - Cover de Kinks Música inédita “Don't watch me dancing”
Bis: ”Evaporar” “Brand new start”
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Los Hermanos confirmados no Just a Fest Festival
 Just a Fest é o nome do festival que vai trazer o Radiohead ao Brasil, acho que isso não é mais uma novidade pra ninguém. Eu já garanti os meus ingressos faz muito tempo, mas ainda da pra compra o seu no site www.ingresso.com.br. Essa vai ser a primeira visita da banda às terras tupiniquins e a grande dúvida que ainda pairava no ar era sobre as bandas que fariam parte do festival. Muito se falou em Kraftwerk e Vanguart, o que se mostrou uma verdade, porém a maior surpresa ficou para a última banda confirmada: Los Hermanos. Sim, isso mesmo! O festival deve marcar a volta da banda aos palcos, provavelmente dando fim ao recesso anunciado em abril de 2007 e será o primeiro show da banda desde Junho do mesmo ano confirmando a informação dada pelo vocalista Rodigo Amarante de que a banda lançaria um disco novo ainda em 2009. Esse festival está ficando melhor a cada nova surpresa, Deus nos ajude ;) Just a Fest Festival: Radiohead, Los Hermanos, Kraftwerk e Vanguart. Rio de Janeiro20 de março Praça Apoteose R$ 200 São Paulo22 de março Chácara do Jockey R$ 200 Marcadores: Música, Notícias
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Franz Ferdinand e novo álbum
 Os escoceses do Franz Ferdinand já estão finalizando o novo álbum do grupo, Tonight: Franz Ferdinand.
O site da da New Musical Express informou que o terceiro disco da carreira do quarteto terá 12 faixas e deve chegar às lojas inglesas dia 26 de janeiro.
O single 'Lucid Dreams', uma das músicas do novo trabalho, já faz parte da trilha sonora do game Madden 09, de futebol americano.
O vocalista Alex Kapranos, disse que este álbum será mais selvagem e dançante que os dois anteriores. Algumas músicas novas já foram tocadas e testadas em pequenos clubes da Inglaterra e no Rock in Rio Madri.
A banda fez sucesso em 2004, com o primeiro álbum. As músicas 'Take me Out', 'This Fire' e 'The Dark of the Matinée' estavam nas pistas das principais baladas de São Paulo. Nessa época, eles também ganharam o prêmio Mercury Prize de revelação.
As músicas 'Do You Want to' e 'Walk Away' são destaques do segundo disco, You Could Have it So Much Better, de 2005. O grupo já esteve no Brasil duas vezes, a primeira como atração do festival Motomix e a segunda quando abriram o show do U2 na capital paulista, em 2006.
A lista das músicas de Tonight: Franz Ferdinand é:
'Ulysses' 'Turn It On' 'Kiss Me' 'Twilight Omens' 'Send Him Away' 'Live Alone' 'Bite Hard' 'What She Came For' 'Can't Stop Feeling' 'Lucid Dreams' 'Dream Again' 'Katherine Kiss Me' Marcadores: Música, Notícias
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Planeta Terra 2008
 A segunda edição do festival Planeta Terra já divulgou a programação completa de todas atrações. O evento acontece dia 8 de novembro, aqui na capital.
Entre os nomes confirmados, destacam-se The Jesus and Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Offspring e os brasileiros Mallu Magalhães e Vanguart. No total serão 16 atrações divididas em três palcos, Principal, Indie e DJ.
Para os atrasadinhos, os ingressos ainda estão à venda pela ticketmaster, no site ou nos postos credenciados. O valor do terceiro lote é de R$ 130 ou R$ 65 para meia entrada.
No dia do evento, os portões da Villa dos Galpões, situado na região sul de São Paulo, abrirão às 15h e o evento deve se estender até às 3h do dia seguinte.
Veja abaixo a programação do festival:
Palco Principal
17h30 às 18h30 - Mallu Magalhães 19h às 20h - Vanguart 20h30 às 21h30 - Jesus and Mary Chain 22h00 às 23h15 - Offspring 23h45 às 01h00 - Bloc Party 1h30 às 02h45 - Kaiser Chiefs
Palco Indie
16h30 às 17h30 - Brothers of Brasil 18h00 às 19h00 - Curumin 19h30 às 20h30 - Animal Collective 21h00 às 22h00 - Foals 22h30 às 23h30 - Spoon 0h às 1h30 - Breeders
Palco DJ
20h30 às 22h00 - Mau Mau 22h às 23h30 - Mylo (dj set) 23h30 às 1h - Calvin Harris (dj set) 1h às 3h - Felix da Housecat Marcadores: Música, Notícias
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Tim Festival 2008 - Programação
 A programação completa de edição de 2008 do Tim Festival foi divulgada na semana passada. Os shows acontecem no Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória em outubro. As 19 atrações internacionais e 10 nacionais estarão divididas entre os dias 21 e 27 de outubro nas três capitais. Nomes como Paul Weller, Klaxons, The Gossip, Kanye West, Sonny Rollins e Marcelo Camelo estão confirmados na sexta edição do evento. Ainda não foram divulgadas informações sobre o valor dos ingressos, mas eles estarão à venda a partir do próximo dia 16. Neste ano, o Tim Festival estará dividido em diversos palcos temáticos. Brilhando no Escuro, Sophisticated Ladies, The Cats, Novas Raves, Ponte Brooklyn, Bossa Mod e Tim Festa são alguns destes palcos. Na capital paulista, a sede será o Parque do Ibirapuera. Entre os dias 21 e 25, os shows acontecerão no Auditório Ibirapuera e na Arena de Eventos com capacidade para 4.000 pessoas. O norte-americano Sonny Rollins fará uma apresentação gratuita na manhã do dia 25 no Auditório. O formato deste ano não conta mais com a pequena edição no Anhembi. Em 2007 a organização foi fortemente criticada pelo atraso nos shows e falta de estrutura.
No Rio de Janeiro, a sede será mais uma vez a Marina da Glória. Serão três dias de apresentações, entre dia 23 e 25. Já em Vitória, o Tim Festival acontecerá no Teatro da UFES ente 25 e 27 de outubro e contará com 6 atrações.
Abaixo segue a programação completa do Tim Festival 2008:
SÃO PAULO
Auditório Ibirapuera
21/10 - Noite de Gala: Sonny Rollins 22/10 - Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding 23/10 - Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller 24/10 - The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi 25/10 - Rosa Passos
Arena de eventos
22/10 - Brilhando no Escuro: Kanye West 23/10 - Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon 24/10 - Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database 25/10 - Ponte Brooklyn: Cérebro Eletrônico / MGMT/ The National
Auditório Ibirapuera - ao ar livre
25/10 - Sonny Rollins
RIO DE JANEIRO
Marina da Glória
23/10 - Noite de Gala: Rosa Passos / Sonny Rollins 24/10 - Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding Brilhando no Escuro: Kanye West Ponte Brooklyn: The National / MGMT 25/10 - Tim no Tim: Instituto apresenta "Tim Maia Racional" The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller 26/10 - Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database
VITÓRIA
Teatro UFES
25/10 - Stacey Kent / Carla Bley 26/10 - Siba / Gogol Bordello 27/10 - The National / MGMT Marcadores: Música, Notícias
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Lestics
 O cenário da música alternativa no Brasil é extremamente rico. A cada dia pipocam dezenas e dezenas de bandas e artistas com competência e talento extraordinário. Há pouco tempo, falei aqui sobre uma ótima banda de Ska, os Pingüins Tropicais. Agora minha surpresa foi outra. No dia 10/07/08 aconteceu um interessante show no Centro Cultural de São Paulo, no bairro da Liberdade. O nome da vez foi o Lestics, quinteto paulistano com 1 ano e meio de bagagem e com bastante história para contar (e trabalho do bom para mostrar). Para uma platéia pequena, mas expressiva por ser a primeira aparição da banda na capital, o Lestics, banda paulistana que conta hoje com cinco integrantes, apresentou um show introspectivo, sensível e relaxante. O Lestics é formada por Olavo Rocha (vocal), Umberto Sipieri (multi-instrumentalista), Marcelo Patu (baixo), Felipe Duarte (bateria) e Lirinha (guitarra). Surgiu no fim do ano de 2006, sendo um projeto paralelo ao Gianoukas Papoulas, do duo Olavo e Umberto, responsável pelo surgimento do Lestics. Com dois álbuns prontos e um prestes a ser concluído, o grupo expôs um repertório de músicas que encantam pelo tom minimalista, sutil, sem muitas firulas, mas que revelam uma profundidade e uma sofisticação envolvente, tanto nos arranjos como nas letras, ambos de autoria da própria banda. Fora isso, o Lestics chama atenção por utilizar a internet quase que exclusivamente como ferramenta de divulgação. Claro, isso não é novo. Porém, a banda não fez ainda nem meia dúzia de apresentações e seu trabalho já foi tão difundido, que chegou a ser considerado um dos melhores do circuito alternativo musical em 2007. É bastante, ainda mais pela despretensão do grupo. O Começo
Como já mencionado, o Lestics surgiu no final do ano de 2006, paralelamente ao Gianoukas Papoulas, banda composta por Olavo, Umberto, Luiz Miranda e Alex Brazales. A dupla, querendo gravar um álbum caseiro, se reuniu e em pouco tempo o projeto estava em andamento. O tal projeto recebeu o nome de Lestics. O resultado foi um álbum conceitual, chamado 9 sonhos, lançado no início do ano de 2007. Olavo Rocha é responsável pelo vocal de todas as músicas e seu parceiro, Umberto, por todos os instrumentos. Isso mesmo, toda a parte instrumental a cargo de um homem só. O resultado foi satisfatório, segundo se apura em entrevista da banda espalhadas por certos blogs, e surgiu então o segundo trabalho virtual do grupo (os discos só podem ser encontrados na internet), que recebeu o mesmo nome da banda. Até o momento, a dupla não havia e não tinha pretensões de se apresentar ao vivo. Quando sentiram a necessidade de se apresentar, já que o resultado estava sendo melhor do que o esperado, o grupo incorporou mais três membros a sua formação: Marcelo Patu, Felipe Duarte e Lirinha. Atualmente a banda esta trabalhando em um novo álbum e prevendo novas apresentações, além da que ocorreu no Centro Cultural de São Paulo. Os Álbuns 9 Songs
Como se é de imaginar, o álbum conta com 9 canções. As músicas possuem uma sonoridade agradável, confortável, até mesmo as mais soturnas, revelando aos ouvintes composições um tanto abstratas, que podem ser interpretadas de maneiras diversas. No geral, as músicas são mais conceituais, metafóricas, como a faixa de abertura ‘Elefantes’, com a seguinte passagem: “(...) os elefantes vem voando, fazendo bolhas de sabão de vez em quando / arrasam tudo que encontram no caminho. As ambulâncias, os vendedores, todos os postes (...)”. Além da faixa de abertura há ‘Mutatis Mutandi’, ‘Alguma Coisa Me Diz’ — música bem curiosa, que questiona se a rotina é uma coisa real —, ‘O Mundo Acaba’, ‘Dois Olhos’, ‘O Rio’, ‘Tropeço’, ‘Canto de Sereia’ e ‘Escuridão e Silêncio’. ‘Escuridão e Silêncio’, aliás, é com certeza uma das principais canções do disco. Utiliza-se de uma tragédia para se filosofar a sobre a seguite frase: “Eu fui entender depois de acordar; morrer é dormir e não sonhar”. 9 Songs é um álbum rebuscado, instrumentalmente falando, e altamente reflexivo. O ouvinte, além de relaxar, se questionará sobre diversas coisas, sobre si, sobre o que está acontecendo ao seu redor, sobre o que acontece e não prestamos atenção. Quando levamos em conta que o álbum foi “gravado em casa”, como consta no myspace da banda, conclui-se que o Lestics possui qualidade inquestionável, afinal, 9 Songs é um trabalho extremamente profissional, não parecendo ser um trabalho caseiro (e aqui não estamos desmerecendo trabalhos caseiros!). Vale ressaltar, também, a capa do trabalho, feito pelo artista plástico Guilherme Caldas e que acompanha os arquivos musicais disponíveis para download (imagem que está no topo desta matéria). Lestics
O álbum homônimo conta, a exemplo de seu predecessor, com 9 faixas. ‘Tipo’ é a faixa de abertura, seguida de ‘Gênio’, que tem o curioso refrão: “você tem a alma atormentada de um gênio, pena que te falta uma pitada de talento”. São canções com sonoridade branda, agradável. ‘Última Palavra’, terceira do álbum, abre com um poderoso teclado, sendo uma das faixas mais agitadas de Lestics; ‘Luz do Outono’ é uma das mais suaves, sensíveis, do disco. ‘Náusea’ é uma faixa obscura, carregada de sentimentalismo, ora negativos, ora positivos. “A náusea me faz vomitar o que eu penso (...)”. Não há tratamento pra minha patologia / O que não me mata eu transformo em poesia”, são algumas das frases desse poema musical, que narra um quadro de exaustão extrema do ser, impossível de ser curada e que, para sobreviver, utiliza a própria dor como inspiração artística, como válvula de escape. ‘Inevitável’, ‘Metamorfose’, ‘Caos’ e ‘Ego’, completam o ótimo disco que é Lestics. O trabalho gráfico da capa é conceitual e bem interessante e acompanha o download do álbum, como em 9 Songs.
Abaixo, há um entrevista concedida via email pelo vocalista Olavo Rocha, para o site Na Cabeça e o blog Doidos Varridos: Entrevista O Lestics é um trabalho independente, sem vínculo algum com gravadoras. Para se fazer conhecido, o principal meio de divulgação foi a internet. Como você encara hoje essas mudanças que a internet vem propiciando a música, essa alteração de vilão (que derrubou as gravadoras) à aliada, como fonte de divulgação praticamente ilimitada?
Bom, para as gravadoras tenho certeza de que a internet continua sendo vilã – apesar de muitos outros fatores terem contribuído para a falência do modelo. A questão é que a web permitiu uma separação mais clara entre essas duas coisas: música e gravadora. Em outros tempos, ter um disco produzido e lançado por uma gravadora “legitimava” o artista. Agora isso acabou. Qualquer um pode gravar, lançar e divulgar seu trabalho de forma absolutamente independente. Isso gera uma pulverização absurda, uma infinidade de bandas e artistas lançando suas músicas na rede, mas tudo bem. A internet tem os seus filtros. Mais cedo ou mais tarde você acaba encontrando seu público. A cena alternativa brasileira é riquíssima. Você acredita que apenas através da internet e festivais segmentados, é possível expor toda essa quantidade de boas bandas que há hoje no país?
Acho irreversível essa pulverização de que eu falei. Nesse cenário, os festivais e a web cumprem bem o papel de vitrine para as bandas. É claro que não se comparam à exposição que a TV proporciona, principalmente no Brasil. Mas não consigo imaginar o rock brasileiro recuperando a popularidade que tinha há 20 anos, bombando em programas de TV e tal. Isso rola com uma ou outra banda, mas não vejo acontecendo com a “cena”. Sem se apresentar e comercializar os discos, a fonte de renda dos integrantes do grupo não provém da música? Vocês poderiam citar o que fazem, além de tocar no Lestics? Possuem algum outro projeto musical em andamento? Pretendem torna comercial a banda? — comercial no sentido de sobreviver com ela, não de estar na mídia e em programas de auditório.A gente não ganha a vida com a banda – a grana que entra com os shows que estamos começando a fazer sequer cobre as despesas – e por isso cada um tem seu emprego, seu ganha-pão oficial. Deve ser legal viver de música, mas isso não chega a ser um objetivo pra mim. Estou muito feliz com o trabalho do Lestics, com a liberdade criativa que a gente tem, com as nossas pequenas conquistas. Ao mesmo tempo, temos outros projetos musicais: o Marcelo Patu toca no Tenente Clown; o Lirinha toca no Plazma; eu e o Umberto, nos Gianoukas Papoulas; e o Felipe tocava, não toca mais, numa banda de hardcore. Ao ouvir o Lestick, observei forte influência folk e country (me corrija se estiver errado). Há outras, claro, mas essas parecem ser as principais. Quais são os artistas que fazem à cabeça de vocês? Além dos consagrados, há alguma do circuito alternativo?A nossa música tem muito de folk e country, mas também de rock e pop. Só que as influências e as referências de cada um dos integrantes da banda são muito, muito distintas. Pra você ter uma idéia, ainda não conseguimos escolher uma música que todo mundo aprove pra fazer um cover nos shows. As letras que ouvi da banda falam bastante de questões existenciais e coisas do cotidiano. Você, como principal letrista, senão for o único, pensa em trabalhos mais politizados, que tratem da sociedade brasileira, violência, corrupção e etc?Não. Acho muito difícil escrever sobre esses temas – achar um viés original e escapar da indignação consensual ou do protesto mofado. Em nossa cultura novelesca, letras mais profundas, como as do Lestics, muitas vezes são ignoradas. Vocês possuem a pretensão de atingir um número grande de ouvintes ou um número mais restrito, que entenda e que se identifique com a banda. A velha questão: quantidade ou qualidade?
As músicas do Lestics são só pra ouvir, não servem pra dançar ou bater cabeça, por exemplo. Então é natural que as letras sejam um pouco mais elaboradas. Acho que tem bastante público pra esse tipo de som, que vai atrás desse tipo de som quando está a fim de ouvir alguma coisa mais calma e atenção. Vocês buscam se divertir com a música que fazem ou ir mais além: tentam inspirar as pessoas, emocioná-las, gerar algum sentimento maior do que a simples diversão que sentem?Agente faz música por prazer, e espera que a experiência seja prazerosa pra quem ouve. Mesmo que isso implique um nó na garganta de vez em quando. Eu sei que você é pai. Quem inspira mais: seu filho a você, para compor canções tão bonitas, ou sua figura paterna a seu filho, para que ele, talvez, siga seu caminho na música?
Eu estou muito feliz porque finalmente consegui escrever sobre o meu filho, que já tem treze anos. A música vai entrar no nosso próximo disco. Isso era uma travação enorme pra mim. Comecei milhares de letras sobre ele, mas nunca conseguia terminar. As palavras sempre me pareciam inexpressivas, insuficientes. Dessa vez consegui escrever algo que, se não me deixou completamente satisfeito, pelo menos me pareceu digna. Na verdade acho que a música ficou bem bonita. Enfim, o moleque merece – não é corujice minha, ele realmente é demais ; ) (e tá tocando pra caramba!). A relação entre os integrantes é boa? Vocês dividem opiniões similares quanto à música?
Nossa relação é ótima, todo mundo ali é muito gente boa. De maneira geral, nossos gostos musicais são bem diferentes, mas a visão sobre música converge, principalmente quando estamos compondo. E as apresentações e novos trabalhos? Há uma agenda? Pretende participar de algum festival? Aliás, já receberam algum convite?
Seguimos fazendo alguns shows em São Paulo. Tocamos no Centro Cultural São Paulo, no Cidadão do Mundo, na Festa Folk This Town que rolou no Bar B, e vamos tocar na Livraria da Esquina no próximo dia 3 de setembro. Até o fim do ano rolam mais alguns shows. Já fomos convidados a tocar em outras cidades, mas acabamos não fechando nada. Talvez role alguma viagem até o fim do ano. Olavo, alguém já lhe disse que você parece com o Herbert Vianna? (Brincamos no seu show que você lembrava muito ele, a fisionomia)Não. Mas muita gente acha que eu sou irmão do Patu! Resuma as ambições futuras do Lestics (caso haja)
A gente quer lançar dois discos no ano que vem. E fazer mais shows. Acho que por enquanto isso resume as nossas ambições. Mais Informações
Para ouvir algumas músicas, ler um pouco sobre a banda, verificar um eventual show e dar sua opinião sobre o Lestics, acesse o myspace da banda: www.myspace.com/lesticsPara quem gostar e quiser fazer o download dos dois álbuns dos Lestics, basta acessar o site http://www.lestics.com.br/. É gratuito e rápido. A próxima apresentação da banda acontecerá dia 03 de setembro na Livraria da Esquina e, em breve, haverá mais shows sendo divulgados. ShowOnde: Livraria da Esquina — Rua do Bosque, 1254 — Barra Funda Quando: 03/09/08 Quanto: R$ 8,00 Informações: 3392-3089
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